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As conexões de cobre e ligas de cobre

Qual é o diâmetro interno de bolsas e externo de pontas lisas? Quais são os comprimentos mínimos das bolsas e pontas lisas? Qual deve ser a área mínima de passagem? Quais devem ser os tipos de inspeção? Quais são as pressões máximas de serviço? Essas dúvidas estão sendo mostradas no texto sobre os requisitos das conexões de tubos de cobre por soldagem.

13/03/2019 - Equipe Target

NBR 11720 de 05/2010: os requisitos das conexões de tubos de cobre por soldagem

Confirmada a sua edição depois de reanalisado o seu texto, a NBR 11720 de 05/2010 - Conexões para união de tubos de cobre por soldagem ou brasagem capilar — Requisitos especifica os requisitos para as conexões de cobre e ligas de cobre usadas na união, por soldagem ou brasagem capilar, de tubos de cobre sem costura. Também se aplica às conexões que permitem unir os tubos de cobre a tubos ou peças roscadas.

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Qual é o diâmetro interno de bolsas e externo de pontas lisas?

Quais são os comprimentos mínimos das bolsas e pontas lisas?

Qual deve ser a área mínima de passagem?

Quais devem ser os tipos de inspeção?

Quais são as pressões máximas de serviço?

As conexões devem ser fabricadas com o tipo de cobre indicado na tabela abaixo. As conexões devem ser produzidas por processo de conformação a quente (forjadas), conformação a frio (estampadas), fundidas ou usinadas, e devem utilizar as ligas conforme tabela abaixo.

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As conexões devem ser fornecidas em peças unitárias. As conexões devem ser limpas e isentas de cavidades, fendas, rebarbas e porosidade. A superfície interna deve ser suficientemente lisa, para não oferecer resistência excessiva ao fluxo do fluido.

As conexões, quando possuírem limitador, devem ser conforme uma das configurações a seguir: limitador usinado/formado; limitador rolado; limitador ponto. Recomenda-se que no armazenamento e estocagem das conexões sejam tomados os seguintes cuidados: estocar as conexões em locais limpos e secos; não deixar as conexões em contato direto com o solo; não deixar as conexões de cobre e ligas de cobre em contato com materiais de aço ou ferro; não deixar que as conexões entrem em contato com produtos químicos e fiquem expostas num mesmo local que tais materiais; evitar choques mecânicos das conexões que possam ovalizá-las ou amassá-las.

As dimensões das bolsas e pontas roscadas, bem como a forma da rosca, devem estar de acordo com a NBR NM ISO 7-1 para roscas do tipo BSP (rosca externa sempre cônica e rosca interna cônica ou paralela). Em ensaios de rotina é permitida a utilização de calibradores-tampão para bolsas roscadas e calibradores anelares para pontas roscadas conforme ISO 7-2.

Devem estar de acordo com a ISO 228-1 para roscas do tipo BSP (roscas externa e interna sempre paralelas) e em ensaios de rotina é permitida a utilização de calibradores-tampão para bolsas roscadas e calibradores anelares para pontas roscadas conforme ISO 228-2. Devem estar conforme a NBR 12912 para roscas do tipo NPT (roscas externa e interna sempre cônicas).

Em ensaios de rotina é permitida a utilização de calibradores-tampão para bolsas roscadas e calibradores anelares para pontas roscadas conforme ANSI/ASME B1.20.1. O ensaio para determinação das dimensões de bolsas e pontas roscadas das conexões deve ser realizado de acordo com a NBR 15757.

Para o alinhamento, os eixos de bolsas e pontas devem coincidir com os eixos teóricos da conexão, com tolerância de ± 2°. O ensaio para determinação do alinhamento de terminais das conexões deve ser realizado de acordo com a NBR 15757. Devem ser analisados fatores como tipo de fluido a ser conduzido, condições específicas da instalação a ser realizada e condições de utilização para a escolha dos tipos de conexões.

As conexões submetidas ao ensaio de estanqueidade não devem apresentar vazamento, quando ensaiadas à pressão hidrostática interna mínima de 1,5 vez a máxima pressão de serviço conforme a NBR 15757. As conexões fundidas (ligas C83600, C84400, C85400, C85700) devem ser submetidas a ensaios de pressão hidrostática ou pneumática para verificação de integridade após fabricação conforme a NBR 15757 e não devem apresentar vazamento.

No caso de ensaio de pressão pneumática, as conexões devem ser submetidas a uma pressão interna mínima de 0,5 MPa e ser imersas integralmente em água, sem apresentar vazamentos. No caso de ensaio de pressão hidrostática, as conexões devem ser submetidas a uma pressão interna mínima de 1,5 vez a máxima pressão de trabalho, à temperatura ambiente, sem apresentar vazamentos.

Para a resistência à deszincificação, as conexões que são fabricadas com ligas que possuam mais que 10 % de zinco e que são suscetíveis ao processo de deszincificação devem atender aos requisitos de resistência à deszincificação quando ensaiadas conforme a ISO 6509. A profundidade de deszincificação, em qualquer direção, deve ser no máximo 0,4 mm (ver Anexo B).

As conexões que são fabricadas com ligas de cobre devem ser resistentes à corrosão sob tensão e não apresentar fissuras quando ensaiadas conforme a ISO 6957, usando-se uma solução para realização de ensaio com pH 9,5. A ISO 6509 especifica um método para a determinação da profundidade máxima da deszincificação das conexões que são fabricadas com ligas que possuam mais de 10 % de zinco.

De acordo com o requisito apresentado na ISO 6509, 7.5.3, o procedimento descrito estabelece o método para determinação da profundidade da deszincificação, a fim de verificar a resistência à deszincificação. O princípio do método, os reagentes, materiais, instrumentos requeridos e o processo de seleção e a preparação das amostras para o ensaio, devem estar de acordo com a ISO 6509.

Para o procedimento, ajustar a ampliação do microscópio para observar a profundidade da deszincificação e utilizar a mesma ampliação para todas as medições. Examinar todo comprimento da seção para avaliação. Para garantir a melhor exatidão da medida, deve ser observado o maior número de áreas em contato com a máxima ampliação possível.

Recomenda-se que o pedido de compra contenha as seguintes informações: diâmetro nominal da conexão; material da conexão (liga); tipo da conexão (ver anexo D); quantidade desejada por diâmetro nominal, em peças; e o número desta norma.

FONTE: Equipe Target

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