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As funcionalidades dos dispositivos de recepção de televisão digital

Quais são as abreviaturas usadas nessa norma? Como deve ser feito o processamento de sinal no front-end para one-seg? Quais são as funcionalidades dos receptores com mecanismos para interatividade? Qual deve ser a designação dos valores de component_tag? Quais as especificações para a saída de supervídeo? Essas dúvidas estão sendo dirimidas no texto sobre as funcionalidades dos dispositivos de recepção de televisão digital.

07/11/2018 - Equipe Target

NBR 15604 de 10/2018: os receptores de televisão digital

A NBR 15604 de 10/2018 - Televisão digital terrestre - Receptores especifica o conjunto de funcionalidades essenciais requeridas dos dispositivos de recepção de televisão digital de 13 segmentos (full-seg), assim como os de um segmento (one-seg), destinados a receber sinais na modalidade fixa, móvel e portátil.

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Quais são as abreviaturas usadas nessa norma?

Como deve ser feito o processamento de sinal no front-end para one-seg?

Quais são as funcionalidades dos receptores com mecanismos para interatividade?

Qual deve ser a designação dos valores de component_tag?

Quais as especificações para a saída de supervídeo?

A configuração básica do receptor deve estar de acordo com a figura abaixo e deve ser composta pelas seguintes unidades: antena de recepção terrestre; IRD; cabo de conexão entre a antena e o receptor.

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Na recepção fixa, são pelo menos dois os possíveis modelos de aparelhos com diferentes requisitos obrigatórios, em especial no que trata da saída de áudio e vídeo, assim como do divisor de antena. Por esta razão a configuração básica de um IRD deve ser dividida em conversor digital (STB) e receptor integrado.

As condições de segurança dos aparelhos que precisam ser ligados a um sistema elétrico de alimentação não superior a 433 V trifásico ou 250 V nos outros casos devem estar de acordo com a NBR 5176, visando assegurar aos seus usuários proteção contra choques elétricos, efeitos de temperatura excessiva, efeitos de radiações ionizantes, efeitos de uma implosão, incêndio e instabilidade mecânica e de partes móveis.

Os ensaios devem ser efetuados sobre um número de amostras representativas do produto, de forma a assegurar que o produto pode ser considerado apto a fabricação. Os ensaios devem ser realizados sob condições de uso normal de operação em temperatura ambiente na faixa de 15 °C a 45 °C e umidade de 45 % a 90 %, sem o impedimento da ventilação natural e com tensões entre 0,9 a 1,1 vez à nominal.

Os critérios para os ensaios de falha devem atender no mínimo às seguintes condições: curto-circuito através de vários mecanismos e caminhos distintos; interrupção da ventilação forçada; afrouxamento de ¼ de volta em parafusos usados para fixar tampas em partes vivas. Nenhuma parte do aparelho que possa ser acessado pelo usuário deve atingir temperatura que cause agressão física. O controle é feito pela medida da temperatura em condições normais de operação após ter atingido o regime estacionário, que em geral é assumido após 4 h de operação.

Da mesma forma, os materiais isolantes devem ser resistentes ao calor, caso suas peças isoladas sejam percorridas por correntes maiores que 0,5 A. Para evitar riscos de choques elétricos sob condições normais de operação, as partes acessíveis e os terminais para terra e antena não devem ser vivos. Furos de ventilação ou outros furos devem ser protegidos de tal modo que um corpo estranho introduzido dentro do aparelho não faça contato com qualquer área viva.

A comutação manual da tensão não deve envolver riscos de choque elétrico. A proteção contra choques elétricos deve persistir mesmo que o aparelho esteja funcionando em condição de falha. Quando o aparelho estiver funcionando sob condições de falha, nenhuma parte deve atingir temperaturas elevadas e ou liberar gases inflamáveis em níveis que exponham o aparelho em riscos de incêndio ou nas circunvizinhanças.

O aparelho deve ter resistência mecânica adequada e ser construído de modo a suportar manuseio esperado em uso normal. O aparelho deve suportar e operar normalmente em calor ambiente definido para climas temperados com temperaturas iguais ou superiores a 40 °C, e climas tropicais com temperaturas iguais ou superiores a 50 °C. A temperatura mínima recomendada é de pelo menos 15 °C. A duração dos ensaios deve ser de 4 h.

Recomenda-se que receptores do tipo móvel e portátil suportem ambientes onde as temperaturas estão presentes na escala de 0 °C até 60 °C. Os receptores que são conectados à rede elétrica devem ser comercializados de acordo com a NBR 14136. Todos os plugues de até 20 A/250 V devem ter dimensões padronizadas e possuir três terminais onde o terminal central deve ser referente ao condutor de equipotencialização desalinhado em relação aos demais.

