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A resistência ao deslocamento de um veículo automotor leve

Qual é a equação da força resistiva ao deslocamento do veículo na pista? Qual deve ser o ponto de medição para determinação de f’0 e f’2? Como deve ser feita a correção dos coeficientes f’0, n e f’2, n para as condições-padrão? Como deve ser feito o cálculo do tempo de desaceleração no dinamômetro? Essas perguntas estão sendo respondidas no texto sobre a resistência ao deslocamento de um veículo automotor leve.

05/06/2019 - Equipe Target

NBR 10312 de 05/2019: a determinação da resistência ao deslocamento de um veículo automotor leve

A NBR 10312 de 05/2019 - Veículos rodoviários automotores leves — Determinação da resistência ao deslocamento por desaceleração livre em pista de rolamento e simulação em dinamômetro descreve as condições e procedimentos requeridos para a determinação da resistência ao deslocamento de um veículo automotor leve e simulação em dinamômetro de chassi, a partir da desaceleração livre do veículo em pista de rolamento. Aplica-se aos veículos automotores leves, conforme a NBR 6601.

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Qual é a equação da força resistiva ao deslocamento do veículo na pista?

Qual deve ser o ponto de medição para determinação de f’0 e f’2?

Como deve ser feita a correção dos coeficientes f’0, n e f’2, n para as condições-padrão?

Como deve ser feito o cálculo do tempo de desaceleração no dinamômetro?

Os coeficientes A, B e C são os de ajuste do dinamômetro elétrico, os quais comandam a simulação das cargas de pista realizadas por esse dinamômetro. Os coeficientes são expressos em newtons (N), newtons por metro por segundo (N/(m/s)) e newtons por metro por segundo ao quadrado (N/(m/s)²) ou newtons (N), newtons por quilômetro por hora (N/(km/h)) e newtons por quilômetro por hora ao quadrado (N/(km/h)²), respectivamente. A aparelhagem de medição utilizada no ensaio deve permitir medições com as exatidões especificadas na tabela abaixo.

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O dinamômetro de chassi, bem como sua operação, calibração e verificação, utilizado na simulação da resistência ao rolamento, deve ser conforme especificado na NBR 6601. A pista para os ensaios deve ser reta, plana, isenta de irregularidades, limpa e seca. No trecho de medição, o desnível do final da pista de rolamento com relação ao início não pode exceder ± 1,5%, com variações ao longo da pista de até ± 0,5 %. O comprimento da pista de rolamento deve ser suficiente para permitir as medições especificadas.

Para a realização dos ensaios na pista de rolamento, as condições atmosféricas devem ser as especificadas. A temperatura ambiente, a pressão barométrica e a velocidade do vento devem ser registradas em cada desaceleração. O componente longitudinal não pode apresentar média superior a 3,0 m/s e picos superiores a 5,0 m/s.

O componente transversal à pista não pode ser superior a 2 m/s. A velocidade do vento deve ser medida a uma altura aproximada de 0,70 m da pista de rolamento. A temperatura ambiente deve estar compreendida entre 5 °C e 35 °C, à sombra. A pressão atmosférica deve estar compreendida entre 91 kPa e 104 kPa (680 mmHg e 780 mmHg).

As condições-padrão de pressão e temperatura para correção dos resultados são: a) temperatura ambiente: 293,15 K (20 °C); pressão atmosférica: 101,325 kPa (760 mmHg). O veículo para ensaio deve ter pneus amaciados de forma que a profundidade dos sulcos se apresente entre 90% e 50% da profundidade dos pneus sem uso. O veículo deve estar de acordo com as especificações recomendadas pelo fabricante, para uso normal.

Este método se aplica para medições abaixo de 115 km/h. Para melhor estabilização no ensaio, recomenda-se que o veículo seja amaciado com o mínimo de 3.000 km rodados. Para o ensaio de desaceleração na pista de rolamento, na preparação do veículo, determinar a massa do veículo para ensaio definida como a massa do veículo em ordem de marcha, acrescida de 136 kg3.1. As massas do condutor, do operador (se necessário) e dos instrumentos de medição devem estar incluídas no acréscimo de 136 kg.

