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O ensaio de resistência ao fogo em selagens de juntas de construção

Como devem ser executadas as construções-padrão de suporte para o ensaio? Como devem ser feitas as construções de ensaio? Como deve ser o Condicionamento, após a conclusão da montagem do corpo de prova? Como deve ser feita a integridade da junta linear? Essas interrogações estão sendo exibidas na NBR 16944-3 de 03/2022 - Selagens resistentes ao fogo em elementos de compartimentação - Parte 3: Ensaio de resistência ao fogo em selagens de juntas de construção.

30/03/2022 - Equipe Target

NBR 16944-3 de 03/2022 - Selagens resistentes ao fogo em elementos de compartimentação - Parte 3: Ensaio de resistência ao fogo em selagens de juntas de construção

A NBR 16944-3 de 03/2022 - Selagens resistentes ao fogo em elementos de compartimentação - Parte 3: Ensaio de resistência ao fogo em selagens de juntas de construção especifica um método para determinar a resistência ao fogo de selagens de juntas lineares com base em seu uso final pretendido. As construções de suporte são usadas nesta parte da NBR 16944 para representar elementos de compartimentação, como paredes ou pisos, e no qual o sistema de selagem é instalado como na prática, verificando-se a interação entre ambos. As seguintes condições de ensaio estão incluídas nesta norma: quando não há nenhum movimento induzido mecanicamente; quando há algum movimento induzido mecanicamente, antes ou durante a exposição ao fogo.

Esta norma não se destina a fornecer informações quantitativas sobre a taxa de vazamento e liberação de fumaça ou gases quentes. Recomenda-se que estes fenômenos sejam observados na descrição do comportamento geral do sistema de selagem ensaiado. Esta norma não fornece informações sobre a influência da inclusão destas passagens e sistemas de selagem em relação à capacidade portante do sistema construtivo.

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Como devem ser executadas as construções-padrão de suporte para o ensaio?

Como devem ser feitas as construções de ensaio?

Como deve ser o condicionamento, após a conclusão da montagem do corpo de prova?

Como deve ser feita a integridade da junta linear?

A selagem de junta linear é um sistema projetado para manter a função da resistência ao fogo do elemento de compartimentação e, se necessário, acomodar um grau especificado de movimento dentro da articulação linear. Esta parte da norma foi preparada para fornecer um método de ensaio de resistência ao fogo para avaliar a contribuição de um sistema de selagem de juntas lineares em elementos de compartimentação, quando estes forem transpassados. Esta parte contém os requisitos específicos para ensaios de resistência ao fogo que são exclusivos para a construção civil, descritos como sistema de selagem de juntas lineares, que transpassem outros elementos de compartimentação. Recomenda-se que os requisitos para estes sistemas de selagem sejam aplicados como apropriado em conjunto com os requisitos gerais contidos na NBR 16965.

As selagens de juntas lineares são produtos ou sistemas de selagens de aberturas entre elementos de compartimentação (juntas, vazios, lacunas ou outras descontinuidades) definidas como a razão entre o comprimento e a largura de pelo menos 10:1. Estas selagens são projetadas para manter a função do elemento de compartimentação com relação as suas características de resistência ao fogo.

As localizações típicas de juntas lineares incluem pisos, perímetro de pisos, paredes, tetos e telhados. Geralmente, estas aberturas estão presentes em edifícios como resultados de projeto para acomodar vários movimentos induzidos por diferenciais térmicos, sismicidade e cargas de vento e existir como uma separação de folga; tolerâncias dimensionais aceitáveis entre dois ou mais elementos de construção, por exemplo, entre paredes e pisos não resistentes; projeto inadequado, montagem incorreta, reparos ou danos ao edifício.

