Text page

Os parâmetros das cordoalhas de aço para estruturas de concreto protendido

Como deve ser feita a marcação nos produtos? O que o comprador deve indicar na encomenda? Qual deve ser o procedimento de inspeção? Qual deve ser a referência de massa linear mínima e máxima por diâmetro? Esses questionamentos estão sendo mostrados na NBR 7483 de 02/2021 - Cordoalhas de aço para estruturas de concreto protendido - Especificação.

14/04/2021 - Equipe Target

NBR 7483 de 02/2021 - Cordoalhas de aço para estruturas de concreto protendido – Especificação

A NBR 7483 de 02/2021 - Cordoalhas de aço para estruturas de concreto protendido - Especificação estabelece os requisitos para fabricação, encomenda, fornecimento e recebimento de cordoalhas de aço de alta resistência de três e sete fios, nuas, entalhadas ou revestidas (engraxadas e plastificadas), destinadas às armaduras de pré-tensão e pós-tensão.

Acesse algumas indagações relacionadas a essa norma GRATUITAMENTE no Target Genius Respostas Diretas:

Como deve ser feita a marcação nos produtos?

O que o comprador deve indicar na encomenda?

Qual deve ser o procedimento de inspeção?

Qual deve ser a referência de massa linear mínima e máxima por diâmetro?

Essa norma se baseou em três objetivos principais: atualização da última versão (2008) em relação às práticas correntes de mercado, processos produtivos, além de referências internacionais (como ASTM A886, BS 5896 e PTI-M10.2), para criar um documento mais universal e coerente com a realidade; a inclusão de produtos amplamente utilizados no mercado e que não existiam na versão de 2008, como cordoalhas engraxadas e plastificadas, cordoalhas enceradas e plastificadas, cordoalhas entalhadas, criando assim critérios de compra, fabricação, aceitação e utilizações destes produtos, referenciados em especial pela ASTM A886 e PTI-M10.2; a  inclusão de novas classes de resistência, conforme evidências de produtos já existentes no mercado e desenvolvimentos em outros países.

Além disso, esta nova edição buscou o refinamento de definições e expressões para melhor compreensão dos usuários. Assim, pode-se definir uma cordoalha de sete fios como aquela constituída por sete fios, sendo seis fios com o mesmo diâmetro nominal, encordoados juntos, em uma forma helicoidal, com passo uniforme, em torno do fio central (alma). A de três fios é constituída por três fios com o mesmo diâmetro nominal, encordoados juntos, em uma forma helicoidal, com passo uniforme e a de sete fios entalhada é constituída por sete fios, sendo seis fios com o mesmo diâmetro nominal, encordoados juntos, entalhados, em uma forma helicoidal, com passo uniforme, em torno do fio central liso (alma).

A cordoalha de sete fios revestida (engraxada e plastificada ou encerada e plastificada) é constituída por sete fios, sendo seis fios com o mesmo diâmetro nominal, encordoados juntos, entalhados, em uma forma helicoidal, com passo uniforme, em torno do fio central liso (alma), recoberta por uma camada de graxa ou cera e por uma capa extrudada de polietileno ou polipropileno de alta densidade.

Conforme o número de fios, as cordoalhas classificam-se em: cordoalha de sete fios; cordoalha de três fios. Conforme a resistência à tração, as cordoalhas classificam-se em: categoria CP-190; categoria CP-210; categoria CP-220; categoria CP-230; e categoria CP-240. Conforme a característica da superfície, as cordoalhas classificam-se em: cordoalha nua lisa; cordoalha nua entalhada; cordoalha revestida (engraxada e plastificada ou encerada e plastificada).

Os números 190, 210, 220, 230 e 240 correspondem ao limite mínimo da resistência à tração na unidade quilogramas-força por milímetro quadrado. Para os efeitos desta norma, considera-se 1 kgf/mm² = 9,81 MPa. As cordoalhas de três e sete fios são produzidas sempre na condição de relaxação baixa (ver tabela A.1 na norma).

O fio usado na fabricação da cordoalha deve ser produzido por trefilação a frio a partir de fio-máquina de aço-carbono. Os teores de fósforo e enxofre do aço não podem exceder os seguintes valores: fósforo: 0,020%; enxofre: 0,025%. Não há especificação para os outros elementos químicos.

