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Hospitais precisam atentar para o cumprimento da NBR 13534 em suas instalações elétricas

Não há muito conhecimento em relação ao risco de incêndio em um edifício hospitalar. Quando isso ocorre, o abandono do local, mesmo em situações de menor complexidade é sempre preocupante, pois está em risco a vida de alguns, principalmente daqueles em estado crítico e com dificuldade de locomoção. Dessa forma, é importante o cumprimento da NBR 13534 de 01/2008.

03/02/2016 - Equipe Target

Os riscos de incêndios em estabelecimentos de saúde

Os requisitos da NBR 13534 de 01/2008 - Instalações elétricas de baixa tensão - Requisitos específicos para instalação em estabelecimentos assistenciais de saúde aplicam-se a instalações elétricas em estabelecimentos assistenciais de saúde, visando garantir a segurança dos pacientes e dos profissionais de saúde. Os requisitos específicos desta norma aplicam-se a instalações elétricas de baixa tensão - requisitos específicos para instalação em estabelecimentos assistenciais de saúde, para garantir a segurança de pacientes e profissionais da saúde.

Quando a utilização de um lugar médico for alterada, deve-se adequar a instalação elétrica existente à alteração promovida, de acordo com os requisitos desta norma - fazendo-se uma questão mais crítica quando envolvidos procedimentos intracardíaco e de sustentação da vida de pacientes. Quando aplicável, pode ser utilizada em clínicas veterinárias. Não se aplica a aparelhos eletromédicos - ver série de normas NBR IEC 60601.

Os requisitos desta norma complementam, modificam ou substituem os requisitos de caráter geral contidos na NBR 5410. Em tudo que não for disposto diferentemente, permanecem válidos e aplicáveis os requisitos da NBR 5410, bem como os de normas especificas, como as de produtos.

Nesta norma, os números designativos das seções, subseções e parágrafos se harmonizam com os correspondentes da NBR 5410 e estão numerados, quando se tratar de novos requisitos, a partir de 101 e, no caso dos Anexos, como AA e BB. Em estabelecimentos assistenciais de saúde, é fundamental garantir a segurança de pacientes submetidos a procedimentos com o uso de equipamentos eletromédicos.

A cada atividade e função desenvolvidas num local médico correspondem requisitos específicos de segurança, que devem ser respeitados. Essa segurança começa com uma instalação elétrica segura e prossegue com a operação e manutenção adequadas dos equipamentos elétricos a ela conectados.

A utilização de equipamentos eletromédicos em pacientes sob cuidados intensivos, de importância crítica, requer da instalação elétrica uma confiabilidade e uma segurança compatível, que podem ser obtidas com a aplicação desta norma, o que não impede a adoção de critérios ou práticas que reforcem ainda mais a segurança e a confiabilidade. A classificação de um local médico deve ser feita em conformidade com a equipe médica e a legislação vigente, tanto a da área de saúde quanto a de segurança do trabalho.

Para definir a classificação de um local médico, é necessário que a equipe médica informe os procedimentos médicos que serão realizados. Com base na utilização pretendida, será definida uma classificação apropriada para o local médico. A possibilidade de utilização de um mesmo local para mais de uma finalidade implica sua classificação no grupo mais elevado, sendo recomendável a análise de tais casos pelo grupo de gerenciamento de risco.

Em locais médicos, a distribuição elétrica deve ser concebida e executada de forma a facilitar a transferência automática entre a alimentação normal e a alimentação de segurança (ver Anexo BB e 6.6.6). Todo equipamento de raios X, incluindo os de arco cirúrgico, e todo outro equipamento com corrente de energização capaz de provocar o desligamento de uma alimentação IT médica, em caso de conexão inadvertida a esta alimentação, devem ser alimentados por circuitos dedicados.

Enfim, é importante promover e reforçar práticas seguras de trabalho, de proporcionar ambientes livres de riscos, de controlar materiais e equipamentos contra a eventualidade de um princípio de incêndio, de sinalização clara das saídas de emergência e treinamento dos profissionais de saúde para uso dos equipamentos de combate a incêndio. De nada adiantam equipamentos sofisticados de prevenção contra incêndio, se não houver pessoas treinadas e capacitadas, para agirem de maneira rápida e segura.

Cada atraso pode ser determinante no desfecho, pois a ação precoce é mais efetiva que as evacuações. A promoção de segurança e prevenção de danos é de responsabilidade da equipe multiprofissional, mas também é dos visitantes, familiares e pacientes. É a chamada cultura de segurança que tem por objetivo geral contribuir para a qualificação do cuidado em saúde em todos os estabelecimentos de saúde do território nacional.

A proposta deixa claro que a responsabilidade pelas questões de segurança está associada ao saber agir. Cada um deve seguir as práticas de segurança no trabalho, usando de regras e regulamentos anunciados pelo programa de segurança do hospital.

Esse programa pode ser desenvolvido pelas Comissões Internas de Prevenção de Acidentes (CIPA), instituídas pela norma regulamentadora NR 5, com o objetivo de prevenir acidentes e doenças decorrentes do trabalho, de modo a tornar compatível, permanentemente, o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador.

Além disso, deve-se seguir o que está preconizado pela norma regulamentadora NR 32, que estabelece que nas edificações destinadas à prestação de assistência à saúde da população que utilizam e armazenam produtos inflamáveis, o sistema de prevenção de incêndio deve prever medidas especiais de segurança e procedimentos de emergência.

Quando se pensa no processo de saída de um incêndio os ocupantes da edificação devem adotar rotas de fuga e saídas de emergência, com características preparadas para atender as necessidades da população que a ocupa. As rotas de fuga são entendidas como meios estruturais para o caminho seguro de qualquer ponto do edifício até a saída final, possibilitando a qualquer pessoa escapar de um edifício comprometido pelo fogo em segurança, independente da ajuda externa.

Assim, o planejamento e implementação de planos de segurança contra incêndio nas edificações hospitalares devem ser sempre atualizados e de conhecimento de todos os profissionais que ali atuam, pois rotas de fuga mal planejadas, implantadas ou utilizadas, podem agravar o problema da evacuação segura do edifício. Outro fato que deve ser considerado são as diferentes reações que as pessoas apresentam diante de caso de sinistros, quando percebem sua integridade física ameaçada.

Em um incêndio, o comportamento mais frequente é a tensão nervosa ou estresse, e a reação de medo, que foge ao controle racional, ou seja, o pânico. Normalmente, as pessoas demoram a reagir diante de uma situação de incêndio, como se estivessem paralisadas nos primeiros minutos, não acreditando que estejam envolvidas numa situação de risco grave. Em geral, quem é presença constante e contínua junto aos pacientes nessa hora é a equipe de enfermagem.

Ela representa a maioria dos trabalhadores no local, tem conhecimento da área física, das saídas, dos meios de comunicação e, principalmente, auxilia na estimativa do número de pessoas (pacientes, familiares e funcionários) que frequentam a unidade. Dessa forma, a equipe de enfermagem coordena a equipe de salvamento e evacuação e deve ser responsável pelo plano de evacuação da edificação em caso de incêndio.

FONTE: Equipe Target

Baseado nos documentos visitados

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