O objetivo dos ensaios nesta norma é avaliar o desempenho de um sistema de selagem de junta de linear na integridade e no isolamento do elemento de compartimentação; o efeito do movimento dentro da construção de suporte no desempenho quanto à resistência ao fogo de juntas lineares. Chama-se a atenção de todos os envolvidos para o gerenciamento e a realização deste ensaio, pois ele pode ser perigoso, com possibilidade de liberação de gases e de fumaça tóxicos durante a sua realização.

Os perigos mecânicos e operacionais também podem surgir durante a construção dos suportes de ensaio ou estruturas, bem como durante o descarte após a realização do ensaio. É necessária uma avaliação de todos os perigos e riscos potenciais, e todas as precauções de segurança devem ser identificadas, documentadas e aplicadas. Um treinamento apropriado é necessário à equipe envolvida, de modo a assegurar que sejam seguidas as instruções de segurança recomendadas.

O equipamento empregado na realização deste ensaio consiste em um forno, estruturas de montagem do corpo de prova, travas e instrumentação, conforme especificado nesta norma e na NBR 16965. As dimensões internas do forno de ensaio devem ter um tamanho mínimo de 1.000 mm × 1.000 mm × 1 .00 mm, com, pelo menos, 200 mm de distância entre qualquer parte ou ponto do sistema de selagem ensaiada e a parede do forno.

Todas as condições de ensaio, exceto as indicadas nesta parte, devem estar em conformidade com aquelas citadas na NBR 16965. Quando a largura nominal da selagem da junta linear no corpo de prova for maior do que 100 mm e menor ou igual a 300 mm, o tamanho do forno deve ser capaz de pelo menos aquecer um comprimento dez vezes a largura nominal da junta linear.

A pressão do forno deve ser monitorada e controlada 5 min após o início do ensaio, devendo ser de ± 5 Pa da pressão nominal especificada para o corpo de prova. Após 10 min de ensaio, a pressão deve ser de ±3 Pa da pressão nominal especificada para o corpo de prova. Uma pressão nominal de 6 Pa deve ser estabelecida na parte inferior do sistema de selagem localizada na parte mais baixa da montagem vertical.

Para construções horizontais, uma pressão estática de 6 Pa deve ser estabelecida a (100 ± 10) mm do plano horizontal do elemento de compartimentação (por exemplo, laje). O equipamento de controle, monitoramento e registro necessário para realizar o ensaio deve estar acordo com esta parte da NBR 16944 e conforme descrito na NBR 16965.

Os termopares para medição e controle da temperatura interna do forno devem ser do tipo “Placa”, ou convencionais, de cromel-alumel (tipo K) com fios de diâmetros (bitolas) não menores do que 0,7 mm e não maiores do que 3,2 mm, isolados por miçangas cerâmicas, com a junta de medida exposta, ou por bainha metálica, com junta de medida isolada, conforme definidos na NBR 16965. Devem ser uniformemente distribuídos no forno de ensaio, de modo a fornecer uma indicação da temperatura média próxima na face aquecida do corpo de prova.

Estes devem estar localizados, inicialmente, a (100 ± 10) mm da face exposta da construção de suporte do corpo de prova (por exemplo: laje), com junta de medida exposta na extensão entre 20 mm e 25 mm. Além disso, nenhum deve estar mais próximo do que 100 mm de qualquer parte projetada da selagem ou de qualquer parte do forno. Pelo menos um termopar deve ser instalado para cada 1,5 m² de área aquecida do corpo de prova, sujeito a um número mínimo de quatro termopares.

As medições da temperatura da superfície e os termopares devem estar de acordo com a NBR 16965. Os termopares do corpo de prova devem estar na linha central da selagem da junta linear. Existem algumas figuras na norma que mostram exemplos de aplicação dos termopares.

No caso de superfícies não planas, o disco e a pastilha de material isolante devem ser ajustados para seguir o perfil da superfície. No caso de pequenas seções, é permitido reduzir o tamanho da pastilha para uma dimensão mínima de 12 mm. Se uma selagem de junta linear é recuada da face não exposta da construção de suporte e a selagem de junta linear é menor que 12 mm de largura, os termopares devem ser instalados na construção de suporte a uma distância de pelo menos de 15 mm da abertura da selagem.

