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A preparação para ensaiar a pressão de estouro dos preservativos masculinos

O que é o dispositivo de fixação externo? Por que usar o papel absorvente colorido no ensaio? Qual é o procedimento de manuseio de amostras para determinar o ensaio de furo? Como deve ser executada a inspeção visual? Essas perguntas estão sendo respondidas na ABNT ISO/TR 19969 de 02/2021 - Orientações sobre o manuseio de amostras para determinar o volume de estouro e a pressão de estouro e para ensaiar à ausência de furos nos preservativos masculinos.

21/04/2021 - Equipe Target

ABNT ISO/TR 19969 de 02/2021 - Orientações sobre o manuseio de amostras para determinar o volume de estouro e a pressão de estouro e para ensaiar à ausência de furos nos preservativos masculinos

A ABNT ISO/TR 19969 de 02/2021 - Orientações sobre o manuseio de amostras para determinar o volume de estouro e a pressão de estouro e para ensaiar à ausência de furos nos preservativos masculinos fornece orientações para os procedimentos de preparação de amostras para determinar o volume e a pressão de estouro e para submeter os preservativos masculinos a ensaios quanto à ausência de furos.

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O que é o dispositivo de fixação externo?

Por que usar o papel absorvente colorido no ensaio?

Qual é o procedimento de manuseio de amostras para determinar o ensaio de furo?

Como deve ser executada a inspeção visual?

As análises recentes de amostras de preservativos masculinos, de diferentes fabricantes, que falharam nos ensaios quanto à ausência de furos, sugerem que alguns dos orifícios observados nas amostras são causados por danos, quando as amostras estão sendo preparadas para os ensaios no laboratório. Também tem havido relatos de resultados incorretos ao se submeterem preservativos a ensaios quanto ao volume e à pressão de estouro causados pelo manuseio inadequado dos preservativos.

Por exemplo, ao esticar excessivamente as amostras ao fixá-las no equipamento do ensaio de estouro. Isso leva ao desenvolvimento de uma orientação para procedimentos de preparação de amostras de ensaio ou corpo de prova, assim como ensaio de furos e volume e pressão de estouro.

Foi realizado um estudo interlaboratorial em diferentes laboratórios comparando os resultados para ensaios de ausência de furos e capacidade volumétrica e de pressão de estouro. Os preservativos finos de látex de borracha natural e preservativos de poliuretano foram usados neste estudo.

O estudo identificou variados procedimentos de manuseio que poderiam levar a resultados incorretos. Com base neste estudo, um conjunto de procedimentos de manuseio padronizados foi desenvolvido para minimizar o risco de resultados incorretos a serem obtidos.

Este documento descreve estes procedimentos de manuseio normalizados que são projetados para minimizar danos não intencionais aos preservativos durante a preparação da amostra e o procedimento de ensaio no laboratório. É esperado que os procedimentos descritos neste documento melhorem a reprodutibilidade dos resultados dos ensaios entre laboratórios.

Este documento ajuda a melhorar a precisão dos ensaios mecânicos para preservativos masculinos, conforme especificado nas NBR ISO 4074 e NBR ISO 23409. As orientações fornecidas neste documento destinam-se apenas aos ensaios em laboratório. Não se destinam aos usuários de preservativos e não convém que sejam incluídas nas instruções de uso para usuários de preservativos.

Antes de iniciar o ensaio de um novo material, convém que se verifique o seguinte: se a faixa de pressão do transdutor é apropriada para os produtos; se o transdutor de pressão está calibrado na faixa de pressão esperada; se o dispositivo de fixação segura o preservativo sem escorregar até que ele estoure. Convém que resultados anormais ou inesperados, como aqueles fora do intervalo normal ou esperado, ou fora da faixa operacional calibrada, sejam investigados e anotados antes que os resultados sejam relatados.

Convém que luvas de proteção sejam usadas ao manusear e desenrolar o preservativo. É recomendado que luvas sem costuras sejam usadas (por exemplo, luva de exame médico não estéril). Convém que o preservativo seja movido dentro da embalagem individual, de forma que fique longe da área onde a embalagem é para ser rasgada.

Isto evita o risco de danificar o preservativo quando a embalagem individual for rasgada na abertura. Convém que cada embalagem individual seja aberta separadamente. Não convém que tesouras ou outros instrumentos cortantes sejam usados para abrir a embalagem individual. Tais instrumentos podem danificar os preservativos.

Convém que o preservativo seja submetido a ensaio o mais rápido possível após a remoção da embalagem individual, para minimizar o impacto de qualquer dano ambiental causado, por exemplo, pela exposição à luz (especialmente luz UV e fluorescente) e ao ozônio. O ensaio é preferencialmente iniciado dentro de 1 h, mas definitivamente dentro de 4 h.

Antes de cada grupo de ensaios, convém que seja confirmado se a superfície da haste ou do mandril é lisa, livre de danos ou arranhões e livre de contaminação por partículas que possam danificar o preservativo. Os preservativos que já estão enrolados são cuidadosa e uniformemente desenrolados sobre o mandril, usando as duas mãos, para que encaixem uniformemente no mandril. Convém que se tome cuidado extra para usar o mínimo de alongamento e força. Força excessiva pode causar dano e resultados incorretos.

FONTE: Equipe Target

Baseado nos documentos visitados

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