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NBR 16591 de 04/2017: como executar o forro autoportante com placas de gesso

Como deve ser feita a colocação das primeiras fileiras de placas? Qual deve ser a posição dos tirantes? Essas questões estão sendo mostradas no texto sobre como executar o forro autoportante com placas de gesso.

10/05/2017 - Equipe Target

Os forros autoportantes com placas de gesso

A NBR 16591 de 04/2017 - Execução de forro autoportante com placas de gesso — Procedimento estabelece o procedimento para a execução e inspeção do forro suspenso autoportante em placas de gesso, com a utilização de materiais e componentes de gesso.

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Como deve ser feita a colocação das primeiras fileiras de placas?

Qual deve ser a posição dos tirantes?

Pode-se definir um forro autoportante como um tipo de forro cujas placas pré-moldadas de gesso são fixadas diretamente à estrutura do teto, por meio de um sistema de fixação. As paredes devem estar com o revestimento executado. O revestimento, o prumo e o esquadro das paredes, bem como a colocação de elementos que venham a interferir no processo de aplicação do forro de gesso, devem ser averiguados.

O sistema de impermeabilização do andar superior deve estar concluído e testado, assim como todas as instalações devem estar fixadas, concluídas e testadas. Os pontos onde haverá perfuração do forro devem estar definidos em projeto. Os fundos das lajes devem estar limpos, sem pedaços de madeiras ou ferros expostos. Caso haja necessidade de proteger elementos oxidáveis, deve haver aplicação de tinta primer, de argamassa de regularização ou qualquer outro sistema que não permita um contato direto entre o componente de gesso e o elemento oxidável, para que o gesso não seja manchado devido à corrosão.

Deve-se verificar a estrutura de sustentação de modo a preservar a paginação prevista em projeto e o tipo de fixação de forma a garantir o desempenho do sistema. Os tirantes devem ser de metal não oxidável e colocados de tal forma que permitam regulagem para nivelamento. Os tirantes de aço devem apresentar diâmetro mínimo de 1,24 mm; nos demais materiais, deve-se determinar o diâmetro equivalente de modo a garantir a mesma resistência à tração especificada para o aço. As juntas de dilatação são recomendadas para ambientes com áreas maiores do que 10 m² e nos primeiros e últimos pavimentos da obra (10% do número de pavimentos total do prédio, sendo 5% para os primeiros andares e outros 5% para os últimos).

A junta de dilatação (gesso ou material não oxidável) deve ser prevista em projeto, sendo utilizada para evitar danos causados pelos movimentos diferenciais entre o forro e a estrutura de vedação. Para a execução do forro, quando necessário, proteger o piso da área que irá receber as placas de gesso no teto. Montar andaime no ambiente para facilitar a colocação das placas de gesso no teto. Lançar os pontos de nível de acordo com a altura prevista no projeto. Transferir os pontos de nível para outros pontos do ambiente. Traçar uma linha de nível nas paredes do ambiente utilizando linha de náilon ou marcador apropriado (ver figura abaixo).

Clique na imagem acima para uma melhor visualização

Os tirantes devem ser fixados preferencialmente com prumo. Quando não for possível, utilizar mais um tirante na diagonal oposta, de modo a não criar esforços horizontais nas placas de gesso. Na colocação da primeira placa, fixar os tirantes no elemento de fixação inserido na placa. Sendo necessária a colocação de mais dois pontos de fixação em duas outras extremidades, perfurar a placa.

Os furos de fixação do tirante na placa devem ser tampados e reforçados com compósito fibroso. Na colocação das placas seguintes, a segunda placa deve se encaixar na primeira, e assim sucessivamente, atingindo o perfeito nivelamento das placas e garantindo sua fixação. Conferir constantemente o nivelamento do forro. Os tirantes devem ficar preferencialmente na vertical e com comprimentos uniformes.

Na verdade, os forros de gesso têm sido usados para reformas, pois com ele é fica mais fácil corrigir imperfeições das lajes e vigas. Além disso, oferece flexibilidade no projeto de iluminação e também da acústica, podendo ser usadas placas especiais ou placas de gesso duplas, juntamente de outros materiais, como a fibra mineral.

Igualmente, pode-se dizer que o forro de gesso oferece a opção de forros curvos, removíveis e que auxiliam na redução de odores, melhorando a qualidade do ar. Ele pode ser encontrado em dois tipos: o convencional, que é mais utilizado em ambientes com dimensões menores onde a menor risco de dilatação, é um forro feito com placas de gesso de 0,60 X 0,60 cm encaixadas uma a uma por um sistema de macho e fêmea com fixação de tiro e arame galvanizado; e o acartonado que, apesar de ter um custo mais alto que o convencional, suas vantagens valem a pena. Por exemplo, evita os problemas de trinca e amarelamento, muito comum do gesso convencional e pode ser aplicado em qualquer área independente da dimensão.

