Text page

As fontes de alimentação para sistemas de detecção e alarme de incêndio

Quais são as condições atmosféricas padrão para o ensaio? Quais são os ensaios funcionais? Qual é o procedimento para FA integrada? Como deve ser realizado o ensaio do carregador e da fonte de alimentação em espera? Essas questões estão sendo apresentadas na NBR ISO 7240-4 de 05/2022 - Sistemas de detecção e alarme de incêndio - Parte 4: Fontes de alimentação.

08/06/2022 - Equipe Target

NBR ISO 7240-4 de 05/2022 - Sistemas de detecção e alarme de incêndio - Parte 4: Fontes de alimentação

A NBR ISO 7240-4 de 05/2022 - Sistemas de detecção e alarme de incêndio - Parte 4: Fontes de alimentação especifica os requisitos, métodos de ensaio e critérios de desempenho de fontes de alimentação (FA) para uso em sistemas de detecção e alarme de incêndio instalados em edificações. Este documento destina-se a ser usado apenas como orientação, para o ensaio de outros tipos de FA. As FA com características especiais, desenvolvidas para riscos específicos, não são contempladas neste documento.

Acesse algumas questões relacionadas a essa norma GRATUITAMENTE no Target Genius Respostas Diretas:

Quais são as condições atmosféricas padrão para o ensaio?

Quais são os ensaios funcionais?

Qual é o procedimento para FA integrada?

Como deve ser realizado o ensaio do carregador e da fonte de alimentação em espera?

A função de fonte de alimentação, dentro de um sistema de detecção e alarme de incêndio (SDAI) instalado dentro e ao redor de edifícios, é fornecida por equipamento de fonte de alimentação (FA). A FA fornece energia para todas as partes do SDAI, seja por conexão direta ou por meio de uma função para outra função. Este documento é elaborado com base nas funções obrigatórias, que são fornecidas em todas as FA e nas funções opcionais (com requisitos) que podem ser fornecidas.

Pretende-se que as funções opcionais sejam usadas para aplicações específicas e para atender aos objetivos de projeto de sistemas de detecção e alarme de incêndio. Cada função opcional é incluída como uma entidade separada, com seu próprio conjunto de requisitos associados, a fim de permitir que a FA com diferentes combinações de funções esteja em conformidade com este documento.

Outras funções associadas à detecção e alarme de incêndio também podem ser fornecidas, mesmo que não especificadas neste documento. A FA deve ter características de segurança de acordo com a IEC 60950 1 para proteção contra contato direto e indireto, para separação dos circuitos cc de extrabaixa tensão dos circuitos ca de baixa tensão e para aterramento de partes metálicas.

Todas as saídas devem ter limitações de potência adequadas para garantir que, em caso de curto-circuito externo, não exista perigo devido à produção de calor. Para cumprir este documento, a FA deve atender aos seguintes requisitos: A Seção 5, que deve ser verificada por inspeção visual ou avaliação de engenharia, deve ser ensaiada de acordo com a Seção 6 e deve atender aos requisitos dos ensaios, e as Seções 8 e 9 devem ser verificadas por inspeção visual.

Se uma função opcional com requisitos for incluída na FA, todos os requisitos correspondentes devem ser atendidos. Se outras funções, além das especificadas neste documento, forem fornecidas, elas não podem prejudicar o cumprimento de qualquer requisito deste documento. Deve haver pelo menos duas fontes de energia para a alimentação do SDAI: a fonte de energia principal e a fonte de energia reserva.

Cada fonte de energia por si própria deve ser capaz de atender à especificação da saída da FA do fabricante ou, em caso de uma FA integrada, deve ser capaz de operar o equipamento ao qual está integrada dentro de suas especificações. A troca de uma fonte de energia por outra não pode causar qualquer alteração no estado ou nas indicações dentro de outro equipamento do SDAI, além daquelas relacionadas à fonte de alimentação.

