11/01/2012 - Equipe Target
As melhorias urgentes no setor de saúde
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) fez um estudo e concluiu que a qualidade dos serviços de saúde prestados para pobres e ricos é tão desigual no Brasil que divide o país em dois. Segundo Marco Antônio Andreazzi, médico sanitarista e pesquisador do IBGE, há diferenças marcantes quando se compara a qualidade dos equipamentos e profissionais entre as classes sociais e o setor público e privado. “O país tem dois Brasis se considerarmos os tipos de serviços prestados. Há um excesso de equipamentos sofisticados nos planos privados [que se concentram nas regiões mais ricas] e locais em que faltam equipamentos básicos”, diz. Um desses fatores, segundo ele, é o número de leitos disponíveis. De acordo com a pesquisa da Assistência Médico Sanitária (AMS), entre 2005 e 2009, o país perdeu 11.214 leitos nos estabelecimentos de saúde, o que explica as grandes filas nas sete principais capitais (São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Brasília, Fortaleza, Belo Horizonte e Curitiba) do Brasil. Nesses municípios, há estimativa de que 170 mil pessoas terão de esperar até cinco anos por uma cirurgia não emergencial.
Com tudo isso, os gestores públicos e os empresários do setor de saúde precisam investir em normas técnicas brasileiras. Atualmente, as normas - além dos produtos em si - abrangem um universo bem maior de temas. Esses temas, chamados de teóricos, tratam de questões relativas a terminol...