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NBR 10501 (ABNT/EB 1893) de 06/2016: a especificação para cabo telefônico blindado para redes internas

Qual a formação e a designação dos cabos telefônicos blindados para redes internas? Quais as cores da isolação dos cabos telefônicos blindados? Como deve ser a formação concêntrica dos cabos telefônicos blindados? Como devem ser os pares-piloto quando especificados pelos compradores? Essas questões estão sendo respondidas no texto sobre os cabos telefônicos blindados.

29/06/2016 - Equipe Target

Os cabos telefônicos blindados para redes internas

A NBR 10501 (ABNT/EB 1893) de 06/2016 - Cabo telefônico blindado para redes internas — Especificação especifica os requisitos para a fabricação de cabos telefônicos blindados internos. Esta norma se aplica aos cabos para instalações internas de centrais telefônicas, edifícios comerciais, industriais, residenciais e outros.

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Qual a formação e a designação dos cabos telefônicos blindados para redes internas?

Quais as cores da isolação dos cabos telefônicos blindados?

Como deve ser a formação concêntrica dos cabos telefônicos blindados?

Como devem ser os pares-piloto quando especificados pelos compradores?

Cada condutor deve ser constituído por um fio de cobre eletrolítico, maciço, estanhado, de 0,40 mm, 0,50 mm ou 0,60 mm de diâmetro nominal, sendo seu diâmetro mínimo limitado pela resistência elétrica máxima. Os condutores utilizados na fabricação dos cabos devem estar conforme a NBR 5368.

A superfície do condutor não pode apresentar fissuras, escamas, rebarbas, asperezas, estrias ou inclusões. O condutor pode ter emendas efetuadas por solda a frio ou a quente, desde que as características elétricas e mecânicas satisfaçam aos requisitos desta norma.

A isolação deve ser constituída de material termoplástico, aplicada de forma a satisfazer aos requisitos desta norma. A camada de material isolante aplicada sobre cada condutor deve ser contínua, uniforme e homogênea ao longo de todo o comprimento do condutor.

Todos os condutores de um mesmo comprimento de cabo devem ser isolados com o mesmo tipo de material, sendo sua escolha de inteira responsabilidade do fabricante. São permitidos reparos na isolação dos condutores durante o processo de fabricação, usando-se o mesmo material da isolação com aplicação a quente ou outro método equivalente.

As características da isolação reparada devem satisfazer aos requisitos desta norma. Depois de isolados, cada par de condutores deve ser torcido com passos e sentidos escolhidos pelo fabricante, de modo que o cabo pronto satisfaça os requisitos desta norma.

Os passos de torcimento não podem exceder 150 mm. Não pode ocorrer a perda de identificação dos pares quando da abertura de 1 m de cabo. Os pares devem ser encordoados e reunidos nas formações previstas por esta norma, formando o núcleo do cabo.

Os cabos com 10, 20 e 30 pares, inclusive, de qualquer diâmetro do condutor, devem ser de formação concêntrica, com todas as coroas encordoadas no mesmo sentido, com passos escolhidos de modo a satisfazer aos requisitos técnicos desta norma. A disposição dos pares nas coroas deve obedecer à Figura 1 e aos códigos de cores, a partir do centro para a periferia.

Os cabos de formação concêntrica até 20 pares, os subgrupos de 12 e 13 pares e o grupo de 25 pares, podem apresentar seus pares dispostos aleatoriamente. Os cabos de 30 pares devem ter a primeira coroa separada da coroa externa por meio de fios ou fitas de material dielétrico não higroscópico, enrolados em hélice aberta.

A cor dos fios ou fitas de amarração deve ser branca. Os cabos com mais de 600 pares e até 1 200 pares, inclusive, de qualquer diâmetro de condutor, devem ser de formação múltipla, constituídos por supergrupos de 100 pares.