A falha de uma das fontes de energia não pode causar falha à outra fonte de energia ou falha no fornecimento de energia para o SDAI. A compatibilidade da FA separada com o outro equipamento, por exemplo, ECI, é tratada na NBR ISO 7240-13. A fonte de energia principal deve ser projetada para operar a partir da rede elétrica pública ou sistema equivalente.

Quando a fonte de energia principal estiver disponível, ela deve ser a fonte exclusiva de alimentação para o SDAI, exceto para correntes associadas com o monitoramento da bateria. Se a fonte de energia principal falhar, então a FA deve ser automaticamente comutada para a fonte de energia reserva. Quando a fonte de energia principal é restaurada, a FA deve ser automaticamente comutada de volta para a fonte de energia principal.

Quando operada a partir de fonte de energia principal, é aplicável o descrito a seguir. A FA deve ser capaz de operar de acordo com a especificação fornecida nos dados do fabricante, independentemente da condição da fonte de energia reserva. Isso inclui qualquer condição de carga da fonte de energia reserva, ou circuito aberto ou curto-circuito da conexão para a fonte de energia reserva.

A FA deve ser capaz de fornecer Pa, máx continuamente e, simultaneamente, carregar uma bateria até atingir a sua tensão final. A FA deve permitir que o processo de carga da bateria seja limitado ou interrompido quando a FA estiver fornecendo energia maior que a Pa, máx. Pelo menos uma fonte de energia reserva deve ser uma bateria recarregável. Quando operada a partir da fonte de energia reserva, a FA deve ser capaz de operar de acordo com a especificação fornecida nos dados do fabricante.

A FA deve ser capaz de fornecer Pc, máx, independentemente da condição da fonte de energia principal, e com uma resistência interna da bateria e seus circuitos associados, por exemplo, conexões, fusíveis, igual a Ri, máx. Os períodos de espera e períodos de alarme para aplicações específicas são especificados na NBR 17240, ISO 7240-19, ou outros padrões nacionais de projeto e instalação onde eles tenham precedência.

A bateria deve: ser recarregável, ser adequada para ser mantida em estado de plena carga, ser construída para uso estacionário, ser marcada com sua finalidade e código ou número identificando o período de produção, e ter um mecanismo de segurança para prevenir explosão. Se as baterias forem montadas em um gabinete que abrigue outro equipamento do SDAI, então elas devem ser do tipo selada e montadas de acordo com as recomendações do fabricante.

Quando a FA operar a partir de um conjunto de baterias, esta FA deve ter um recurso para desligar as suas saídas, caso as tensões de saída ou as tensões das baterias caiam abaixo de um valor especificado pelo fabricante das baterias. A FA deve incluir equipamento de carregamento para carregar a bateria e mantê-la em um estado totalmente carregado.

O carregador deve ser projetado e classificado de modo que a bateria possa ser carregada automaticamente, uma bateria descarregada até a sua tensão final possa ser recarregada para até pelo menos 80% de sua capacidade nominal dentro de 24 h e para sua capacidade nominal dentro de 48 h, e as características de carregamento estejam dentro das especificações do fabricante das baterias, para a faixa de temperatura alcançada pela bateria à temperatura ambiente (ou seja, fora do gabinete da fonte de alimentação reserva), na faixa de temperatura de -5 a 40°C.

Exceto para correntes associadas com o monitoramento da bateria, a bateria não pode descarregar pelo carregador quando a tensão de carga estiver abaixo da tensão da bateria. A FA deve ser capaz de reconhecer e sinalizar as seguintes falhas: perda da fonte de alimentação principal em 90 min após a ocorrência; perda da fonte de alimentação em espera dentro de 1 min da ocorrência; se uma descarga excessiva puder danificar as baterias, a FA deve possuir um dispositivo que proteja as baterias deste excesso de descarga.

Nesse caso, a redução da tensão da bateria para menos do que a tensão final, quando a fonte de alimentação principal estiver indisponível, deve sinalizar uma falha. Os fabricantes podem sinalizar uma falha em uma tensão mais alta, dependendo dos requisitos da bateria ou de outros fatores (como maximizar a expectativa de vida).

