Text page

Os conjuntos de manobra em canteiro de obras

Como deve ser feita a verificação da resistência à corrosão em uma atmosfera altamente poluída? Quais os resultados a serem obtidos no ensaio de impacto? Quais os valores de carga presumida? Qual a lista de verificações de projeto a serem realizadas? Quais os itens sujeitos a acordo entre o montador e o usuário? Essas dúvidas estão sendo dirimidas no texto sobre os conjuntos de manobra em canteiro de obras.

10/04/2019 - Equipe Target

NBR IEC 61439-4 de 03/2019: os requisitos dos conjuntos de manobra em canteiro de obras

A NBR IEC 61439-4 de 03/2019 - Conjuntos de manobra e comando de baixa tensão - Parte 4: Requisitos particulares para conjuntos para canteiro de obras (CCO) define os requisitos particulares do CCO. Os CONJUNTOS onde a tensão nominal não excede 1 000 V em corrente alternada ou 1 500 V em corrente contínua. Os CONJUNTOS onde os valores nominais das tensões primárias e secundárias dos transformadores incorporados nos conjuntos para canteiro de obras (CCO) estão nos limites especificados acima

Os CONJUNTOS destinados para a utilização em canteiros de obra, abrigado e ao tempo, ou seja, locais de trabalho temporários que não são normalmente acessíveis ao público e onde são realizados trabalhos de construção, instalação, conserto, modificação ou de demolição de imóveis (edificações) ou de engenharia civil (obras públicas) ou de escavações ou qualquer outro trabalho similar e o CONJUNTO do tipo transportável (semifixo) ou móvel com invólucro.

Nesta norma, a abreviatura CCO (conjunto de canteiros de obras) refere-se a um conjunto de manobra de baixa tensão destinado a ser utilizado e m construções ou locais similares. A fabricação e/ou montagem podem ser realizados por um montador que não seja o fabricante original.

Esta norma não se aplica aos dispositivos individuais e aos componentes independentes, como chaves de partidas de motores, fusíveis-interruptores, equipamentos eletrônicos etc. que estão de acordo com as normas de produto específicas. Não se aplica aos CONJUNTOS destinados a serem utilizados nos locais de serviço de canteiros de obras (escritórios, vestiários, salas de reuniões, cantinas, restaurantes, dormitórios, banheiros etc.). Os requisitos de proteção elétrica fornecidos pelo equipamento fabricado de acordo com esta norma são indicados na IEC 60364-7-704.

Acesse algumas questões relacionadas a essa norma GRATUITAMENTE no Target Genius Respostas Diretas:

Como deve ser feita a verificação da resistência à corrosão em uma atmosfera altamente poluída?

Quais os resultados a serem obtidos no ensaio de impacto?

Quais os valores de carga presumida?

Qual a lista de verificações de projeto a serem realizadas?

Quais os itens sujeitos a acordo entre o montador e o usuário?

O montador do CONJUNTO deve fornecer cada CCO com uma ou mais etiquetas, marcadas de forma durável e dispostas em um local que lhes permita estar visíveis e legíveis quando o CCO estiver instalado e em funcionamento. A conformidade é verificada de acordo com o ensaio de 10.2.7 e por inspeção.

As seguintes informações relativas ao CCO devem ser fornecidas na etiqueta ou nas etiquetas de designação: o nome do montador do CONJUNTO ou seu nome comercial (ver 3.10.2); a designação do tipo ou um número de identificação, ou qualquer outro meio de identificação, permitindo obter do montador do CONJUNTO as informações apropriadas; os meios de identificação da data de fabricação; a NBR IEC 61439-4; a natureza da corrente (e a frequência em caso de corrente alternada); a tensão nominal (Un) (do CCO) (ver 5.2.1); a corrente nominal do CCO (InA) (ver 5.3.1); o grau de proteção (ver 8.2); a massa, se esta exceder 30 kg.

