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A segurança das plataformas elevatórias móveis de trabalho (PEMT)

Quais os fatores de forma aplicados às superfícies expostas ao vento? Como deve ser feito o cálculo de tombamento e momentos de estabilização? Para que deve ser utilizada a análise de tensão geral? Por que deve ser instalado um dispositivo de segurança automático? Como funciona o travamento do eixo oscilante ou sistemas de controle? Essas dúvidas estão sendo dirimidas no texto sobre a segurança das plataformas elevatórias móveis de trabalho.

02/10/2019 - Equipe Target

NBR 16776 de 08/2019: os requisitos de segurança de plataformas elevatórias móveis de trabalho

Deve-se ser lembrado que os requisitos de segurança desses equipamentos foram elaborados com base no fato de que as plataformas elevatórias móveis de trabalho (PEMT) recebem, periodicamente, manutenção de acordo com as instruções fornecidas, condições de trabalho, frequência de uso e legislação vigente. A manutenção para a PEMT é o produto de atividades que inclui projeto, produção e ensaios para fornecer informações sobre ela. O Anexo F. apresenta sugestões para treinamento e manual de operação para as PEMT.

A NBR 16776 de 08/2019 - Plataformas elevatórias móveis de trabalho (PEMT) — Projeto, fabricação, manutenção, requisitos de segurança e métodos de ensaio especifica os requisitos de segurança e as medidas preventivas, bem como os meios para a sua verificação, para alguns tipos e tamanhos de plataformas elevatórias móveis de trabalho (PEMT) destinadas ao posicionamento de pessoas, juntamente com as suas ferramentas e materiais necessários nos locais de trabalho. Esta norma contempla os cálculos e critérios de estabilidade do projeto estrutural, construção, manutenção e ensaios de segurança a serem aplicados antes de uma PEMT ser colocada em serviço pela primeira vez. Não é aplicável aos cestos aéreos montados sobre veículos que trabalham estabilizados, conforme a NBR 16092.

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Quais os fatores de forma aplicados às superfícies expostas ao vento?

Como deve ser feito o cálculo de tombamento e momentos de estabilização?

Para que deve ser utilizada a análise de tensão geral?

Por que deve ser instalado um dispositivo de segurança automático?

Como funciona o travamento do eixo oscilante ou sistemas de controle?

Os requisitos para o projeto, fabricação e remanufatura de plataformas elevatórias móveis de trabalho devem ser aplicáveis aos equipamentos fabricados a partir da publicação desta norma e legislação vigente. Esta norma não se aplica aos equipamentos fabricados anteriormente à sua publicação. Também não se aplica às PEMT reformadas e recondicionadas, com ano de fabricação anterior à publicação desta.

Esta norma não se aplica a: equipamentos de elevação de pessoas instalados permanentemente, que atendem a níveis definidos; equipamentos de combate a incêndios e resgate em incêndio; gaiolas de trabalho sem guias, suspensas por equipamentos de elevação; equipamento de armazenamento e recuperação dependente de trilhos; elevadores em geral; plataformas de cremalheira com deslocamento; equipamentos de parque de diversões; mesas elevatórias com altura de elevação inferior a 2 m (6,56 pés); guinchos de construção para pessoas e materiais; manipuladores de carga com cesto acoplado; equipamentos de apoio em terra às aeronaves; escavadeiras com torre de perfuração; caminhões industriais com posições para operador em elevação; dispositivos aéreos isolados para uso no trabalho em instalações elétricas energizadas; e os dispositivos aéreos de elevação e rotação montados em veículos.

Esta norma exclui os requisitos para os riscos decorrentes de: uso em atmosferas potencialmente explosivas; uso de gases comprimidos para componentes da sujeição de carga; trabalho em sistemas elétricos energizados; subir e descer do cesto em altitudes diversas; prevenção contra o descarrilamento e descontrole nas PEMT montadas em trilhos. As PEMT devem estar em conformidade com os requisitos de segurança e as medidas de proteção indicas nesta Seção. As PEMT importadas devem seguir a legislação vigente e devem atender aos requisitos desta norma.

O fabricante deve executar: cálculos estruturais para avaliar as cargas e forças individuais em suas posições, direções e combinações que produzam as tensões mais desfavoráveis nos componentes; e cálculos de estabilidade para identificar as diferentes posições da PEMT e combinações de cargas e forças que criem condições de estabilidade mínima.

A carga nominal equivalente a uma massa, m, deve ser determinada usando a seguinte equação: m = (n x mp) +me, onde mp é a massa de uma pessoa, igual a 80 kg (176,4 lb); me é a massa de ferramentas e materiais, igual a 40 kg (88,2 lb) ou mais; n é o número permitido de pessoas sobre o cesto. Os valores indicados em sistema métrico são valores-padrão. Os valores entre parênteses, geralmente em sistema imperial, são aproximados e somente para informação.

A carga nominal mínima de uma PEMT deve ser de 120 kg (264,5 lb). As seguintes cargas e forças devem ser levadas em consideração: forças criadas por carga nominal e massas estruturais; forças do vento; forças manuais; e as cargas e forças especiais. As forças gravitacionais criadas pela carga nominal e massas estruturais devem ser consideradas como atuando verticalmente para baixo nos centros de massa do componente.

As forças devem ser calculadas multiplicando as massas do componente por 1,0 g. O fator g representa a aceleração da gravidade de 9,81 m/s² (32,2 pés/s²). As forças dinâmicas criadas pela aceleração e desaceleração das massas estruturais e carga nominal devem ser representadas por forças que atuem na linha de movimento dos centros de massa do componente.