A perda da tensão de carga da bateria em 90 min após a ocorrência, exceto quando o carregador for desligado ou limitado conforme essa norma. A impedância da bateria deve ser monitorada conforme descrito nessa norma e um sinal de advertência de falha deve ser dado dentro de 4 h da ocorrência de uma alta impedância da bateria.

Se a FA estiver instalada dentro de um gabinete fora de outras funções do SDAI (NBR ISO 7240-1:2017, Figura 1), pelo menos uma saída de falha comum às falhas listadas deve ser fornecida. Esta saída também deve ser fornecida se a FA estiver desenergizada. Se a FA estiver instalada dentro do gabinete do SDAI (por exemplo, o ECI), então as falhas listadas devem ser indicadas de acordo com os requisitos do outro equipamento, seja no equipamento ou na própria FA.

O gabinete da FA deve ter construção robusta, consistente com o método de instalação recomendado na documentação, devendo atender pelo menos à classificação IP 30 da NBR IEC 60529. A FA pode ser alojada em um gabinete separado ou em gabinetes associados a outro equipamento do SDAI.

Se a FA estiver alojada no gabinete de outro equipamento dentro do SDAI (por exemplo, ECI), os controles manuais, fusíveis, elementos de calibração, etc. para desconexão e ajuste das fontes de alimentação devem ser acessíveis apenas por pessoas treinadas e autorizadas a manter ou reparar a FA de acordo com as instruções e dados publicados pelo fabricante.

Isso corresponde ao nível de acesso 3 ou 4, conforme estabelecido nas NBR ISO 7240-2 e ISO 7240-16. Se a FA não estiver alojada no gabinete de outro equipamento dentro do SDAI (por exemplo, ECI), os controles manuais, fusíveis, elementos de calibração, etc. para desconexão e ajuste das fontes de alimentação devem ser acessíveis apenas pelo uso de uma ferramenta ou chave.

Todos os controles manuais, fusíveis, elementos de calibração e terminais de cabo devem ser claramente rotulados (por exemplo, para indicar sua função, classificação ou referência a desenhos apropriados). Se os indicadores obrigatórios exigidos por outro equipamento dentro do SDAI (por exemplo, ECI) forem repetidos em uma FA alojada separadamente, então os indicadores devem estar de acordo com os requisitos do equipamento em questão.

Quando a FA fornecer energia diretamente para outro equipamento do SDAI, e não estiver instalada dentro do gabinete deste outro equipamento, uma interface deve ser fornecida para pelo menos dois caminhos de transmissão com este outro equipamento, de modo que um curto-circuito ou interrupção em um caminho não impeça o fornecimento de energia. A FA pode conter elementos que são controlados por software para cumprir os requisitos deste documento.

Nesse caso, a FA deve cumprir os requisitos descritos nessa norma no item 5.8, quando for relevante para a tecnologia utilizada. A execução do programa deve ser monitorada para evitar a ocorrência de um travamento no sistema. O dispositivo de monitoramento deve sinalizar uma falha do sistema se as rotinas associadas às funções principais do programa não estiverem sendo executadas dentro de um limite de tempo de 100 s.

O funcionamento do dispositivo de monitoramento e a sinalização de um alerta de falha não podem ser evitados por uma falha na execução do programa do sistema monitorado. Se uma falha de execução for detectada, a FA deve entrar em um estado seguro dentro de 100 s. Este estado seguro deve ser determinado pelo fabricante. Convém que o estado seguro seja determinado pelo fabricante e não convém dar a impressão falsa ao usuário de que a FA permanece operacional se não estiver.

Na prática, pode ser aceitável interromper ou reiniciar automaticamente a execução do programa. Se houver a possibilidade de que a memória tenha sido corrompida, convém que o procedimento de reinicialização verifique o conteúdo dessa memória e, se necessário, reinicialize os dados em execução para garantir que a FA entre em um estado operacional seguro.

