Text page

O atendimento à emergência no transporte rodoviário de produtos perigosos

IMAGEM: iStock

As atividades de resposta a emergências envolvendo o TRPP envolvem a aproximação segura, a identificação dos perigos e riscos, a análise do acidente, o planejamento tático, a implementação da resposta, a avaliação das ações colocadas em prática, o restabelecimento da segurança local e o encerramento da fase emergencial. Sem prejuízo das responsabilidades legais atribuídas às instituições públicas e as empresas privadas, envolvidas direta ou indiretamente nas situações de emergência, as atividades e práticas normativas visam o exercício satisfatório da pronta resposta às emergências.

17/06/2026 - Equipe Target

NBR 14064 de 05/2026 - Transporte rodoviário de produtos perigosos - Diretrizes do atendimento à emergência

A NBR 14064 de 05/2026 - Transporte rodoviário de produtos perigosos - Diretrizes do atendimento à emergência estabelece os requisitos e procedimentos operacionais mínimos a serem considerados nas ações de preparação e de resposta rápida aos acidentes envolvendo o Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos (TRPP). As ações de resposta às emergências contidas nesta norma não limitam ou excluem a adoção de procedimentos e diretrizes mais rigorosos. As diretrizes contidas neste norma se aplicam às instituições públicas e/ou privadas que respondem às emergências envolvendo o TRPP.

Os tipos de acidentes tratados nesta norma incluem qualquer evento indesejado envolvendo o TRPP, que representem, ou possam representar algum tipo de perigo, efetivo ou potencial, à saúde e à segurança da população e ao meio ambiente, e também que coloquem sob ameaça o patrimônio público e/ou privado. Esta norma tem como foco principal os aspectos de preparação, resposta e mitigação dos acidentes. Os aspectos de prevenção relacionados ao TRPP não são objeto desta norma.

Esta norma pode ser aplicada ao atendimento a emergências com produtos ou substâncias que, embora não classificados como perigosos para o transporte, quando fora de sua contenção original (vazamento/derramamento), tenham potencial de oferecer riscos ao meio ambiente. Não se aplica aos produtos perigosos das classes de risco 1 (explosivos) e 7 (radioativos).

Target Genius Respostas Diretas:

Qual é o padrão de resposta emergencial?

Quais são os exemplos de líquidos criogênicos?

Qual deve ser o posicionamento de viaturas em emergências?

Por que fazer o acionamento dos órgãos de intervenção e apoio?

Como é um quadro esquemático de procedimentos do primeiro no local?

A utilização de procedimentos operacionais padronizados nas diversas fases do atendimento emergencial tem por objetivo promover um tratamento organizado e estruturado nas ações de resposta. O uso de um padrão de resposta emergencial não pode criar um desafio adicional para as equipes de resposta a emergência.

A finalidade do padrão de resposta é diminuir as dificuldades normalmente encontradas no cenário acidental, em particular quando diferentes instituições, públicas e privadas, atuam em conjunto. As atividades necessárias ao padrão de resposta emergencial no TRPP podem ser divididas em dez fases que interagem entre si, contudo não se limitam à relação proposta na norma, podendo ser adaptadas e adequadas às realidades e necessidades locais.

Para os efeitos desta norma, o primeiro no local é aquele que foi designado para se dirigir ao local do acidente, constatar os fatos e adotar as primeiras ações protetivas. Portanto, não se confunde com aquele que não possui essa atribuição funcional e por acaso é o primeiro a se deparar com o acidente.

Este configura o informante do acidente e não o primeiro no local. Primeiro no local é aquele que realiza a abordagem inicial no cenário acidental, independentemente da instituição ou empresa que represente e cuja atribuição consiste em: constatar os fatos; identificar o(s) produto(s) envolvido(s); identificar a contaminação efetiva ou potencial do meio ambiente local; identificar a exposição efetiva ou potencial de pessoas; sinalizar e isolar o local; identificar e afastar possíveis fontes de ignição; afastar curiosos; acionar as equipes de intervenção e de apoio emergencial; e contribuir no sentido de facilitar o acesso das equipes de intervenção e apoio ao local da ocorrência.

Os acidentes rodoviários em que haja a confirmação ou a suspeita da presença de produtos perigosos devem ser tratados com o devido cuidado por aqueles que primeiro abordarem a ocorrência. Além dos perigos intrínsecos de cada produto, outros fatores contribuintes podem agravar uma situação onde haja perda efetiva ou potencial de contenção do produto transportado, razão pela qual a situação não pode ser tratada pelo primeiro no local como um acidente comum de trânsito.