Os supergrupos de 100 pares devem ser formados por quatro grupos de 25 pares. Cada subgrupo, grupo ou supergrupo deve ser amarrado individualmente por meio de fios ou fitas de material dielétrico não higroscópico, enrolados juntos em uma só hélice ou separadamente em duas hélices, uma de cada cor ou, alternativamente, uma fita bicolor.

Os materiais dos fios ou fitas utilizadas nas amarrações dos subgrupos, grupos ou supergrupos, bem como os passos aplicados, devem ser tais que garantam a identificação dos conjuntos formados, quando abertos em 1 m da ponta do cabo. Os subgrupos, grupos e supergrupos devem ser torcidos juntos, concentricamente, com passos e sentidos de encordoamento apropriados, de modo a satisfazer aos requisitos desta norma, formando um núcleo cilíndrico, sendo permitido que as coroas de grupos sejam separadas por meio de fios ou fitas de material dielétrico não higroscópico.

São permitidos eventuais enchimentos de material termoplástico compatível com a isolação, a fim de formar um núcleo cilíndrico. Nos cabos acima de 600 pares inclusive, os pares extras devem ser colocados nos interstícios dos grupos ou supergrupos da cora externa.

Todos os pares extras podem, alternativamente, estar reunidos agrupadamente e amarrados helicoidalmente com fios ou fitas de material dielétrico e não higroscópico, na cor verde. Os pares extras devem possuir condutores com o mesmo diâmetro dos demais condutores do cabo e atender aos requisitos desta norma.

Considera-se par defeituoso todo aquele que apresentar características em desacordo com esta norma. Não podem ser admitidos condutores em contato elétrico com a blindagem nem eventuais pares-piloto com defeito.

Os pares defeituosos devem ser identificados por meio de uma etiqueta neles fixada, em cada extremidade do cabo, de tal maneira que não se deteriorem nem se separem dos cabos. A codificação visível a ser utilizada nas etiquetas, para identificação do tipo de defeito deve ser: A: par com veia(s) interrompida(s) (aberto); C: par em curto-circuito; X: veia de um par ligada com a veia de outro par; CE: par de diâmetro diferente; e CT: par com falha em característica de transmissão.

Os cabos que apresentarem pares defeituosos devem ter suas extremidades pintadas com tinta indelével, na cor amarela. As posições dos pares defeituosos devem ser discriminadas no certificado de conformidade que acompanha cada lance do cabo.

Nos cabos com 600 pares é tolerado um par defeituoso por grupo de 25 pares, limitado ao número de pares extras do cabo. Nos cabos com mais 600 pares e até 1 200 pares, inclusive, são tolerados dois pares defeituosos em um supergrupo, desde que o supergrupo adjacente não contenha par defeituoso, e um par defeituoso para cada supergrupo, com número máximo limitado ao número máximo de pares extras.

Se necessário, o núcleo do cabo pode ser envolvido por uma ou mais camadas de fitas de material dielétrico e não higroscópico, aplicadas com sobreposição. O enfaixamento deve fornecer proteção térmica adequada, de modo a evitar danos à isolação dos condutores ou adesão entre eles por transferência de calor durante a aplicação do revestimento externo.

Sobre o núcleo do cabo, deve ser aplicada uma ou mais fitas de alumínio ou polímero metalizadas, que atuem como blindagem ao núcleo do cabo. A espessura mínima de metal da blindagem deve ser de 0,015 mm, devendo apresentar continuidade ao longo do cabo.

Em contato com a blindagem, deve ser colocado um fio de cobre estanhado sólido, de diâmetro nominal de 0,60 mm para cabos de até 50 pares. Para cabos maiores de 50 pares devem ser colocados dois fios de continuidade.

Se necessário, pode ser colocada uma ou mais camadas de fitas de material dielétrico e não higroscópico sobre a blindagem, aplicadas com sobreposição. Quando não utilizado o enfaixamento, conforme 4.10, o(s) fio(s) de continuidade deve(m) estar em contato elétrico com a blindagem.

FONTE: Equipe Target

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