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As barras laminadas de aço para uso estrutural

Quais as dimensões e massas nominais padronizadas para as barras chatas? Quais as dimensões e massas nominais padronizadas para as barras quadradas? Quais as tolerâncias para as barras chatas? Qual a tolerância nos raios de canto das barras quadradas? Qual a tolerância nos lados das barras sextavadas? Essas dúvidas estão sendo dirimidas no texto sobre as barras laminadas de aço para uso estrutural.

19/12/2018 - Equipe Target

NBR 16683 de 11/2018: as dimensões e as tolerâncias de barras laminadas de aço para uso estrutural

A NBR 16683 de 11/2018 - Barras laminadas de aço, chatas, redondas, quadradas e sextavadas, para uso estrutural - Dimensões e tolerâncias estabelece as dimensões e tolerâncias de barras chatas, redondas, quadradas e sextavadas, laminadas a quente para uso estrutural e uso geral. Não contempla as barras nervuradas utilizadas em estruturas armadas para concreto. Não contempla produtos provenientes de processos de corte de chapas ou bobinas de aços planos e não se aplica a produtos para processos de aplicação mecânica. Não se aplica a barra laminada a frio.

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Quais as dimensões e massas nominais padronizadas para as barras chatas?

Quais as dimensões e massas nominais padronizadas para as barras quadradas?

Quais as tolerâncias para as barras chatas?

Qual a tolerância nos raios de canto das barras quadradas?

Qual a tolerância nos lados das barras sextavadas?

Este documento faz parte do conjunto de normas que objetiva tratar os produtos siderúrgicos longos para fins estruturais junto com as NBR 7007 e NBR 15980. Foi baseado nas NBR 13283 e NBR 5907, e tem como intuito dar as diretrizes para as dimensões das barras destinadas ao uso estrutural, com base na composição química presente na NBR 7007.

As normas citadas na bibliografia também foram consideradas para o desenvolvimento deste documento. É permitido o uso das especificações deste documento para uso geral, conforme critério do usuário, que pode inclusive, adotar as composições químicas distintas das indicadas na NBR 7007 (somente para os casos de uso geral).

Os aços das barras chatas, redondas, quadradas e sextavadas, fornecidas segundo este documento para uso estrutural estão especificados na NBR 7007. É permitido utilizar as dimensões e tolerâncias deste Documento para barras laminadas a quente para uso geral, utilizando inclusive outras composições químicas que não estejam previstas na NBR 7007.

As dimensões nominais das barras descritas neste documento estão indicadas nas tabelas disponíveis na norma. As dimensões devem ser medidas no mínimo a 150 mm de distância das extremidades da barra. Os valores das massas nominais citados nas tabelas são orientativos. Não são objeto de reprovação.

As massas por unidade de comprimento foram calculadas considerando-se densidade de massa de 7,85 g/cm³ referente às nominais. Outras dimensões de barras podem ser produzidas mediante acordo prévio entre o consumidor e o produtor seguindo as respectivas tolerâncias dimensionais deste documento.

Os comprimentos-padrão de fabricação são 6 m ou 12 m, onde os nominais (6 m ou 12 m) são as menores dimensões admitidas com tolerância de corte de até 100 mm. Outros comprimentos devem ser objeto de acordo entre produtor e consumidor. As tolerâncias dimensionais e de forma são expressas nas tabelas disponíveis no Anexo B.

As barras chatas, redondas, quadradas e sextavadas não podem exceder o empenamento máximo conforme as duas situações descritas a seguir: não pode ter um empenamento máximo de 4 mm em qualquer comprimento ao longo da barra; e a flecha máxima a ser medida em todo o comprimento da barra não pode exceder 4 mm vezes o comprimento da barra em metros.

Para barras quadradas e sextavadas, a torção deve ser medida no comprimento total da barra. Para dimensões nominais de até 50 mm, o valor máximo admissível é de 4°/m. Acima de 50 mm é de 3°/m. Os produtos são fornecidos no estado natural de laminação, sendo permitido o acabamento a frio. Neste caso entende-se por acabamento a frio o processo posterior de endireitamento das barras.

A existência de defeitos superficiais, como trincas, esfoliações, vazios e riscos, é permitida, desde que a profundidade seja menor do que a especificada na tabela abaixo. As barras devem ser inicialmente avaliadas a olho nu e caso não sejam identificados defeitos, o produto está aprovado. Na existência de defeitos, a barra deve ser submetida a ensaios de qualidade (metalografia ou equivalente), para fins de verificação da profundidade de defeitos superficiais (ver tabela). Bigodes e dobras não são permitidos.

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Os defeitos superficiais podem ser recuperados por esmerilhamento desde que não ultrapasse o limite mínimo da tolerância dimensional conforme o Anexo B. São permitidos eventuais esmerilhamentos de recondicionamento da superfície. A largura da cavidade deve ser no mínimo igual a quatro vezes a profundidade. A cavidade não pode apresentar cantos vivos.

As barras devem ser fornecidas em feixes com peso nominal de 1.000 kg a 5.000 kg, com tolerância máxima permitida de ± 10 %, de acordo com especificado na descrição do produto. As condições de fornecimento diferentes da descrita devem ser objeto de acordo entre produtor e consumidor.

Nos pedidos de compras devem constar no mínimo as seguintes informações: o nome do produto; a denominação comercial (polegada) ou referência (mm) do produto segundo este documento; a massa a ser fornecida, expressa em quilogramas (kg) (ver 4.7.1); o comprimento nominal, expresso em metros (m) (ver 4.4.1); o número deste documento; o grau de aço, conforme a NBR 7007, ou tipo particular quando houver.

EXEMPLO: barra redonda, 2”, NBR 16683, aço MR250 (NBR 7007); barra redonda, 40 mm, NBR 16683, aço MR250 (NBR 7007). Outros requisitos adicionais, desde que acordados entre produtor e consumidor, se necessário. As barras podem ser fornecidas com uma tolerância de ± 10 % frente à massa solicitada no pedido de encomenda.

As barras devem ser fornecidas em corridas ou lotes separados, em feixes identificados por plaqueta ou etiqueta resistente às intempéries, firmemente presa à embalagem, registradas de forma indelével, contendo pelo menos as seguintes informações: identificação do produtor ou fornecedor; denominação comercial (polegada) ou referência (mm) do produto, segundo este documento; número da corrida ou do lote; grau do aço, conforme a NBR 7007, ou tipo particular, quando houver; massa do feixe, expressa em quilogramas (kg); comprimento nominal, expresso em metros (m).

O produtor deve fornecer um certificado contendo no mínimo as seguintes informações: o nome do produto; a denominação comercial (polegada) ou referência (mm) do produto, segundo este documento; a massa, expressa em quilogramas ou toneladas (kg ou t); o número deste documento; o grau de aço, conforme NBR 7007, ou tipo particular quando houver; a composição química da corrida ou lote; as propriedades mecânicas (somente aplicável a NBR 7007); outros requisitos adicionais, desde que acordados entre produtor e consumidor, se necessário; nome do produtor ou fornecedor; número da nota fiscal; nome do cliente.

Os requisitos suplementares podem ser solicitados pelo consumidor, desde que especificados no pedido de compra. Os ensaios são de responsabilidade do produtor.

FONTE: Equipe Target

Baseado nos documentos visitados

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