Produtos perigosos requerem procedimentos, materiais e equipamentos específicos para cada uma das diferentes classes de risco. Nos casos em que, pelas consequências do acidente, se torne impossível obter as primeiras informações do condutor do veículo sinistrado ou ter acesso à documentação de transporte, a atenção do primeiro no local deve ser redobrada, considerando as variáveis de riscos que podem estar presentes no veículo acidentado, como, por exemplo: o transporte de produtos de classes/subclasses de riscos diferentes, ausência de identificação do veículo e equipamento de transporte, a não corre...

Baseado nos documentos visitados

Normas recomendadas para você

Recipientes em plástico reforçado com selante metálico, para o transporte e/ou armazenamento de gás liquefeito do petróleo (GLP) - Projeto, fabricação e inspeção
NBR15574 de 04/2008

Recipientes em plástico reforçado com selante metálico, para o transporte e/ou armazenamento de gás liquefeito do petróleo (GLP) - Projeto, fabricação e inspeção

Sacos plásticos para acondicionamento de resíduos — Requisitos e métodos de ensaio
NBR9191 de 09/2025

Sacos plásticos para acondicionamento de resíduos — Requisitos e métodos de ensaio

Transporte terrestre de produtos perigosos - Incompatibilidade química
NBR14619 de 06/2025

Transporte terrestre de produtos perigosos - Incompatibilidade química

Capacitação para operadores de transvasamento no sistema de abastecimento de GLP a granel
NBR15863 de 09/2014

Capacitação para operadores de transvasamento no sistema de abastecimento de GLP a granel

Ensaios não destrutivos — Estanqueidade — Detecção de vazamentos
NBR15571 de 09/2013

Ensaios não destrutivos — Estanqueidade — Detecção de vazamentos

Cilindros transportáveis para gás - Inspeção periódica e ensaio de cilindro compósito para gás
NBRISO11623 de 06/2008

Cilindros transportáveis para gás - Inspeção periódica e ensaio de cilindro compósito para gás

Armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis  - Parte 7: Proteção contra incêndio para instalações com armazenamento em tanques estacionários
NBR17505-7 de 03/2024

Armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis - Parte 7: Proteção contra incêndio para instalações com armazenamento em tanques estacionários

Expedição, transporte rodoviário e recebimento de hidróxido de sódio (soda cáustica) em solução a granel
NBR16310 de 09/2014

Expedição, transporte rodoviário e recebimento de hidróxido de sódio (soda cáustica) em solução a granel

Transporte terrestre de produtos perigosos - Carregamento, descarregamento e transbordo a granel e embalados (fracionados) - Requisitos para capacitação de trabalhadores
NBR16173 de 09/2021

Transporte terrestre de produtos perigosos - Carregamento, descarregamento e transbordo a granel e embalados (fracionados) - Requisitos para capacitação de trabalhadores

Transporte terrestre de produtos perigosos — Ficha de Emergência — Requisitos mínimos
NBR7503 de 01/2026

Transporte terrestre de produtos perigosos — Ficha de Emergência — Requisitos mínimos

Gases de efeito estufa - Parte 1: Especificação com orientação no nível da organização para quantificação e notificação de emissões e remoções de gases de efeito estufa
NBRISO14064-1 de 10/2022

Gases de efeito estufa - Parte 1: Especificação com orientação no nível da organização para quantificação e notificação de emissões e remoções de gases de efeito estufa

Transporte rodoviário de produtos perigosos - Lista de verificação com requisitos operacionais referentes à saúde, segurança, meio ambiente e qualidade
NBR15481 de 04/2024

Transporte rodoviário de produtos perigosos - Lista de verificação com requisitos operacionais referentes à saúde, segurança, meio ambiente e qualidade

Gases de efeito estufa - Parte 3: Especificação com orientação para verificação e validação de declarações relativas a gases de efeito estufa
NBRISO14064-3 de 12/2024

Gases de efeito estufa - Parte 3: Especificação com orientação para verificação e validação de declarações relativas a gases de efeito estufa

Armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis - Parte 5: Operações
NBR17505-5 de 07/2015

Armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis - Parte 5: Operações

Transporte terrestre de produtos perigosos - Resíduos
NBR13221 de 06/2025

Transporte terrestre de produtos perigosos - Resíduos

Armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis - Parte 4: Armazenamento em recipientes, contentor intermediário para granel (IBC) e tanques portáteis
NBR17505-4 de 05/2024

Armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis - Parte 4: Armazenamento em recipientes, contentor intermediário para granel (IBC) e tanques portáteis

Embalagem plástica para aerossol — Requisitos e métodos de ensaio
NBR16907 de 09/2020

Embalagem plástica para aerossol — Requisitos e métodos de ensaio

Transporte rodoviário de produtos perigosos - Programa de gerenciamento de risco e plano de ação de emergência
NBR15480 de 04/2021

Transporte rodoviário de produtos perigosos - Programa de gerenciamento de risco e plano de ação de emergência

Segurança do tráfego - Inspeção e segurança no tráfego de auto de linha
NBR14137 de 07/1998

Segurança do tráfego - Inspeção e segurança no tráfego de auto de linha

Vagão-tanque — Lista multilíngue de termos equivalentes
NBR8703 de 08/2013

Vagão-tanque — Lista multilíngue de termos equivalentes

Identificação para o transporte terrestre, manuseio, movimentação e armazenamento de produtos
NBR7500 de 01/2026

Identificação para o transporte terrestre, manuseio, movimentação e armazenamento de produtos

Armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis - Parte 6: Requisitos para instalações e equipamentos elétricos
NBR17505-6 de 02/2013

Armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis - Parte 6: Requisitos para instalações e equipamentos elétricos

Armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis - Parte 3: Sistemas de tubulações
NBR17505-3 de 02/2013

Armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis - Parte 3: Sistemas de tubulações

Vagão-tanque ferroviário — Requisitos mínimos de projeto
NBR16441 de 01/2026

Vagão-tanque ferroviário — Requisitos mínimos de projeto

Transporte rodoviário de produtos perigosos - Diretrizes do atendimento à emergência
NBR14064 de 05/2026

Transporte rodoviário de produtos perigosos - Diretrizes do atendimento à emergência

Armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis - Parte 2: Armazenamento em tanques, vasos e recipientes portáteis
NBR17505-2 de 11/2024

Armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis - Parte 2: Armazenamento em tanques, vasos e recipientes portáteis

Transporte rodoviário de produtos perigosos — Ácido nítrico vermelho fumegante a granel
NBR17239 de 06/2025

Transporte rodoviário de produtos perigosos — Ácido nítrico vermelho fumegante a granel

Recebimento, armazenagem, instalação e manutenção de transformadores de potência do tipo seco, com tensão até 36,2 kV - Procedimento
NBR17048 de 05/2022

Recebimento, armazenagem, instalação e manutenção de transformadores de potência do tipo seco, com tensão até 36,2 kV - Procedimento

Armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis - Parte 1: Disposições gerais
NBR17505-1 de 02/2013

Armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis - Parte 1: Disposições gerais

Minérios de ferro – Determinação do teor de manganês - Parte 1: Método de espectrometria de absorção atômica com chama
NBRISO9682-1 de 03/2011

Minérios de ferro – Determinação do teor de manganês - Parte 1: Método de espectrometria de absorção atômica com chama

Agrotóxicos e afins - Determinação da granulometria, faixa granulométrica e teor de pó por peneiramento via seca
NBR13828 de 09/2019

Agrotóxicos e afins - Determinação da granulometria, faixa granulométrica e teor de pó por peneiramento via seca

Produtos químicos — Informações sobre segurança, saúde e meio ambiente — Aspectos gerais do Sistema Globalmente Harmonizado (GHS), classificação, FDS e rotulagem de produtos químicos
NBR14725 de 07/2023

Produtos químicos — Informações sobre segurança, saúde e meio ambiente — Aspectos gerais do Sistema Globalmente Harmonizado (GHS), classificação, FDS e rotulagem de produtos químicos

Gases de efeito estufa - Parte 2: Especificação e orientação a projetos para quantificação, monitoramento e elaboração de relatórios das reduções de emissões ou da melhoria das remoções de gases de efeito estufa
NBRISO14064-2 de 10/2022

Gases de efeito estufa - Parte 2: Especificação e orientação a projetos para quantificação, monitoramento e elaboração de relatórios das reduções de emissões ou da melhoria das remoções de gases de efeito estufa