O acartonado pode ser de dois tipos. O aramado (FGA), que é mais utilizado, consiste em rebaixamento com painéis de gesso acartonado 0,60×2,00 m fixo na laje através arame galvanizado. O estruturado (FGE) é utilizado mais em áreas onde não há laje e sim telhados. Consiste em aparafusamento de painéis em gesso acartonado em uma estrutura de aço galvanizado feita independente do telhado, pois é própria para suportar peso e permitir seu trabalho mecânico (dilatação).

Para a sua instalação, deve-se fazer a inserção no teto de pinos de aço colocados a cada 60 cm no máximo (tamanho normal da placa), colocados com um revólver especial. Um arame de aço ou cobre passa por um furo existente no pino e é preso na placa em um furo feito na própria obra, torcendo-o bem para amarrar a peça. Uma massa feita de pó de gesso, água e estopa é colocada junto à parede para reforçar a fixação. A moldura é fixada do mesmo jeito. As placas, com encaixes macho e fêmea nas laterais, recebem a mesma massa para acabamento nos rejuntes, após a retirada dos restos de fios com alicate.

Já as chapas de gesso acartonado (cujas dimensões são maiores, normalmente de 0,60 x 1,20m) são colocadas sob perfis metálicos que são fixados à parede e no teto com tirantes. Um tipo de elevador aproxima as chapas da estrutura metálica, onde são fixadas, com parafuso auto atarrachante, a cada 30 cm, no máximo. Também se parafusa a 1 cm da borda.

O processo começa junto à parede para que as chapas não se comprimam na parafusamento final. O acabamento é feito com massa de rejunte e fita de papel, usada para prevenir fissuras. Uma nova camada de massa finaliza o trabalho (única etapa em que se utiliza água, para fazer amassa). Na instalação do forro suspenso deverão ser observados todos os detalhes previstos no projeto, locando-se previamente os pontos de fixação dos pendurais, as posições de luminárias, as eventuais juntas de movimentação etc.

Em tetos rebaixados, os serviços só deverão ser iniciados depois de concluídos e testados eventuais sistemas de impermeabilização, as instalações elétricas, hidráulicas, de ar-condicionado etc. Deverão também estar concluídos os revestimentos de paredes (curados e secos), as caixilharias (inclusive com a instalação dos vidros) e quaisquer outros elementos que possam ter interferência com o forro de gesso.

Enfim, hoje, o forro de gesso funciona muito bem em reformas. Escondem vigas indesejadas e imperfeições das lajes, além de oferecer flexibilidade no projeto de iluminação, permitindo tanto distribuir uniformemente luminárias quanto localizá-las nos pontos necessários. Também auxilia na acústica – podendo ser usadas placas especiais ou placas de gesso duplas, aplicadas junto a outros materiais isolantes, como fibra mineral (em mantas ou ensacadas) -, e no conforto térmico, se associada a outros fatores determinantes, como insolação e ventilação. Existe tecnologia para fazer forros curvos, removíveis e que auxiliam na redução de odores, melhorando a qualidade do ar. Estes tipos de chapas são mais raramente usados em residências.

O forro de gesso acartonado é uma chapa produzida industrialmente, composta por gesso e alguns aditivos envoltos por papel especial. O papel dá rigidez ao conjunto e impede a formação de trincas e o amarelecimento, comum nas placas de gesso maciças ainda usadas, porém, com tecnologia ultrapassada. Sua fixação ao teto é rápida e seca, feita por perfis e tirantes, mas gera muito pó de gesso na finalização.

A altura do forro ao piso deve ser proporcional e respeitar o conceito do ambiente, podendo variar a partir de 2,50 m para áreas de longa permanência. Em banheiros, a medida mínima pode ser 2,30 m. Quando o projeto de iluminação previr luminárias embutidas muito grandes, fique atento aos perfis de fixação que podem coincidir com essas peças. Alturas de luminárias também devem ser observadas para que caibam no entreforro. Para a execução do serviço, procure uma empresa especializada e prefira que seja executado com o imóvel vazio. Se tiver mobiliário no local, embale-os muito bem, pois a sua poeira é uma das piores para ser removida.

FONTE: Equipe Target

Baseado nos documentos visitados

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