Text page

As canaletas para cabeamento em quadros de distribuição

Quais são os exemplos de dimensões dos furos de fixação? Quais as distâncias de fixação para o ensaio de suporte de cabo? Qual a disposição para o ensaio de chama? Esses questionamentos estão sendo mostrados no texto sobre as canaletas para cabeamento em quadros de distribuição.

19/06/2019 - Equipe Target

NBR IEC 61084-2-3 de 05/2019: os requisitos e ensaios para a canaletas e eletrodutos não circulares

A NBR IEC 61084-2-3 de 05/2019 - Sistemas de canaletas e de eletrodutos não circulares para instalações elétricas - Parte 2-3: Requisitos particulares — Sistemas de canaletas para cabeamento destinados a serem instalados em quadros de distribuição especifica os requisitos e ensaios para os sistemas de canaletas (SC) e sistemas de eletrodutos não circulares (SENC) destinados à acomodação e, onde necessário, à separação para a proteção elétrica, de condutores isolados, cabos e outros equipamentos elétricos das instalações elétricas e/ou dos sistemas de comunicação. A tensão máxima destas instalações é de 1.000 V em corrente alternada e de 1.500 V em corrente contínua. Os sistemas de canaletas para cabeamento são previstos para serem montados no interior de quadros de distribuição das instalações elétricas e/ou dos sistemas de comunicação.

Este documento não é aplicável aos sistemas de eletrodutos, de eletrocalhas e de leitos para acomodação de cabos, sistemas de linhas elétricas pré-fabricadas ou aos equipamentos abrangidos por outras normas. Quando for feita referência neste documento à IEC 61084-1:2017, esta referência não é aplicável aos sistemas de eletrodutos não circulares.

Acesse algumas perguntas relacionadas com essa norma GRATUITAMENTE no Target Genius Respostas Diretas:

Quais são os exemplos de dimensões dos furos de fixação?

Quais as distâncias de fixação para o ensaio de suporte de cabo?

Qual a disposição para o ensaio de chama?

Os sistemas de canaletas para cabeamento devem ser projetados e construídos de maneira que eles assegurem, quando requerido, suporte, alojamento e separação confiáveis dos condutores isolados e/ou cabos neles contidos. O equipamento associado a um componente do sistema ou incorporado nele, mas que não seja um componente do sistema, deve e somente precisa atender à norma pertinente deste equipamento, se existir.

No entanto, pode ser necessário incorporar este equipamento em um dispositivo de ensaio, com o objetivo de ensaiar sua interface com o sistema de canaletas para cabeamento. A conformidade é verificada pela realização de todos os ensaios especificados.

A solução preferencial para os furos de fixação, se existir, na base dos comprimentos de canaletas para cabeamento em função das diferentes larguras das canaletas é a seguinte: convém que os comprimentos de canaletas com largura nominal inferior ou igual a 12,5 mm tenham, de preferência, somente uma fileira de pequenos furos; convém que os comprimentos de canaletas com largura nominal superior a 12,5 mm e inferior ou igual a 62,5 mm tenham, de preferência, somente uma fileira de furos alternados; convém que os comprimentos de canaletas com largura nominal superior a 62,5 mm tenham, de preferência, duas ou mais fileiras com 25 mm ou 50 mm de distância, posicionadas simetricamente uma da outra a partir da linha de centro da canaleta, constituídas de furos alternados.

Cada ensaio é realizado em uma amostra nova de comprimento de canaleta para cabeamento com comprimento de (250 ± 5) mm. Antes do ensaio, os comprimentos de canaletas para cabeamento não metálicas e compostas são envelhecidos à temperatura declarada, de acordo com a Tabela 3 da Parte 1, com tolerância de ± 2 °C durante (168 ± 4) h continuamente.

A amostra é fixada de forma segura, utilizando arruelas metálicas planas com 10 mm de diâmetro externo e parafusos metálicos apropriados, a um suporte rígido e liso, como uma placa de madeira de compensado de 16 mm de espessura. Se um diâmetro externo de 10 mm for muito grande, uma arruela menor e um parafuso apropriado são utilizados. As fixações são posicionadas ao longo do comprimento da amostra, espaçadas em (200 ± 5) mm.

Na largura da amostra: para uma canaleta com largura inferior a 50 mm, é utilizada uma fixação; para uma canaleta com largura superior ou igual a 50 mm, são utilizadas duas fixações. Se as instruções do fabricante requerem a utilização de dispositivos de retenção dos cabos ou divisórias, estes são instalados de acordo com as instruções do fabricante.