Se o nome ou a marca comercial do montador for indicada no CCO, não é necessário indicar na etiqueta de identificação. As informações adicionais seguintes, quando aplicáveis, devem ser fornecidas na documentação técnica do montador do CONJUNTO, entregue com o CCO: a tensão nominal de utilização (Ue) (de um circuito) (ver 5.2.2); a tensão nominal de impulso suportável (Uimp) (ver 5.2.4); a tensão nominal de isolamento (Ui) (ver 5.2.3); a corrente nominal de cada circuito (Inc) (ver 5.3.2); o valor de pico da corrente nominal admissível (Ipk) (ver 5.3.4); a corrente nominal de curta duração admissível (Icw) com sua duração (ver 5.3.4); a corrente nominal de curto-circuito condicional (Icc) (ver 5.3.5); a frequência nominal (fn) (ver 5.5); o (s) fator (es) de diversidade nominal(is) (RDF) (ver 5.4); as funções (ver 3.101); todas as informações necessárias relativas a outras classificações e características declaradas (ver 5.6); a resistência aos curtos-circuitos e as características do(s) dispositivo(s) de proteção contra os curtos-circuitos (ver 9.3.2); todas as dimensões externas (incluindo projeções, por exemplo, manoplas, tampas, portas).

Convém que o montador de um CCO especifique, em sua documentação técnica fornecida com o CCO os outros tipos de conjuntos que podem ser conectados a ele. Convém que esta documentação indique se a compatibilidade é baseada no tipo de aterramento do sistema empregado e/ou na necessidade de coordenação da proteção elétrica na instalação completa.

Convém que o montador forneça a documentação apropriada com o objetivo de manter as medidas de proteção e a coordenação dos dispositivos de proteção na instalação completa. Todo o equipamento deve ser colocado dentro de um invólucro equipado com seus painéis removíveis, placas de recobrimento ou portas que possam ser requeridos para a conexão ou manutenção, com possibilidade de exceção para os itens mencionados em 8.101, desde que eles resistam às condições de serviço da Seção 7 e aos requisitos de 8.1.2 e 8.1.6.

A proteção contra a corrosão deve ser assegurada pela utilização de materiais adequados ou por revestimentos de proteção na superfície exposta, levando em consideração as condições normais de serviço (ver 7.1) e/ou as condições especiais de serviço (ver 7.2). A conformidade com este requisito é verificada pelo ensaio de 10.2.2.

O grau de proteção para uma superfície de serviço dentro de uma porta não pode ser inferior a IP 21, desde que a porta possa ser fechada em todas as condições de utilização. Quando a porta não puder ser fechada, o grau de proteção da superfície de serviço deve ser de pelo menos IP 44. Salvo especificação contrária, o grau de proteção indicado pelo fabricante original aplica-se ao CCO completo, quando ele é instalado de acordo com as instruções do fabricante original.

As tomadas de corrente que não são protegidas pelo invólucro do CCO devem ter um grau de proteção pelo menos igual a IP 44, quando o plugue for removido ou quando for totalmente inserido. Quando o CCO não possuir a mesma classificação IP em todo o conjunto, o fabricante original deve declarar na sua documentação técnica fornecida com o CCO a classificação IP de cada uma das partes separadas. Exemplo: IP 44, superfície de serviço IP 21.

Nenhum código IP pode ser declarado a menos que as verificações apropriadas tenham sido realizadas de acordo com 10.3.

Para o ensaio de impacto, o CCO completo (com todos os componentes montados no interior e montado em suportes e dispositivos de fixação adequados (ver 8.101) se estes fizerem parte do CCO) deve ser submetido a uma série de impactos de 6 J aplicados ao invólucro (não aos componentes dentro dele) (ver 8.1.6). O equipamento a ser ensaiado deve ser fixado em um suporte de rigidez adequada para limitar o movimento do CCO a 0,1 mm sob o efeito do impacto especificado.

Três impactos sucessivos devem ser aplicados em cada superfície do CCO em ensaio por meio de: uma esfera sólida de aço polido de aproximadamente 50 mm de diâmetro e com massa de (500 ± 25) g, que deve cair livremente de uma altura vertical de 1,2 m, partindo do repouso, sobre a superfície do invólucro mantida em um plano horizontal. A dureza da esfera não pode ser inferior a 50 HR nem superior a 58 HR, ou uma esfera de aço similar deve ser suspensa por um cabo e balançar como um pêndulo para aplicar um impacto horizontal, caindo por uma distância vertical de 1,2 m.

