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IEC TR 60068-3-12: ensaios climáticos em refusão de solda sem chumbo

Essa norma, editada pela IEC em 2014, apresenta duas abordagens para o estabelecimento de um perfil de temperatura para o processo de refluxo de solda sem chumbo usando uma pasta de soldagem de SnAgCu. Esse processo é usado em uma grande variedade de produtos eletrônicos, incluindo uma grande variedade de tamanhos de moldados de componentes eletrônicos ativos, componentes passivos e componentes eletromecânicos.

06/04/2016 - Equipe Target

Ensaios climáticos

A IEC TR 60068-3-12:2014 - Environmental testing - Part 3-12: Supporting documentation and guidance - Method to evaluate a possible lead-free solder reflow temperature profile apresenta duas abordagens para o estabelecimento de um perfil de temperatura para o processo de refluxo de solda sem chumbo usando uma pasta de soldagem de SnAgCu. Este processo abrange uma grande variedade de produtos eletrônicos, incluindo uma grande variedade de moldados de componentes eletrônicos ativos, componentes passivos e componentes eletromecânicos.

Esse estudo aborda os requisitos necessários na produção de unidades de controle eletrônico de alta confiabilidade (ECU), como por exemplo, em eletrônica automotiva. Esses requisitos incluem as tolerâncias de medição e de produção.

O Estudo B inclui os produtos de eletrônica de consumo e inclui tamanhos de capacidade de forno, projeto da placa e pacote de refluxo. Esta nova edição inclui as seguintes alterações técnicas significativas em relação à edição anterior: o conteúdo foi adaptado para o estado da arte da tecnologia e a terminação de acabamentos de refusão em forno; houve ajustes na linguagem adotada.

Conteúdo da norma

Prefácio

1 Escopo

2 Básicos

3 Placas sob investigação

3.1 Abordagem em placa de teste

3.2 Abordagem da produção de placas

4 Tolerância de temperatura

4.1 Tolerâncias de temperatura no Estudo A

4.2 Tolerâncias da influência da temperatura e no tamanho da placa no Estudo B

5 Pico de forma e largura

5.1 Formulário de pico e largura no Estudo A

5.2 Investigação do fluxo em forno no Estudo B

6 Classificação

6.1 Classificação de dispositivos no Estudo A

6.2 Classificação de dispositivos no Estudo B

7 Consideração para um perfil de temperatura de refluxo sem chumbo

7.1 Perfil da temperatura de um refluxo sem chumbo determinado no Estudo A

7.2 Perfil da temperatura de um refluxo sem chumbo determinado no Estudo B

8 Conclusão

Bibliografia

Entre os ensaios ambientais, os climáticos visam reproduzir em laboratório as condições climáticas a que pode ser sujeito um produto ou parte de um produto em laboratório, utilizando equipamentos adequados. Os ensaios climáticos são entendidos como aqueles relacionados com causas naturais, tais como temperatura, umidade, corrosão por nevoeiro salino, incluindo combinações de fatores agressivos, tais como temperatura e vibrações ou mudanças bruscas de parâmetros ambientais, como no caso dos equipamentos de choque térmico.

Na competitividade entre as empresas produtoras, um dos principais desafios enfrentados é garantir que sua produção – ou, pelo menos, a menor parte dela – não seja comprometida, em decorrência de problemas de projeto e soldabilidade. Tais falhas, se não detectadas durante a introdução fabril do produto na fase de protótipo, podem causar o que chamamos de mortalidade infantil do produto quanto lançado no mercado, produzindo reflexos diretos ao consumidor e sobre a credibilidade e rentabilidade da empresa.

Sob essa perspectiva, a realização de ensaios metalográficos, climáticos e físicos transformou-se em um importante diferencial competitivo, ensaios esses que certificam a confiabilidade, qualidade e eficiência do produto. Tais análises, como ensaios climáticos, são para checar se um equipamento vai funcionar igualmente em regiões frias como o Sul do Brasil e quentes como no Nordeste.

Já a IEC 60068-3-11 apresenta os cálculos da incerteza de condições climáticas em câmaras de ensaio. Demonstra como estimar a incerteza da estabilidade de temperatura e condições de umidade em câmaras de temperatura e umidade.

Uma vez que este está intrinsecamente ligado aos métodos de medida, três métodos básicos para determinar as condições de temperatura e umidade e as suas incertezas associadas em uma câmara de ensaio climático são descritos. Essa norma é igualmente aplicável a todos os gabinetes ambientais, incluindo salas ou laboratórios.

Os métodos utilizados se aplicam tanto para as câmaras de temperatura e câmaras que combinam de temperatura e umidade (climáticas). Calibrar a câmara com e sem carga e medir as condições é um item a ser considerado no momento de calibração. Segundo a IEC 60068-3-11, deve-se utilizar como transdutor de temperatura termômetro de resistência de platina a 100Ω a 0°C (Pt-100) e limitar uma área de trabalho sendo o valor de 1/10 de distância da parede interna, ponto que receberá um transdutor.

A quantidade de transdutores a ser posicionados varia de acordo com o volume interno da câmara térmica. Para um volume igual ou menor de 2m3 a norma recomenda utilizar oito transdutores de temperatura, posicionados nas arestas da área de trabalho. A aquisição de dados de temperatura deve ocorrer durante 30 min, com uma medição a cada minuto realizada por um sistema automatizado, o qual armazene os dados para posterior análise.

FONTE: Equipe Target

Baseado nos documentos visitados

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