Os dispositivos de retenção dos cabos, se existir, são fixados simetricamente ao longo do comprimento. A amostra é submetida a uma carga uniformemente distribuída de 0,8 g/mm² da área utilizável declarada para os cabos, por metro de comprimento. A carga é distribuída entre os compartimentos proporcionalmente à área declarada utilizável. A carga é constituída de condutores isolados ou cabos de cobre, conforme a classe 5 da Tabela 3 da IEC 60228:2004, ou de condutores isolados flexíveis ou cabos flexíveis de massa similar por metro.

Para permitir a estabilização da amostra, um pré-carregamento de 10% da carga é aplicado e retirado após (300 ± 30) s. O aparelho de medição é então calibrado para zero. Os condutores isolados ou os cabos de seção nominal de 25 mm2 são colocados na amostra de maneira a assegurar aproximadamente 50% da carga. Os condutores isolados ou os cabos de seção nominal de 2,5 mm² são colocados em cima dos cabos de maior seção para atingir a carga total, com tolerância de ± 5 g.

Se as dimensões do compartimento não permitirem o alojamento de um condutor isolado ou cabo de 25 mm², os condutores isolados ou cabos de seção de 2,5 mm² são utilizados. Os comprimentos de canaletas para cabeamento não metálicas e compostas são ensaiados com a temperatura máxima de utilização declarada pelo fabricante, de acordo com a Tabela 3 da Parte 1, com tolerância de ± 2 °C.

As disposições de montagem para os comprimentos de canaletas para o cabeamento são montadas de acordo com a Figura 104 a). Após (120 + 5/0) min da aplicação da carga, com ela ainda aplicada, a deflexão vertical F é medida aproximadamente no meio do comprimento. F não pode exceder a 10% da altura H, com um máximo de 10 mm). As disposições de montagem para os comprimentos de canaletas para cabeamento são classificadas de acordo com 6.101.1. Os comprimentos de canaletas para cabeamento classificados de acordo com 6.101.1 e são instalados de acordo com a Figura 104 b).

Após (120 + 5/0) min da aplicação da carga, com ela ainda aplicada, a deflexão vertical F é medida aproximadamente no meio do comprimento. F não pode exceder 10% da largura W, com um máximo de 10 mm. Os sistemas de canaletas para cabeamento não podem se inflamar ou, se se inflamam, não podem continuar a queimar quando a fonte da ignição for retirada.

Um componente não metálico do sistema ou um componente metálico do sistema revestido de uma pintura ou de qualquer outra substância que possa afetar sua resistência à propagação da chama é para ser considerado um componente composto do sistema e submetido ao ensaiado de maneira apropriada. A conformidade é verificada da seguinte maneira: para os comprimentos de canaletas para cabeamento de material não metálico ou composto, pelo ensaio de chama abaixo; para os outros componentes do sistema de material não metálico ou composto, pelo ensaio de 13.1.1 da Parte 1, a uma temperatura de 650°C.

Os componentes do sistema que já foram ensaiados a 650°C ou 850°C, de acordo com 13.1.1 da Parte 1, não são ensaiados novamente a esta temperatura. O ensaio deve ser realizado de acordo com a NBR IEC 60695-11-5:2006, Seções 1 a 5, 8, 10, 11 e 13 e nas seguintes condições: o ensaio é realizado em dois conjuntos de amostras com (675 ± 10) mm de comprimento.

Se existirem divisórias que sejam parte integrante das amostras, uma divisória deve ser montada no comprimento de canaleta para cabeamento para a realização do ensaio. Outras partes podem ser adicionadas à amostra a pedido do fabricante; o comprimento de canaleta para cabeamento é colocado verticalmente, com sua extremidade inferior a (100 ± 5) mm acima da placa de madeira revestida de papel de seda, em um invólucro metálico retangular com uma face aberta, como mostrado na Figura 4 da Parte 1.

O invólucro metálico retangular é fixado firmemente em um suporte rígido pelos orifícios de fixação da base do comprimento de canaleta para cabeamento, se existirem, de acordo com as instruções do fabricante; o queimador é posicionado sobre as amostras do primeiro conjunto, de maneira que o eixo do queimador forme um ângulo de 45° ± 2° com o eixo horizontal e que a chama seja aplicada centralmente à borda de uma abertura da parede aproximadamente a 200 mm acima da placa de madeira revestida com papel de seda, com a extremidade do tubo do queimador estando a (5 ± 1) mm da amostra; o ensaio é repetido nas amostras do segundo conjunto, mas aplicando o queimador a uma extremidade da tampa, de preferência sobre a borda de entrada com a espessura de parede mais fina ou na borda de uma parede com aberturas laterais, se existir.

