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Os parâmetros para as salas-cofre e cofres para hardware resistentes a incêndios

Como deve ser o corpo de prova do cofre para hardware? Qual deve ser a documentação técnica para os corpos de prova? Qual deve ser a aparelhagem de ensaio para resistência ao fogo de sala-cofre? Como deve ser a preparação dos corpos-de-prova da sala-cofre e do cofre para hardware? Essas perguntas estão sendo respondidas na NBR 15247 de 12/2004 - Unidades de armazenagem segura - Salas cofre e cofres para hardware - Classificação e método de ensaio de resistência ao fogo.

05/01/2022 - Equipe Target

NBR 15247 de 12/2004 - Unidades de armazenagem segura - Salas cofre e cofres para hardware - Classificação e método de ensaio de resistência ao fogo

A NBR 15247 de 12/2004 - Unidades de armazenagem segura - Salas cofre e cofres para hardware - Classificação e método de ensaio de resistência ao fogo especifica os requisitos para salas-cofre e cofres para hardware resistentes a incêndios. Ela inclui um método de ensaio para a determinação da capacidade de salas-cofre e cofres para hardware para proteger conteúdos sensíveis a temperatura e umidade, e os respectivos sistemas de hardware, contra os efeitos de um incêndio. Esta norma também especifica um método de ensaio para medir a resistência mecânica a impactos (ensaio de impacto) para salas-cofre do tipo B e cofres para hardware.

Também são especificados os requisitos para os documentos técnicos que acompanham os corpos de prova, as amostras de materiais, os acessórios físicos, a correlação dos corpos de prova com a documentação técnica e a preparação para o tipo de ensaio, assim como os procedimentos de ensaio. Os tipos de classificação e requisito para salas-cofre e cofres para hardware são fornecidos na seção 4.

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Como deve ser o corpo de prova do cofre para hardware?

Qual deve ser a documentação técnica para os corpos de prova?

Qual deve ser a aparelhagem de ensaio para resistência ao fogo de sala-cofre?

Como deve ser a preparação dos corpos-de-prova da sala-cofre e do cofre para hardware?

As condições de ensaio apresentadas nesta norma oferecem uma base para simular incêndios, a fim de determinar, de modo reproduzível, a resistência ao fogo de salas-cofre e cofres para hardware. Os valores especificados para a elevação máxima da temperatura nas classes de proteção R60D e C60D se referem ao período relativamente curto de exposição a altas temperaturas que ocorrem durante um ensaio de incêndio.

Em geral, estas elevações não são experimentadas pelos meios de armazenamento de dados e pelo hardware de sistemas armazenados em salas-cofre e cofres para hardware no modo normal e correto. As salas-cofre e cofres para hardware que tenham o mesmo projeto, proteção e características construtivas (tais como tipo e espessura da construção e material de proteção, forma geométrica, fechaduras, portas, etc.) receberão a mesma classificação de proteção do corpo-de-prova se a máxima diferença estiver dentro das faixas apresentadas na tabela abaixo.

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As salas-cofre e os cofres para hardware devem fornecer proteção ao seu conteúdo contra os efeitos de um incêndio (ver seção 6) e devem ser classificados de acordo com a tabela abaixo. Além de fornecerem proteção contra incêndios, as salas-cofre e cofres para hardware corretamente instalados oferecem proteção contra impactos causados pela falha de componentes e objetos externos à sala cofre ou ao cofre para hardware, durante o incêndio.

As salas-cofre tipo A só são instaladas em construções que proporcionam um mínimo de resistência ao fogo e não são ensaiadas em relação à sua resistência a impactos. As proteções de aberturas utilizadas para diversos fins, como portas e dampers, devem fechar-se automaticamente em caso de incêndio, através de sistemas de fechamento automático protegendo o ambiente interno.

As salas-cofre e cofres para hardware devem ter sistemas de selagem permanentes quando existir passagem de cabos e de tubulações. Quando a laje sobre a qual se apoia a sala-cofre ou cofre para hardware, em situação de incêndio, estiver sujeita ao fogo na sua face inferior, ela deverá apresentar resistência ao fogo por 90 min.

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Os corpos de prova devem ser protótipos dos dispositivos cujas características de resistência a fogo que se pretende determinar. Desta maneira, as condições estabelecidas para o corpo de prova em termos de materiais constituintes, espessuras de paredes, piso e teto, respectivas características construtivas e estruturas auxiliares são naturalmente extraídas das características assumidas por estes dispositivos.