A figura abaixo mostra a configuração do ensaio. O ensaio do pêndulo pode também ser realizado para submeter ao ensaio as superfícies inclinadas. Entretanto, esta posição de ensaio não é conveniente, a superfície a ser submetida ao ensaio será colocada no plano horizontal, girando a unidade sobre o suporte de maneira que permita realizar o ensaio.

Antes de cada ensaio, uma inspeção da superfície da esfera deve ser realizada para assegurar que esteja livre de rebarbas e defeitos. A disposição do ensaio deve ser de maneira que os impactos sejam aplicados nas posições onde as fragilidades são mais prováveis de serem reveladas. Um total de 18 impactos deve ser aplicado ao CCO.

O ensaio não é aplicável aos componentes como tomadas de corrente, alavancas de manobra, indicadores luminosos, botões de pressão, elementos de comando etc. quando estes componentes são montados em recessos em relação às superfícies principais, de modo que a distância entre as partes mais expostas destes componentes e as referidas superfícies devem ser de pelo menos 1 cm.

Clique na imagem acima para uma melhor visualização

Após o ensaio, o invólucro deve continuar a fornecer os graus de proteção especificados em 8.2.2; quaisquer deformações ou alterações do invólucro e dos componentes não podem prejudicar o bom funcionamento do CCO nem diminuir as distâncias de escoamento e as distâncias de isolamento no ar abaixo dos valores especificados; os elementos de comando, as alavancas, etc. devem ainda estar em ordem de funcionamento. As alterações ou a deformação das partes plásticas que podem retornar à posição correta por ação simples (como abrir e fechar a tampa) não são consideradas prejudiciais para o bom funcionamento do CCO. Danos superficiais, remoções da pintura, pequenos entalhes, fissuras não visíveis com a visão normal ou corrigida sem ampliação, assim como as fissuras de superfície não podem constituir em falha no ensaio.

FONTE: Equipe Target

Baseado nos documentos visitados

Normas recomendadas para você

Dispositivos de manobra e controle de baixa tensão - Parte 7-1: Equipamentos auxiliares — Blocos de conexão para condutores de cobre
NBRIEC60947-7-1 de 02/2014

Dispositivos de manobra e controle de baixa tensão - Parte 7-1: Equipamentos auxiliares — Blocos de conexão para condutores de cobre

Invólucros vazios destinados a conjunto de manobra e controle de baixa tensão — Requisitos gerais
NBRIEC62208 de 10/2013

Invólucros vazios destinados a conjunto de manobra e controle de baixa tensão — Requisitos gerais

Conjuntos de manobra e comando de baixa tensão - Parte 0: Diretrizes para especificação dos conjuntos
ABNT IEC/TR61439-0 de 10/2017

Conjuntos de manobra e comando de baixa tensão - Parte 0: Diretrizes para especificação dos conjuntos

Dispositivo de manobra e comando de baixa tensão - Parte 4-1: Contatores e chaves de partidas de motores - Contatores e chaves de partidas de motores eletromecânicos
NBRIEC60947-4-1 de 02/2018

Dispositivo de manobra e comando de baixa tensão - Parte 4-1: Contatores e chaves de partidas de motores - Contatores e chaves de partidas de motores eletromecânicos

Equipamentos de alta-tensão - Parte 102: Seccionadores e chaves de aterramento
NBRIEC62271-102 de 12/2006

Equipamentos de alta-tensão - Parte 102: Seccionadores e chaves de aterramento

Conjuntos de manobra e comando de baixa tensão - Parte 3: Quadro de distribuição destinado a ser utilizado por pessoas comuns (DBO)
NBRIEC61439-3 de 12/2017

Conjuntos de manobra e comando de baixa tensão - Parte 3: Quadro de distribuição destinado a ser utilizado por pessoas comuns (DBO)

Dispositivos de manobra e comando de baixa tensão - Parte 5-1: Dispositivos e elementos de comutação para circuitos de comando — Dispositivos eletromecânicos para circuito de comando
NBRIEC60947-5-1 de 10/2020

Dispositivos de manobra e comando de baixa tensão - Parte 5-1: Dispositivos e elementos de comutação para circuitos de comando — Dispositivos eletromecânicos para circuito de comando