A composição química do aço utilizado deve garantir que as características mecânicas especificadas nesta norma sejam atendidas pelo produto final. O fio deve ser isento de defeitos superficiais ou internos, prejudiciais ao seu emprego. O encordoamento da cordoalha de sete fios deve ter o fio central com diâmetro nominal pelo menos 3% maior do que o dos fios externos. Os seis fios externos devem ser firmemente dispostos em torno do fio central (alma), com um passo de 14 a 18 vezes o diâmetro nominal da cordoalha.

A cordoalha de três fios deve ser produzida com fios com o mesmo diâmetro nominal, firmemente encordoados com um passo de 14 a 18 vezes o diâmetro nominal da cordoalha. O processo de fabricação da cordoalha de três e sete fios deve garantir que os fios componentes da cordoalha, ao serem cortados com discos, não saiam de sua posição original ou, caso saiam, que possam ser reposicionados manualmente.

As emendas no processo de trefilação deve permitir que soldas entre bobinas de fio-máquina, necessárias para continuidade do processo de trefilação, sejam incorporadas à cordoalha. Quanto às emendas no processo de encordoamento, quando solicitado pelo comprador um produto de apenas um lance, não é permitida a incorporação de emendas no produto final, originadas durante ou após o processo de trefilação ou durante o processo de encordoamento.

Para a aplicação de graxa, o filme de graxa deve ser uniforme em torno da superfície metálica da cordoalha, utilizando-se material que garanta proteção contra a corrosão do aço e lubrificação entre a cordoalha e a capa polimérica. Além disso, deve ser química e fisicamente estável e não reativo com o aço e a capa polimérica.

Para cordoalhas de 12,70 mm, o peso mínimo da graxa deve ser de 37 g/m de cordoalha. Para cordoalhas com diâmetros de 15,20 mm e 15,70 mm, o peso mínimo de graxa deve ser de 44 g/m de cordoalha. O fabricante deve garantir, em uma frequência de ensaios de cinco em cinco anos, que a graxa seja compatível com os critérios discriminados na Tabela A.2, disponível na norma.

Para a aplicação de cera, o filme deve ser uniforme em torno da superfície dos fios que constituem a cordoalha, utilizando-se material que garanta proteção contra a corrosão do aço e lubrificação entre a cordoalha e a capa polimérica. Além disso, deve ser química e fisicamente estável e não reativo com o aço e a capa polimérica.

O fabricante deve garantir, em uma frequência de ensaios de cinco em cinco anos, que a cera seja compatível com os critérios discriminados na Tabela A.2 na norma. A capa polimérica extrudada sobre o conjunto aço-graxa ou aço-cera deve ser à prova d’água e garantir proteção completa à penetração de concreto e perda de graxa ou cera durante aplicação, sendo contínua por todo o comprimento da cordoalha.

O polímero deve ser suficientemente resistente para que tenha sua integridade garantida contra danos causados durante o processo de fabricação, transporte, instalação, concretagem e pós-tensão, além de ser quimicamente estável, de forma que não se fragilize diante da exposição à variação de temperaturas e vida útil da estrutura. A capa também não pode ser reativa ao concreto, aço e cobrimento de proteção contra corrosão.

Para o desenvolvimento de capas poliméricas alternativas, uma amostra representativa do polímero deve ser usada para determinar a funcionalidade adequada do material e para garantir as propriedades dimensionais a partir de procedimentos e métodos em comum acordo entre o comprador e o fabricante, não havendo, no entanto, requisitos específicos nessa norma e resultados para aceitação ou rejeição. A espessura mínima da parede de capa polimérica deve ser de 1,0 mm e o seu diâmetro interno mínimo deve ser 0,75 mm maior que o máximo diâmetro da cordoalha.

Ligeiras variações dimensionais na parede da capa polimérica são admissíveis, devido ao processo de extrusão. A densidade mínima do polímero deve ser de 0,941 g/cm³. Como tratamento final, as cordoalhas devem ser submetidas a um tratamento termomecânico final apropriado, a fim de atender aos requisitos especificados em 5.2 e na Tabela A.1 na norma.