Mesmo que a execução do programa seja reiniciada com sucesso, é importante que o usuário esteja ciente do incidente. Por esse motivo, pode ser vantajoso para a FA ser capaz de registrar automaticamente os detalhes do evento de reinicialização. O dispositivo de monitoramento deve usar o recurso de prioridade mais alta fornecido para entrar no estado seguro, como, por exemplo, a interrupção não mascarável de prioridade mais alta.

Todos os códigos executáveis e dados necessários para cumprir este documento devem ser mantidos em uma memória que seja capaz de operação contínua, sem manutenção e confiável por um período de pelo menos dez anos. No estado da arte existente, a memória com peças mecânicas móveis não é considerada suficientemente confiável. O uso de fitas ou discos de dados magnéticos ou ópticos para o armazenamento de programas e dados não é, portanto, considerado aceitável no momento da publicação.

O programa deve ser mantido em memória não volátil. Cada dispositivo de memória deve ser identificável de forma que o seu conteúdo possa ter referências cruzadas exclusivas com a documentação do software. O conteúdo das memórias contendo o programa deve ser verificado automaticamente em intervalos não superiores a 1 h. O dispositivo de verificação deve sinalizar uma falha do sistema, se uma corrupção do conteúdo da memória for detectada.

FONTE: Equipe Target

Baseado nos documentos visitados

Normas recomendadas para você

Sistemas de detecção e alarme de incêndio - Parte 2: Equipamentos de controle e de indicação de detecção de incêndio
NBRISO7240-2 de 10/2021

Sistemas de detecção e alarme de incêndio - Parte 2: Equipamentos de controle e de indicação de detecção de incêndio

Sistemas de detecção e alarme de incêndio - Parte 1: Generalidades e definições
NBRISO7240-1 de 11/2017

Sistemas de detecção e alarme de incêndio - Parte 1: Generalidades e definições

Sistemas de detecção e alarme de incêndio - Parte 20: Detectores de fumaça por aspiração
NBRISO7240-20 de 09/2016

Sistemas de detecção e alarme de incêndio - Parte 20: Detectores de fumaça por aspiração

Sistemas de detecção e alarme de incêndio - Parte 3: Dispositivos de alarme sonoro
NBRISO7240-3 de 01/2022

Sistemas de detecção e alarme de incêndio - Parte 3: Dispositivos de alarme sonoro

Sistemas de detecção e alarme de incêndio - Parte 11: Acionadores manuais
NBRISO7240-11 de 05/2012

Sistemas de detecção e alarme de incêndio - Parte 11: Acionadores manuais

Sistemas de detecção e alarme de incêndio - Parte 4: Fontes de alimentação
NBRISO7240-4 de 05/2022

Sistemas de detecção e alarme de incêndio - Parte 4: Fontes de alimentação

Sistemas de detecção e alarme de incêndio - Parte 23: Dispositivos de alarme visual
NBRISO7240-23 de 07/2016

Sistemas de detecção e alarme de incêndio - Parte 23: Dispositivos de alarme visual

Sistemas de detecção e alarme de incêndio - Parte 9: Ensaios de fogo para detectores de incêndio
ABNT ISO/TS7240-9 de 09/2017

Sistemas de detecção e alarme de incêndio - Parte 9: Ensaios de fogo para detectores de incêndio

Sistemas de detecção e alarme de incêndio Parte 13: Avaliação da compatibilidade dos componentes do sistema
NBRISO7240-13 de 06/2017

Sistemas de detecção e alarme de incêndio Parte 13: Avaliação da compatibilidade dos componentes do sistema

Sistemas de detecção e alarme de incêndio – Projeto, instalação, comissionamento e manutenção de sistemas de detecção e alarme de incêndio – Requisitos
NBR17240 de 10/2010

Sistemas de detecção e alarme de incêndio – Projeto, instalação, comissionamento e manutenção de sistemas de detecção e alarme de incêndio – Requisitos