Para o corpo de prova para salas-cofre tipo A, uma câmara externa deve ser montada no forno e dentro dela deve ser instalado o corpo-de-prova da sala-cofre tipo A como se fosse uma sala-cofre sendo instalada entre paredes e lajes. As paredes, piso e teto da câmara externa devem ser construídos com painéis pré-fabricados (espessura 100 mm ± 5 mm) de concreto armado com densidade de (2.400 ± 200) kg/m³ e tela de aço CA-25, e devem ser conectados entre si.

Podem ser usados parafusos para conectar as unidades pré-fabricadas de concreto e podem ser tomadas medidas para proteger os parafusos contra os efeitos do fogo. A célula externa deve ter as seguintes dimensões externas: altura: (2.800 ± 100) mm; largura: (3.000 ± 100) mm; comprimento: (4.000 ± 100) mm. Para a instalação da instrumentação de medição das temperaturas e teor de umidade do ar no corpo de prova, deve ser utilizada a parede não exposta ao fogo devidamente modificada.

As paredes, piso e teto da célula interna, individualmente, devem ser do mesmo material, com espessura constante e características construtivas uniformes. Devem ter ao menos duas juntas. O teto da célula interna deve ser dividido em duas partes sobre a posição da viga estrutural na direção longitudinal no corpo de prova.

Estes dois segmentos de teto também devem ter duas juntas. Quaisquer projetos ou alterações nas juntas e/ou estruturas auxiliares do corpo-de-prova ensaiado devem ser novamente ensaiadas para que se tenham as mesmas classificações requisitadas. No caso de o projeto de paredes e do teto da célula interna, respectivamente, serem diferentes do piso, um ensaio comparativo de acordo com o ensaio comparativo da construção de piso, descrito nessa norma, deve ser executado.

Para o ensaio de resistência ao fogo, as salas-cofre (tipo A e tipo B), assim como os cofres para hardware, devem ser submetidos ao ensaio de resistência ao fogo. Deve-se assegurar, antes e depois do ensaio, que o corpo de prova e a documentação técnica sejam equivalentes. Durante a exposição do corpo de prova às chamas, a temperatura do forno deve ser mantida de acordo com a curva tempo/temperatura (ISO 834-1) por um período de 60 min, admitindo-se os seguintes desvios de área sob a curva de ensaio em relação à curva-padrão: 10% para os primeiros 30 min e 5% para o período restante.

Terminar a exposição a chamas após 60 min e resfriar a temperatura do forno de acordo com essa norma. Durante o resfriamento, registrar a temperatura do forno somente nos pontos localizados na metade da altura. Medir e anotar os valores de temperatura e umidade relativa do ar dentro do corpo-de-prova nos pontos de medição especificados para as salas-cofre tipo A e B e para os cofres para hardware.

A tolerância para as temperaturas médias deve ser de ± 5% para a primeira medição (0 min), ± 10% para todos os demais valores superiores a 100°C e ± 10°C para todas as temperaturas inferiores a 100°C. Depois dos ensaios, os corpos de prova devem ser examinados como segue: remover partes das paredes e, se existentes, a porta, as selagens e outros componentes relevantes, examinando suas estruturas e medindo as espessuras dos materiais; comparar os materiais da parede e, se existentes, a porta, as selagens e outros componentes relevantes com a documentação técnica que acompanha o corpo de prova; fazer a documentação fotográfica dos corpos de prova antes e depois do ensaio; e descrever as condições para a abertura da porta.

Os resultados dos ensaios devem ser expressos das seguintes maneiras: a máxima elevação de temperatura e a máxima umidade relativa do ar, registradas durante o ensaio de resistência ao fogo; descrição de danos e deformações ocorridos durante o ensaio de impacto nos painéis de parede, assim como as informações se a integridade da parede foi mantida; comparação dos resultados do ensaio realizado de acordo com o ensaio comparativo, em relação à construção do piso, incluindo uma conclusão a respeito da equivalência da solução adotada, com base na progressão das medições de temperatura e umidade relativa do ar, tendo em conta as exigências desta norma; declaração se os requisitos de proteção das classes R 60D e C 60 D, respectivamente, foram atendidos.

FONTE: Equipe Target

Baseado nos documentos visitados

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