As forças dinâmicas criadas por extensão ou retração da estrutura extensível devem ser calculadas multiplicando as massas estruturais por 0,1 g. Os fabricantes podem utilizar fatores inferiores a 0,1 g, desde que tenham sido verificados por medição dos efeitos de aceleração e desaceleração. As forças dinâmicas criadas por movimentos de deslocamento das PEMT Tipo 2 e Tipo 3 devem ser calculadas multiplicando as massas estruturais por z vezes g.

O fator z x g representa a aceleração e desaceleração da PEMT devido ao deslocamento e sua aceleração e desaceleração angular devido ao deslocamento sobre obstáculos no piso, como o que ocorre durante o ensaio de obstáculo. O fator z deve ser um mínimo de 0,1 g, a menos que seja determinado por cálculo ou ensaios (ver Anexo C para um exemplo de cálculo de z). Considera-se que cada pessoa atua como uma carga de ponto sobre o cesto e qualquer extensão do cesto a uma distância horizontal de 0,10 m (3,94 pol.) da borda interna superior do trilho do topo.

A distância entre as cargas de ponto deve ser de 0,50 m (19,7 pol.). A largura de uma pessoa deve ser considerada em 0,50 m (19,7 pol.) (ver figura abaixo). Considera-se que o equipamento atua como uma carga distribuída uniformemente em 25% do piso do cesto. Se a pressão resultante exceder os 3 kN/m² (0,435 psi), o valor de 25% pode ser aumentado para resultar em uma pressão de 3 kN/m² (0,435 psi). Todas as cargas estabelecidas em 5.2.2.3 devem estar localizadas nas posições que criam a condição mais adversa.

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Todas as PEMT utilizadas externamente são consideradas afetadas por uma velocidade do vento a uma pressão de 100 N/m² (0,0145 psi), com base em uma velocidade do vento de 12,5 m/s (28 mph). É permitido utilizar dados da modelagem de fluidodinâmica computacional ou ensaios físicos para atender a este requisito. A modelagem de fluidodinâmica computacional deve ser especificada e deve incluir uma explicação das áreas de carga, áreas de restrição e tipos de restrição.

Os ensaios físicos devem incluir os parâmetros de modelagem e similaridade dimensional utilizados. Assume-se que as forças do vento atuem horizontalmente no centro das áreas das peças da PEMT, pessoas e equipamentos no cesto. A área superficial total de uma pessoa deve ter largura média de 0,7 m² (7,53 pés²), considerando: largura de 0,4 m (1,31 pés) × altura de 1,75 m (5,74 pés), com o centro da área 1,0 m (3,28 pés) acima do piso do cesto.

A área superficial exposta de uma pessoa em pé sobre um cesto por trás de uma seção não perfurada de aproximadamente 1,1 m (3,61 pés) de altura deve ser de 0,35 m² (3,77 pés²), com o centro da área de 1,45 m (4,76 pés) acima do piso do cesto. O número de pessoas diretamente expostas ao vento deve ser calculado do seguinte modo: o comprimento da lateral do cesto exposto ao vento, arredondado para o valor mais próximo de 0,5 m (1,64 pé), dividido por 0,5 m (1,64 pé); ou o número permitido de pessoas no cesto, se for menor que o número calculado conforme o comprimento da lateral do cesto exposto ao vento, arredondado para o valor mais próximo de 0,5 m (1,64 pé), dividido por 0,5 m (1,64 pé).

Se o número permitido de pessoas no cesto for maior que o calculado conforme acima, um fator de forma de 0,6 deve ser aplicado ao número extra de pessoas. A força do vento sobre ferramentas e materiais expostos no cesto deve ser calculada como 0,03 g, multiplicada pela massa que atua horizontalmente a uma altura de 0,5 m (1,64 pé) acima do piso do cesto.

O valor mínimo para uma força manual, Fm, deve ser tomado como 200 N (44,96 lbf) para as PEMT projetadas para transportar somente uma pessoa e 400 N (89,92 lbf) para as PEMT projetadas para transportar mais de uma pessoa. As forças manuais devem ser aplicadas a uma altura de 1,1 m (3,61 pés) acima do piso do cesto. Qualquer força maior autorizada deve ser especificada pelo fabricante.

Se uma PEMT for projetada para uso com métodos de trabalho ou condições especiais, como objetos transportados na parte externa do plataforma; ou forças do vento em grandes objetos transportados sobre o cesto; ou velocidades do vento superiores a 12,5 m/s (28 mph); ou forças impostas por guinchos ou outros dispositivos de movimentação de materiais; ou uma combinação de forças, as cargas e forças resultantes devem ser levadas em consideração como uma modificação na carga nominal, carga estrutural, carga de vento e/ou forças manuais, conforme apropriado.

As forças criadas por massas estruturais e carga nominal que causam tombamento ou momentos de estabilização devem ser multiplicadas por um fator de 1,0 e calculadas como atuando verticalmente para baixo. No caso do movimento da estrutura extensível, estas forças devem ser multiplicadas por um fator de 0,1 e aplicadas como forças adicionais que atuam na direção do movimento e que criam o maior momento de tombamento. Os fabricantes podem utilizar fatores inferiores a 0,1, desde que tenham sido verificados por medição dos efeitos de aceleração e desaceleração.

Para movimentos de deslocamento da PEMT tipo 2 e tipo 3, o fator de 0,1 deve ser substituído por um fator z que represente as forças produzidas pela aceleração e desaceleração ou o ensaio de obstáculo. Este fator deve ser determinado por cálculo ou ensaios (ver Anexo C para um exemplo de cálculo). A inclinação máxima permitida do chassi deve ser aumentada em 0,5°, como tolerância de uma imprecisão no posicionamento da PEMT. As forças do vento devem ser multiplicadas por um fator de 1,1 e aplicadas horizontalmente.

FONTE: Equipe Target

Baseado nos documentos visitados

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