Elevadores de canteiros de obras para pessoas e materiais com cabina guiada verticalmente — Requisitos de segurança para construção e instalação
NBR16200 de 11/2020

Elevadores de canteiros de obras para pessoas e materiais com cabina guiada verticalmente — Requisitos de segurança para construção e instalação

Conjuntos de manobra e comando de baixa tensão - Parte 2: Conjuntos de manobra e comando de potência
NBRIEC61439-2 de 12/2016

Conjuntos de manobra e comando de baixa tensão - Parte 2: Conjuntos de manobra e comando de potência

Áreas de vivência em canteiros de obras - Procedimento
NBR12284 de 09/1991

Áreas de vivência em canteiros de obras - Procedimento

Dispositivos de manobra e controle de baixa tensão - Parte 3: Interruptores, seccionadores, interruptores-seccionadores e unidades combinadas com fusíveis
NBRIEC60947-3 de 02/2014

Dispositivos de manobra e controle de baixa tensão - Parte 3: Interruptores, seccionadores, interruptores-seccionadores e unidades combinadas com fusíveis

Dispositivo de manobra e comando de baixa tensão - Parte 1: Regras gerais
NBRIEC60947-1 de 06/2013

Dispositivo de manobra e comando de baixa tensão - Parte 1: Regras gerais

Conjuntos de manobra e comando de baixa tensão - Parte 1: Regras gerais
NBRIEC61439-1 de 12/2016

Conjuntos de manobra e comando de baixa tensão - Parte 1: Regras gerais

Conjuntos de manobra e comando de baixa tensão - Parte 6: Sistemas de linhas elétricas pré-fabricadas
NBRIEC61439-6 de 10/2018

Conjuntos de manobra e comando de baixa tensão - Parte 6: Sistemas de linhas elétricas pré-fabricadas

Dispositivos de manobra e controle de baixa tensão - Parte 7-2: Dispositivos auxiliares — Blocos de conexão para condutor de proteção para condutores em cobre
NBRIEC60947-7-2 de 02/2014

Dispositivos de manobra e controle de baixa tensão - Parte 7-2: Dispositivos auxiliares — Blocos de conexão para condutor de proteção para condutores em cobre

Dispositivos de manobra e controle de baixa tensão - Parte 6-1: Equipamentos com funções múltiplas - Equipamentos de comutação de transferência
NBRIEC60947-6-1 de 03/2015

Dispositivos de manobra e controle de baixa tensão - Parte 6-1: Equipamentos com funções múltiplas - Equipamentos de comutação de transferência

Dispositivos de manobra e controle de baixa tensão - Parte 5-5: Dispositivos e elementos de comutação para circuitos de comando - Dispositivos de parada de emergência elétrico com travamento mecânico
NBRIEC60947-5-5 de 09/2014

Dispositivos de manobra e controle de baixa tensão - Parte 5-5: Dispositivos e elementos de comutação para circuitos de comando - Dispositivos de parada de emergência elétrico com travamento mecânico

Dispositivos de manobra e comando de baixa tensão - Parte 4-2: Contatores e partida de motores - Controladores de partida de motores c.a. a semicondutores
NBRIEC60947-4-2 de 03/2011

Dispositivos de manobra e comando de baixa tensão - Parte 4-2: Contatores e partida de motores - Controladores de partida de motores c.a. a semicondutores

Dispositivo de manobra e comando de baixa tensão - Parte 2: Disjuntores
NBRIEC60947-2 de 11/2013

Dispositivo de manobra e comando de baixa tensão - Parte 2: Disjuntores

Conjuntos de manobra e comando de baixa tensão - Parte 4: Requisitos particulares para conjuntos para canteiro de obras (CCO)
NBRIEC61439-4 de 03/2019

Conjuntos de manobra e comando de baixa tensão - Parte 4: Requisitos particulares para conjuntos para canteiro de obras (CCO)

Conjunto de manobra e controle de alta-tensão - Parte 200: Conjunto de manobra e controle de alta-tensão em invólucro metálico para tensões acima de 1 kV até e inclusive 52 kV
NBRIEC62271-200 de 03/2007

Conjunto de manobra e controle de alta-tensão - Parte 200: Conjunto de manobra e controle de alta-tensão em invólucro metálico para tensões acima de 1 kV até e inclusive 52 kV