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A fabricação de estruturas de aço e de mistas de aço e concreto

Em consulta nacional (se quiser conhecer e participar do projeto em consulta nacional, [link_consulta_nacional]), o projeto da NBR 16775 - Estruturas de aço, estruturas mistas de aço e concreto, coberturas e fechamentos de aço - Gestão dos processos de projeto, fabricação e montagem - Requisitos especifica os requisitos para a gestão dos processos de projeto, fabricação e montagem de estruturas de aço, estruturas mistas de aço e concreto, coberturas e fechamentos de aço.

22/05/2019 - Equipe Target

A gestão dos processos de projeto de estruturas de aço e de mistas de aço e concreto

Se quiser conhecer e participar do projeto em consulta nacional, clique aqui

Em votação até o dia 10 de junho de 2019, o projeto da NBR 16775 - Estruturas de aço, estruturas mistas de aço e concreto, coberturas e fechamentos de aço - Gestão dos processos de projeto, fabricação e montagem - Requisitos especifica os requisitos para a gestão dos processos de projeto, fabricação e montagem de estruturas de aço, estruturas mistas de aço e concreto, coberturas e fechamentos de aço. Esta norma se aplica a quaisquer organizações que realizem projetos ou fabricação ou montagem de estruturas de aço e estruturas mistas de aço e concreto que pretendam: implementar, manter e aprimorar a gestão das suas operações; assegurar-se de sua conformidade com seus procedimentos definidos; demonstrar esta conformidade a terceiros; ou realizar uma autoavaliação da conformidade com esta norma.

Quando não for possível aplicar algum (ns) requisito (s) desta norma devido à natureza de uma determinada organização que realiza projetos ou fabricação ou montagem de estruturas, coberturas e fechamentos de aço, ele (s) pode (m) ser considerado (s) passível (eis) de exclusão, sendo esta justificada e documentada pela organização. O setor de fabricação de estruturas de aço segue normas brasileiras de projeto já há décadas, porém inexiste normalização para a gestão de seus processos tanto nos escritórios de projeto quanto nas fábricas e canteiros de montagem.

Para sanar essa demanda foi desenvolvida esta norma visando sistematizar as atividades de gestão dos processos de projeto, fabricação e montagem de estruturas de aço, estruturas mistas de aço e concreto, coberturas e fechamentos de aço. A iniciativa objetiva ainda promover, como consequência, a qualidade de processos e sistemas na construção em aço, estruturas mistas de aço e concreto, coberturas e fechamentos de aço; a melhoria e a diferenciação das empresas e o combate a não conformidades, dando maior segurança ao cliente; e o fortalecimento da imagem do sistema construtivo em aço no mercado da construção, organizando e qualificando o setor. Esta norma foi elaborada, atendendo aos princípios de gestão da qualidade descritos na NBR ISO 9001 e não tem a pretensão de substituí-la.

A organização deve determinar e prover os recursos necessários para o estabelecimento, implementação, manutenção e melhoria contínua da gestão de projetos, fabricação e montagem de estruturas de aço, estruturas mistas de aço e concreto, coberturas e fechamentos de aço. Os recursos incluem pessoas, infraestrutura, tecnologia e finanças.

A organização deve: determinar as competências necessárias da (s) pessoa (s) que executam o trabalho sob seu controle; assegurar que essas pessoas sejam competentes com base em ações de formação e em experiências apropriadas; avaliar a efetividade das ações tomadas; reter a informação documentada como evidência de competência; atualizar periodicamente os programas de treinamento e desenvolvimento para assegurar que as competências essenciais e as necessidades do respectivo treinamento sejam identificadas e providas.

A organização deve proporcionar ao cliente canais de comunicação, que disponibilizem informações sobre a produção, montagem, produtos oferecidos, andamento de seu contrato, e que possibilite realizar reclamações ou sugestões em relação à obra entregue e serviços prestados. Deve estabelecer, implementar e manter procedimentos documentados e registros requeridos por esta norma e aqueles necessários para assegurar o planejamento, a operação e o controle eficazes de seus processos de projetos ou fabricação ou montagem de estruturas de aço, estruturas mistas de aço e concreto, coberturas e fechamentos de aço.

Ao elaborar e atualizar a informação documentada, a organização deve assegurar apropriadamente: a identificação e descrição (por exemplo, um título, data, autor ou número de referência); o formato (por exemplo, linguagem, versão do software, gráficos) e a mídia (por exemplo, papel, meio eletrônico); a revisão e aprovação adequadas e suficientes. Os projetos para a aprovação do cliente devem conter as seguintes informações: identificação do desenho (folha, peça, etc.), com nome ou logomarca da empresa, projetista ou responsável pelo desenho, data da primeira emissão do desenho, número de revisões e as alterações e modificações realizadas; premissas básicas de projeto (normas, ações e carregamentos), proteção da estrutura e especificação de materiais); plano de inspeção e testes (PIT); prioridades e sequência de montagem; planta de locação de bases; planta, elevações e cortes contendo a geometria e as dimensões básicas da estrutura, informando itens fora do escopo de fornecimento; planta de cobertura com a locação de calhas e dutos de descida da água pluvial; quando o revestimento contra fogo não fizer parte do escopo da empresa, deve haver no projeto uma nota que informe ao empreendedor, gerenciador, arquiteto ou engenheiro responsável pela obra a necessidade de verificar junto ao Corpo de Bombeiros local, a necessidade de proteção ativa e passiva contra incêndio da estrutura de aço; deve haver no projeto uma nota que informe ao empreendedor, gerenciador, arquiteto ou engenheiro responsável pela obra a necessidade de haver um projeto do sistema de proteção contra descargas atmosféricas e aterramento.