O aparelho receptor de qualquer tipo deve ser identificado com no mínimo as seguintes informações: nome do fabricante, modelo do receptor e outras exigências da lei; sistema elétrico de alimentação (CA, CC, tensão e frequência); consumo de potência; marcação dos dispositivos terminais com símbolos próprios. A antena para recepção de sinais de televisão digital terrestre deve obrigatoriamente atender no mínimo às seguintes especificações: a antena deve possibilitar a recepção de sinais de televisão digital terrestre que estejam compreendidos entre os canais de VHF de 07 a 13 e os canais de UHF de 14 a 69, para os receptores do tipo fixo e móvel (full-seg) e pelo menos os canais compreendidos na banda de UHF entre os canais 14 a 69 para os receptores do tipo portátil (one-seg); opcionalmente, a antena pode possibilitar a recepção dos sinais de televisão analógica que estejam compreendidos entre os canais na faixa de VHF de 02 a 13 e UHF de 14 a 62; a polarização da antena pode ser tanto vertical como horizontal; o ganho da antena não é especificado, por depender fortemente das condições de recepção, entretanto é recomendado que quando houver antena externa instalada o ganho seja no mínimo equivalente ao especificado pelo tipo yagi de 14 elementos (7 dB – UHF canal 14); a diretividade da antena não é especificada por depender fortemente das condições de recepção, entretanto é recomendado que quando houver antena externa permanentemente instalada, a instalação atenda no mínimo às especificações de diretividade da ITU Recommendation BT.419-3.

A unidade receptora do tipo integrado com monitor deve disponibilizar pelo menos um terminal para entrada de antena com impedância de entrada 75 Ω, tipo F, desbalanceado. É recomendado que a unidade de sintonia dos receptores de 13 segmentos, assim como a de um segmento, locado na parte central dos 13 segmentos, satisfaça as seguintes especificações: nível mínimo de entrada do sinal de antena de - 77 dBm ou inferior, conforme C.1; nível de sinal igual ou superior a - 20 dBm; nível reduzido pelo fator equivalente ao da largura de banda (- 11 dB), quando o nível de entrada no receptor one-seg é medido em termos de potência elétrica por segmento.

Os parâmetros de transmissão empregados para obtenção das medidas apresentadas devem ser: modo 3 intervalo de guarda de 1/8, sem time interleaving, modulação de 64 QAM e codificação interna de 3/4. O método de medição é demonstrado no Anexo C. Para os receptores one-seg, uma melhora de desempenho para interferências de co-canal pode ser esperada, considerando que o segmento central está alocado separadamente das portadoras de áudio e vídeo do sinal da televisão analógica.

Além disso, nas interferências de canais adjacentes, uma melhora de desempenho pode também ser esperada devido à separação da localização das frequências. A frequência central da FI deve ser de 44 MHz, sendo facultado a conversão direta em banda base. A frequência do oscilador local deve estar alocada na banda superior à frequência recebida. É desejável que os receptores de televisão digital terrestre, especialmente os do tipo integrado com monitor, em princípio disponham simultaneamente das funções de recepção de sinais de televisão analógica e digital.

É assumido que um período de aproximadamente dez anos será demandado para a completa transição das transmissões da televisão analógica para digital, assim como a substituição de todo o parque instalado de televisores analógicos, em todo o território nacional. A apresentação dos conteúdos transmitidos para os receptores one-seg, nos dispositivos de recepção full-seg, simultaneamente ou não, depende da arquitetura do receptor. A especificação desta funcionalidade é, portanto, facultada ao fabricante.

O IRD deve obrigatoriamente disponibilizar filtros de seção para suportar os quatro seguintes tipos de formatos de seção para os dados estipulados na ISO/IEC 13818-1: cada seção composta de um pacote TS; múltiplas seções de um pacote TS (entretanto o número máximo de seções incluídas em um único pacote TS está limitado em dez); máximo número de seção PMT em um único pacote TS está limitado a 4; cada seção composta de dois ou mais pacotes de TS.

O receptor que dispuser de middleware instalado em sua arquitetura deve disponibilizar 2 MB ou mais de memória volátil para conteúdo de dados transmitidos com ciclo de vida definido pela aplicação. Esta alocação de memória não inclui o footprint necessário para as aplicações residentes carregadas pelo ar ou qualquer outro meio. A definição de alocação de memória para estes casos deve ser definida pelo fabricante do dispositivo receptor.

O receptor deve dispor de memória não volátil para o armazenamento de códigos de programa. O receptor deve dispor de memória para o armazenamento de códigos de dados comuns a todos receptores, conforme a ARIB STD-B21:2007, subseção 5.2.9.3. O receptor deve ser capaz de decodificar um stream de vídeo H.264/AVC, de acordo com a NBR 15602-1.

Os perfis e níveis, decodificação dos serviços primários, formatos e taxa de quadros, sinais e interfaces de saída de vídeo analógico e digital, saída de RF, entre outros parâmetros, devem estar de acordo com as especificações descritas em 8.1. O receptor deve ser capaz de decodificar stream de áudio no padrão MPEG-4 AAC, de acordo com a NBR 15602-2. Os parâmetros para decodificação de áudio, perfis e níveis, decodificação do stream primário, interfaces de saídas analógica ou digital, devem estar de acordo com o descrito em 8.2.

FONTE: Equipe Target

Baseado nos documentos visitados

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