Caso a soma destas massas não atinja os 136 kg, adicionar lastro para a realização do ensaio de pista. Verificar se o veículo atende às especificações do fabricante quanto ao seguinte: pneus: tipo (asfalto, fora de estrada, misto, etc.), dimensões e pressão; rodas: dimensões e presença de calotas; apêndices aerodinâmicos.

Recomenda-se verificar o balanceamento das rodas, regulagem da suspensão, alinhamento de direção, regulagem dos freios e manutenções preventivas. Durante os ensaios, o veículo deve estar limpo e com as janelas fechadas. As entradas de ar externas para ventilação devem estar fechadas, e o ar-condicionado do compartimento dos passageiros, faróis escamoteáveis, etc. devem estar desligados ou inoperantes (permite-se a circulação interna do ar de ventilação). Acessórios externos opcionais devem ser retirados ou indicados no relatório.

O veículo para ensaio deve ser aquecido conforme recomendação do fabricante. Na ausência dessa recomendação, o veículo deve ser aquecido rodando por pelo menos 30 min. Antes do início do ensaio, o volante da direção deve ser girado pelo menos uma vez, de batente a batente. Se durante o ensaio houver necessidade de acionamento dos freios, recomenda-se que seja repetido o procedimento de antes do início do ensaio, o volante da direção deve ser girado pelo menos uma vez, de batente a batente.

Durante o ensaio, o veículo não pode alterar sua trajetória (mudar de faixa de rolamento). As medições devem ser efetuadas em uma mesma direção e sentidos opostos. As desacelerações devem ser executadas com a alavanca de mudança de marchas na posição neutra e com o pedal de embreagem (quando existente) não acionado. A determinação dos coeficientes da força resistiva ao deslocamento do veículo em pista pode ser efetuada por dois procedimentos.

Serão adotadas a nomenclatura f’0 e f’2 para os coeficientes de força sem a correção para as condições-padrão de temperatura e pressão e a nomenclatura f0 e f2 para os coeficientes de força com a correção para as condições-padrão de temperatura e pressão. Para a determinação dos coeficientes f’0 e f’2 a partir da curva de desaceleração do veículo, acelerar o veículo a uma velocidade inicial igual ou superior a 105 km/h (29,17 m/s) e iniciar a desaceleração livre do veículo. Quando o veículo atingir a velocidade igual ou superior a 100 km/h (27,78 m/s), iniciar as medições de tempo em intervalos iguais de velocidade (ΔV) de 10 km/h (2,78 m/s) no máximo, até que o veículo atinja uma velocidade igual ou inferior a 30 km/h (8,33 m/s).

Devem ser efetuados pelo menos cinco ensaios em cada sentido da pista de rolamento. No relatório de ensaio em pista, devem constar pelo menos as seguintes informações: identificação do ensaio; data e local do ensaio; identificação do veículo ensaiado; modelo do veículo ensaiado; tipo de transmissão do veículo; pneus (tipo e dimensão) e pressão utilizados; massa do veículo para ensaio ou a massa do veículo em ordem de marcha + massa dos executantes + massa dos equipamentos + lastro (quando aplicável) utilizados no interior do veículo; inércia equivalente, conforme a NBR 6601; temperatura ambiente e pressão barométrica em cada corrida de desaceleração; tabela contendo os intervalos de velocidades e seus respectivos tempos de desaceleração em cada corrida; coeficientes da equação de força calculados e corrigidos pela temperatura ambiente e pressão barométrica para cada corrida de desaceleração; valores médios dos coeficientes corrigidos f0 e f2; identificação dos executantes e responsável pelo ensaio.

No relatório de ensaio em dinamômetro, devem constar pelo menos as seguintes informações: identificação do ensaio; identificação do laboratório; data e local do ensaio; identificação do dinamômetro utilizado; identificação do veículo ensaiado; modelo do veículo ensaiado; pneus e pressão utilizados; tipo de transmissão do veículo; inércia equivalente utilizada; coeficientes de pista f0 e f2 utilizados para reprodução e o fator para simulação do ar-condicionado; tabela contendo os intervalos de velocidades e seus respectivos tempos de desaceleração obtidos ao final da adaptação; para dinamômetro hidráulico, a potência resistiva do rolo (PRR80), medida à velocidade de 80,5 km/h (22,36 m/s); e identificação dos executantes e do responsável pelo ensaio.

FONTE: Equipe Target

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