No caso das cordoalhas engraxadas e plastificadas, os requisitos são os mesmos discriminados na Tabela A.1 na norma, somados aos requisitos específicos discriminados em 4.2.5. No caso das cordoalhas entalhadas, também são aplicáveis os requisitos discriminados na Tabela A.1 na norma, e, adicionalmente, a profundidade de entalhe em cada fio das cordoalhas entalhadas, medida por duas vezes em cada geratriz, deve ter profundidade média máxima de 3,5% da dimensão do arame liso.

As cordoalhas, ao serem desenroladas e deixadas livremente sobre uma superfície plana e lisa, não podem apresentar uma curvatura com flecha permanente superior a 15 cm, em comprimento de 2 m. A cordoalha deve ser fornecida em rolo firmemente amarrado, com diâmetro interno não inferior a 750 mm.

O acondicionamento deve permitir a retirada de amostra sem danificar a estrutura do rolo. Os produtos de aço para protensão devem ser protegidos durante o transporte e armazenamento contra qualquer dano ou contaminação, especialmente contra substâncias ou líquidos que possam produzir ou provocar corrosão.

FONTE: Equipe Target

Baseado nos documentos visitados

Normas recomendadas para você

Linga de cabo de aço - Parte 2: Utilização e inspeção
NBR13541-2 de 11/2017

Linga de cabo de aço - Parte 2: Utilização e inspeção

Armazenamento, transporte e utilização de bobinas com fios, cabos ou cordoalhas de aço
NBR7310 de 01/2011

Armazenamento, transporte e utilização de bobinas com fios, cabos ou cordoalhas de aço

Barras, cordoalhas e fios de aço para armaduras de protensão - Ensaio de tração
NBR6349 de 11/2008

Barras, cordoalhas e fios de aço para armaduras de protensão - Ensaio de tração

Cordoalhas de fios de aço zincados para alma de cabos de alumínio e alumínio-liga - Requisitos e métodos de ensaio
NBR15583 de 04/2008

Cordoalhas de fios de aço zincados para alma de cabos de alumínio e alumínio-liga - Requisitos e métodos de ensaio

Cordoalha de fios de aço zincados para eletrificação - Requisitos
NBR16730 de 11/2018

Cordoalha de fios de aço zincados para eletrificação - Requisitos

Projeto e execução de fundações
NBR6122 de 03/2022

Projeto e execução de fundações

Madeira para carretéis para fios, cordoalhas e cabos - Requisitos
NBR6236 de 10/2017

Madeira para carretéis para fios, cordoalhas e cabos - Requisitos

Linga de cabo de aço - Parte 1: Requisitos e métodos de ensaio
NBR13541-1 de 10/2017

Linga de cabo de aço - Parte 1: Requisitos e métodos de ensaio

Armazenamento, transporte e movimentação dos elementos componentes dos carretéis de madeira para fios, cabos ou cordoalhas de aço
NBR7309 de 01/2011

Armazenamento, transporte e movimentação dos elementos componentes dos carretéis de madeira para fios, cabos ou cordoalhas de aço

Cordoalhas de aço para estruturas de concreto protendido - Especificação
NBR7483 de 02/2021

Cordoalhas de aço para estruturas de concreto protendido - Especificação

Carretéis de madeira para cordoalhas de fios de aço zincado - Características dimensionais e estruturais
NBR7311 de 02/2006

Carretéis de madeira para cordoalhas de fios de aço zincado - Características dimensionais e estruturais

Graxa lubrificante - Separação de óleo durante a armazenagem
NBR14657 de 10/2017

Graxa lubrificante - Separação de óleo durante a armazenagem

Barras, cordoalhas e fios de aço destinados a armaduras de protensão - Método de ensaio de relaxação isotérmica
NBR7484 de 06/2020

Barras, cordoalhas e fios de aço destinados a armaduras de protensão - Método de ensaio de relaxação isotérmica

Fios de aço para estruturas de concreto protendido - Especificação
NBR7482 de 01/2020

Fios de aço para estruturas de concreto protendido - Especificação

Produtos de petróleo e materiais betuminosos — Determinação do teor de água por destilação
NBR14236 de 11/2018

Produtos de petróleo e materiais betuminosos — Determinação do teor de água por destilação

Graxa lubrificante - Determinação do ponto de gota
NBR6564 de 11/2009

Graxa lubrificante - Determinação do ponto de gota