FONTE: Equipe Target

Baseado nos documentos visitados

Normas recomendadas para você

Sistemas de canaletas e eletrodutos não circulares para instalações elétricas - Parte 2-4: Requisitos particulares - Colunas e colunetes
NBRIEC61084-2-4 de 02/2022

Sistemas de canaletas e eletrodutos não circulares para instalações elétricas - Parte 2-4: Requisitos particulares - Colunas e colunetes

Cabeamento estruturado para edifícios comerciais
NBR14565 de 09/2019

Cabeamento estruturado para edifícios comerciais

Proteção contra descargas atmosféricas - Parte 1: Princípios gerais
NBR5419-1 de 05/2015

Proteção contra descargas atmosféricas - Parte 1: Princípios gerais

Sistemas de canaletas e eletrodutos não circulares para instalações elétricas - Parte 2-1: Requisitos particulares - Sistemas de canaletas e sistemas de eletrodutos não circulares previstos para serem montados em paredes e tetos
NBRIEC61084-2-1 de 02/2021

Sistemas de canaletas e eletrodutos não circulares para instalações elétricas - Parte 2-1: Requisitos particulares - Sistemas de canaletas e sistemas de eletrodutos não circulares previstos para serem montados em paredes e tetos

Sistemas de canaletas e de eletrodutos não circulares para instalações elétricas - Parte 2-3: Requisitos particulares — Sistemas de canaletas para cabeamento destinados a serem instalados em quadros de distribuição
NBRIEC61084-2-3 de 05/2019

Sistemas de canaletas e de eletrodutos não circulares para instalações elétricas - Parte 2-3: Requisitos particulares — Sistemas de canaletas para cabeamento destinados a serem instalados em quadros de distribuição

Cabos ópticos — Determinação do comprimento de onda de corte
NBR14076 de 05/2017

Cabos ópticos — Determinação do comprimento de onda de corte

Sistemas de canaletas e eletrodutos não circulares para instalações elétricas - Parte 2-2: Requisitos particulares - Sistemas de canaletas e de eletrodutos não circulares previstos para serem montados embaixo do piso, embutidos no piso ou acima do piso
NBRIEC61084-2-2 de 02/2022

Sistemas de canaletas e eletrodutos não circulares para instalações elétricas - Parte 2-2: Requisitos particulares - Sistemas de canaletas e de eletrodutos não circulares previstos para serem montados embaixo do piso, embutidos no piso ou acima do piso

Instalações elétricas de baixa tensão
NBR5410 de 09/2004

Instalações elétricas de baixa tensão

Proteção contra descargas atmosféricas - Parte 3: Danos físicos a estruturas e perigos à vida
NBR5419-3 de 05/2015

Proteção contra descargas atmosféricas - Parte 3: Danos físicos a estruturas e perigos à vida

Cabeamento estruturado industrial
NBR16521 de 10/2016

Cabeamento estruturado industrial

Sistemas de canaletas e eletrodutos não circulares para instalações elétricas - Parte 1: Requisitos gerais
NBRIEC61084-1 de 11/2020

Sistemas de canaletas e eletrodutos não circulares para instalações elétricas - Parte 1: Requisitos gerais

Cabeamento estruturado residencial
NBR16264 de 11/2016

Cabeamento estruturado residencial

Caminhos e espaços para cabeamento estruturado
NBR16415 de 10/2021

Caminhos e espaços para cabeamento estruturado

Proteção contra descargas atmosféricas - Parte 2: Gerenciamento de risco
NBR5419-2 de 05/2015

Proteção contra descargas atmosféricas - Parte 2: Gerenciamento de risco

Proteção contra descargas atmosféricas - Parte 4: Sistemas elétricos e eletrônicos internos na estrutura
NBR5419-4 de 05/2015

Proteção contra descargas atmosféricas - Parte 4: Sistemas elétricos e eletrônicos internos na estrutura

Cabos internos para telecomunicações - Classificação quanto ao comportamento frente à chama
NBR14705 de 04/2010

Cabos internos para telecomunicações - Classificação quanto ao comportamento frente à chama