O aceite do projeto pelo cliente deve ser formal, conforme prazos acordados, e ficar arquivado na empresa. Entende-se como aceite do cliente a validação do escopo contratado e requisitos básicos definidos entre as partes. Os materiais que afetam a qualidade do produto devem ser inspecionados quanto a sua adequação às especificações de compra e o recebimento deve assegurar sua conformidade. Os solventes, tintas, selantes para vedação e revestimentos termoacústicos devem estar dentro da validade, em condições adequadas ao uso e dentro das especificações dos documentos de aquisição.

O zinco e produtos químicos utilizados na galvanização devem estar dentro da validade, em condições adequadas ao uso e dentro das especificações dos documentos de aquisição. A granalha de aço deve vir acompanhada de certificado de qualidade do fornecedor e livre de exposição à umidade.

O aço recebido na fábrica deve ser inspecionado e atender aos requisitos das seguintes normas de especificação do material e suas tolerâncias: NBR 7007, NBR 7008 (todas as partes), NBR 7013, NBR 11888, NBR 11889, NBR 15980, ISO 8501, ASTM A6 A6M, ASTM A572, ASTM A653, ASTM A792, e ASTM F3125/F3125M -15. As cargas de aço devem vir acompanhadas pelo certificado de qualidade da usina dos lotes entregues.

Em caso de ausência deste certificado no recebimento, a fábrica deve realizar os ensaios em laboratório para validação do material antes do uso. Devem ser mantidos os registros dos relatórios de ensaios (certificado de qualidade) das usinas produtoras ou destes laboratórios, que comprovem o atendimento aos requisitos para todos os lotes entregues.

Estes relatórios de ensaio quando realizados pelas empresas devem ser analisados na fábrica, e aprovados por profissional legalmente certificado ou qualificado. A fábrica deve possuir um procedimento que descreva as condições de aceitabilidade do material, de inspeção de recebimento amostral que descreva as condições de aceitabilidade do aço.

Devem ser mantidas as identificações de lote e características do aço no estoque para assegurar sua rastreabilidade. A rastreabilidade total da peça pode ser realizada se for uma solicitação do cliente. Todos os elementos de fixação (parafuso, porca e arruela, stud bolt, chumbador, entre outros) devem ser recebidos com as identificações claras dos fabricantes em suas embalagens, sendo que os parafusos, porcas e arruelas estruturais devem ter sua identificação estampada na cabeça da peça, quando requeridas por norma.

Deve ser observado o atendimento às normas para parafusos ASTM-A307, A325, A490 e A394. Os materiais devem estar acompanhados dos certificados de qualidade dos fabricantes. Em caso de ausência deste certificado no recebimento, a fábrica deve realizar os ensaios em laboratório para validação do material antes do uso. Estes certificados ou relatórios de ensaio devem ser analisados na fábrica, e aprovados por profissional legalmente certificado ou qualificado.

O armazenamento dos materiais e acessórios (consumíveis de solda, tintas e solventes, elementos de fixação, entre outros) devem respeitar as orientações do fabricante, garantindo sua qualidade. Os materiais devem ser manuseados, armazenados, embalados, de maneira que sejam preservadas suas características físicas, mecânicas e químicas até sua utilização e estarem devidamente identificados permitindo sua rastreabilidade quando necessário.

Os materiais a serem utilizados na fabricação das peças e elementos devem ser verificados em relação ao seu aspecto geral, validade e demais características, garantindo que atendam às especificações de projeto estabelecidas. A planta de produção deve estabelecer um planejamento da fabricação e logística de entrega das peças/elementos. Devem ser mantidos registros do acompanhamento periódico deste planejamento.

O planejamento de produção deve receber as seguintes informações: informações do cliente (especificação técnica, cronograma, sequência e prioridades); ?projetos de fabricação; disponibilidade de matéria-prima em estoque. Com base na capacidade produtiva, a empresa deve estabelecer as ordens de produção a serem repassadas para fábrica.

Considera-se a preparação a atividade de ponteamento, cortes, recortes, furos, dobras, perfilações, calandragens, chanfros e marcação para confecção dos elementos. A empresa deve estabelecer procedimentos que descrevam estas rotinas. O elemento deve ser identificado para permitir sua rastreabilidade, conforme o procedimento definido por cada empresa (lote, peças e/ou posições).

Nesta etapa deve haver uma inspeção de qualidade, que pode ser amostral, total ou conforme o plano de amostragem do cliente. A liberação para uso dos elementos para confecção das peças deve ser conforme o projeto, respeitando as tolerâncias estabelecidas.

FONTE: Equipe Target

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