Se um ponto fraco potencial puder ser identificado, os termopares fixos adicionais devem ser anexados a esse ponto, por exemplo, sobre uma emenda. Onde é impraticável conectar termopares devido à natureza da superfície da selagem de junta linear, que pode mudar significativamente durante o período de ensaio, pode-se fazer o uso de um termopar móvel, tomando os devidos cuidados para a realização da medição.

As informações obtidas nas superfícies não expostas ao fogo serão complementadas por dados adicionais derivados de medições obtidas usando um termopar móvel conforme especificado na NBR 16965 e especificado a seguir, aplicado para identificar qualquer local do ponto com elevação de temperatura ou quando as medições dos termopares fixos não são confiáveis. O termopar móvel consiste em um termopar do tipo K com junção de medição em fios de 1,0 mm de diâmetro soldados em um disco de cobre de 12 mm de diâmetro e 0,5 mm de espessura.

O conjunto do termopar deve ser fornecido com uma alça para que possa ser aplicada sobre qualquer ponto da superfície não exposta do corpo de prova. As deformações da construção de suporte devem ser medidas e registradas, quando necessárias. A instrumentação para a medição da deflexão da construção de suporte deve ser localizada de modo a fornecer os dados em termos de quantidade e taxa de deflexão durante e, quando apropriado, após o ensaio de fogo.

O corpo de prova deve ser totalmente representativo do elemento de compartimentação e da selagem de junta linear usadas na prática, incluindo quaisquer recursos especiais que são exclusivos para a instalação, como por exemplo, suportes, telas, revestimentos, etc. Deve ser preparado um corpo de prova para cada tipo de construção de apoio e tipo de movimento para o qual o fabricante ou interessado busca classificação (ver os Anexos A e B).

Os materiais e as técnicas de mão de obra utilizados na instalação devem ser os mesmos utilizados na prática. Quando existirem vazios dentro de uma selagem de junta linear (por exemplo, quando estiver na forma de um tubo), as extremidades devem ser hermeticamente seladas para impedir o fluxo de ar através do corpo de prova.

No caso de construções de suporte verticais e selagens assimétricas, devem ser realizados dois ensaios em corpos de prova distintos, sendo um em cada face (lado) de exposição ao fogo. Quando o sistema de selagem for totalmente simétrico (construção de suporte e selagem), apenas uma face do corpo de prova pode ser submetida à elevação padronizada de temperatura. No caso de construções horizontais, o corpo de prova deve ser exposto ao aquecimento pela face inferior.

Nos casos em que uma selagem de junta linear é destinada ao uso em elementos de compartimentação horizontal e vertical, cada orientação deve ser ensaiada. Uma selagem de junta linear deve ter uma área de seção transversal de projeto uniforme e o comprimento máximo que pode ser acomodado no elemento de compartimentação selecionado para o ensaio.

Para juntas sem movimento, um comprimento menor pode ser usado sujeito a um mínimo de 900 mm. Para evitar efeitos de contorno, a distância entre a borda longa da junta linear e do perímetro externo da parte aquecida do elemento de compartimentação não pode ser menor do que 200 mm, em qualquer ponto.

Uma relação típica de comprimento mínimo e largura para uma selagem de junta linear é 10:1. Para manter essa proporção, um forno de ensaio de dimensões apropriadas deve ser usado. As construções de suporte para o ensaio (elementos de compartimentação) devem ser de resistência ao fogo conhecida, e os detalhes da construção devem ser representativos do utilizado na prática.

Uma classificação obtida em um elemento de compartimentação específico deve ser aplicada somente àquele tipo particular. As construções de suporte não podem ser protegidas na face exposta ao fogo com materiais isolantes térmicos, a não ser que estes façam parte do sistema construtivo na prática.

FONTE: Equipe Target

Baseado nos documentos visitados

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