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O envidraçamento de sacadas deve obrigatoriamente obedecer a norma técnica

Quais são os valores de pressão de vento conforme região do país (Figura 5) e altura da fachada da edificação? Como deve ser feita a determinação da resistência às cargas uniformemente distribuídas? Como deve ser feito o ensaio de verificação do comportamento sob ações repetidas de abertura e fechamento? Como deve ser executado o ensaio de impacto de corpo mole? Quais são as recomendações sobre a instalação? Essas perguntas estão sendo respondidas no texto sobre o envidraçamento de sacadas.

28/02/2018 - Equipe Target

NBR 16259 de 01/2014: os requisitos para os sistemas de envidraçamento de sacadas

A NBR 16259 de 01/2014 - Sistemas de envidraçamento de sacadas - Requisitos e métodos de ensaio estabelece os requisitos e métodos de ensaio que asseguram o desempenho dos sistemas de envidraçamento de sacadas, em edificações de uso público ou privado.

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Quais são os valores de pressão de vento conforme região do país (Figura 5) e altura da fachada da edificação?

Como deve ser feita a determinação da resistência às cargas uniformemente distribuídas?

Como deve ser feito o ensaio de verificação do comportamento sob ações repetidas de abertura e fechamento?

Como deve ser executado o ensaio de impacto de corpo mole?

Quais são as recomendações sobre a instalação?

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Se o sistema utilizar painéis de vidro, estes devem ser: vidro de segurança laminado, conforme NBR 14697; vidro de segurança temperado, conforme NBR 14698. O tipo de vidro utilizado deve atender aos valores de pressão de vento e os critérios estabelecidos para cada região do país onde o sistema será instalado, conforme estabelecido e avaliado visualmente, por meio da sua ruptura. A espessura deve ser calculada de acordo com o estabelecido pela NBR 7199.

A fixação do vidro ao perfil pode ser mecânica, normalmente por meio de parafusos, ou química, por meio de adesivos. Para a fixação química, é necessário atender aos seguintes requisitos: limpeza do perfil e do vidro de qualquer substância desengraxante e sujeira. A limpeza do vidro deve ser feita com álcool isopropílico 90% ou um ativador de superfície indicado pelo fabricante do adesivo.

Importante é que o adesivo não pode ser aplicado no perfil sem acabamento. O acabamento não pode ter falhas, pois isto pode comprometer o desempenho do adesivo. No caso de adesivos à base de poliuretano, o adesivo não pode ser exposto aos raios ultravioleta e, em caso de uma parte do adesivo ficar exposto, este deve ser selado e a área de aplicação do adesivo deve ser de acordo com o peso do vidro e tamanho do perfil.

Deve-se obedecer à orientação do fabricante com relação às cargas suportadas por quantidade aplicada do adesivo, de acordo com NBR 15737; deve-se obedecer ao tempo de cura do adesivo estipulado pelo fabricante antes da instalação do sistema; quando utilizados selantes à base de silicone, estes devem ser de cura neutra e utilizados para colagem estrutural. Em todos os casos, seja qual for à base do adesivo, deve-se seguir as orientações do fabricante do adesivo em relação aos cuidados antes da aplicação, quantidade do adesivo e tempo de cura.

A instalação do sistema de envidraçamento de sacadas é fundamental para o seu desempenho. Em relação à preparação do local, após a verificação do prumo e nível do vão acabado, efetuar a limpeza do vão para possibilitar a fixação dos perfis. A fixação mecânica deve ser feita com parafusos de material inoxidável, entre alumínio e alvenaria e alumínio e alumínio.

Os parafusos devem ser adequados, quanto à espessura e tamanho, à necessidade de fixação dos perfis (diâmetro e comprimento). O instalador deve se certificar de que os parafusos alcancem a viga e/ou concreto, e a profundidade do furo na viga deve ser compatível com o comprimento do parafuso, possibilitando a correta ancoragem do sistema.

Quanto ao perfil de fixação na alvenaria e trilho superior na sacada reta: o espaçamento entre os elementos de fixação do perfil de fixação e do trilho superior deve ser no máximo de 500 mm, sendo que, na zona de recolhimento (estacionamento) dos painéis, a distância entre eles deve ser de no máximo 70 mm. Na sacada curva: o espaçamento entre os elementos de fixação, quando aplicáveis em projetos curvos, deve obedecer a seguinte regra: a cada 50 mm da emenda do perfil, deve-se utilizar um elemento de fixação; quando esta seção for maior que 500 mm, seguir a orientação da sacada reta.

Para o perfil de fixação na alvenaria e/ou trilho inferior, tanto para sacada reta quanto para sacada curva, os espaçamentos devem ser os mesmos utilizados no trilho superior. Antes do início do processo de vedação, deve-se assegurar que a superfície a ser vedada esteja totalmente limpa e seca. Utilizar somente selantes de cura neutra.

Para a carga estrutural ou vertical, estabelecer o peso total do conjunto de cargas, quando o sistema estiver totalmente aberto e a carga concentrada em pontos determinados, podendo ser em um ou vários pontos. Neste caso, deve-se considerar as cargas eventuais que a sacada envidraçada pode suportar. Deve-se consultar, na elaboração do projeto, o engenheiro calculista do edifício onde o sistema deve ser instalado ou a construtora do prédio, sendo o mesmo envolvido na elaboração e aprovação do projeto.

Caso não haja possibilidade de acesso às informações dos cálculos estruturais, o responsável pelo projeto deve seguir os parâmetros exigidos na NBR 6120 e/ou executar prova de carga, descrita na NBR 9607, para definição da resistência do elemento estrutural. Deve-se levar em consideração que o ponto crítico de carga é a área de recolhimento dos painéis quando o sistema se encontra aberto.

Recomenda-se que a empresa contratada para o fornecimento do sistema de envidraçamento de sacada disponibilize para o contratante a documentação de responsabilidade técnica do projeto e execução do sistema, devidamente registrado em órgão competente. O sistema de envidraçamento de sacadas, quando ensaiado conforme descrito no Anexo A e submetido à pressão de vento de acordo com a Tabela 1 (disponível na norma), para a região em que ele é utilizado, não pode: apresentar ruptura, colapso total ou parcial de qualquer de seus componentes, incluindo o vidro; ter o seu desempenho, quanto às condições de abertura e fechamento, deteriorado; apresentar destacamento parcial ou total de componentes e dos elementos de fixação.

O sistema, de acordo com seu tipo deve resistir aos ensaios especificados nos Anexos B e C, sem que haja: ruptura dos vidros; deterioração ou ruptura de qualquer componente; deterioração do seu desempenho, quanto às suas funções de abertura e fechamento, depois de ensaiado. O sistema deve suportar 10.000 ciclos completos de abertura e fechamento, incluindo o movimento deslizante e pivotante, conforme descrito no Anexo B.

Após a realização dos ensaios conforme o Anexo B, o sistema não pode apresentar ruptura dos vidros, deterioração ou ruptura de qualquer componente, e deve manter as suas funções de abertura e fechamento. O sistema de envidraçamento de sacadas, quando ensaiado de acordo com o Anexo C, não pode apresentar: destacamento do sistema de fixação; e descarrilamento ou ruptura do sistema de roldanas.

Os ensaios devem ser realizados em dois corpos de prova distintos. O primeiro corpo de prova, para a primeira bateria de ensaios (cargas uniformemente distribuídas e impacto de corpo mole), deve ter as seguintes dimensões: altura 2.300 mm, largura 2.300 mm, com quatro folhas de aproximadamente 575 mm. O segundo corpo de prova, para os demais ensaios, deve ser composto de um sistema completo com as seguintes dimensões: altura 2 300 mm, largura 1 150 mm e apenas uma folha móvel de aproximadamente 575 mm.

O corpo de prova deve ser idêntico ao sistema que está sendo avaliado, executado e instalado com os mesmos detalhes de projeto ou do manual de instalação do fabricante, componentes, selantes e outros dispositivos de vedação daquele que deve ser entregue ao consumidor. A sequência dos ensaios de desempenho prescritos nesta norma deve obedecer à seguinte ordem: primeiro corpo de prova: os ensaios devem ser realizados na seguinte sequência: verificação da espessura do vidro; resistência a cargas uniformemente distribuídas; ensaio de impacto de corpo mole; e verificação visual do tipo de vidro por meio de sua ruptura.

O segundo corpo de prova: ensaio de corrosão e resistência a operações de manuseio. Deve-se realizar primeiro o ensaio de corrosão nos componentes. Posteriormente a este ensaio, reinstalar os componentes já ensaiados à corrosão no sistema e realizar o ensaio de resistência às operações de manuseio.

O modelo ou tipo de envidraçamento é aprovado se atender a todos os requisitos estabelecidos nesta norma após a realização dos ensaios. A instalação dos sistemas deve seguir rigorosamente as condições previstas no projeto, consideradas para a avaliação do protótipo. Deve ser cuidadosamente inspecionada a correta fixação das ancoragens à estrutura da edificação, quando for o caso.

A integridade individual dos componentes do sistema e a sua correta colocação deve ser objeto de inspeção visual. O relatório deve conter as seguintes informações, além dos respectivos resultados de cada ensaio: identificação do corpo de prova ensaiado, constando: nome do fabricante; dimensões; modelo e tipologia; material predominante do sistema; tipo de vidro utilizado e sua espessura; descrição da forma de instalação do sistema na câmara; e outras informações pertinentes; desenhos detalhados do corpo de prova ensaiado, em escala, constando: elevação; detalhes dos cortes horizontais; detalhes dos cortes verticais; detalhes característicos e discriminação de todos os materiais e componentes constantes no sistema, em escala normalizada.

FONTE: Equipe Target

Baseado nos documentos visitados

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