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NBR 16548 de 07/2017: a resistência à tração e alongamento dos materiais de impermeabilização

Como deve ser usado o micrômetro? Como pode ser esquematizado um dispositivo de corte modelos I e R? Qual seria a temperatura de ensaio? Como deve ser expresso o alongamento na ruptura? Essas dúvidas podem ser conhecidas no texto sobre a resistência à tração e alongamento dos materiais de impermeabilização.

09/08/2017 - Equipe Target

As propriedades dos materiais de impermeabilização

A NBR 16548 de 07/2017 - Materiais de impermeabilização — Determinação da resistência à tração e alongamento prescreve o método para a determinação da resistência à tração e alongamento de materiais impermeabilizantes. O ensaio consiste em submeter corpos de prova obtidos em amostras de materiais impermeabilizantes, moldados conforme normas específicas ou recomendação do fabricante, à força de tração até a ruptura, registrando-se as forças de tração e as correspondentes deformações de alongamento.

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Como deve ser usado o micrômetro?

Como pode ser esquematizado um dispositivo de corte modelos I e R?

Qual seria a temperatura de ensaio?

Como deve ser expresso o alongamento na ruptura?

A aparelhagem para os ensaios são as seguintes: marcador; micrômetro; máquina de ensaio. O marcador metálico apropriado para o modelo de corpo de prova utilizado deve ter dois gumes paralelos e lisos, com largura e distância entre si que imprimam no corpo de prova duas marcas paralelas de largura máxima de 0,5 mm e distanciadas de centro a centro, respectivamente, para os modelos F, I e R de (10,0 ± 0,2) mm, (25,0 ± 0,5) mm e (20,0 ± 0,4) mm. Se for acoplado um extensômetro automático ao corpo de prova, este não necessita ser marcado.

O micrômetro deve ter mostrador graduado em 0,1 mm e apalpador capaz de aplicar uma pressão de 0,20 Mpa de base circular, com diâmetro que permita o completo assentamento sobre o corpo de prova no local de medida. Deve ter também uma plataforma de apoio do apalpador de dimensão tal que permita o assentamento central do corpo de prova. A máquina de ensaio deve ser provida de dinamômetro de força capaz de indicar ou registrar a força aplicada com exatidão de ± 2%.

As garras da máquina devem exercer uma pressão uniformemente distribuída sobre toda a largura do corpo de prova, de modo que esta deva aumentar com a força de tração, impedindo qualquer deslizamento. As garras não podem provocar a ruptura dos corpos de prova na região de fixação. Utilizando-se uma garra comum constituída de cilindro basculante transversal de 9,5 mm de diâmetro, deve-se tomar a precaução de empregar um cilindro não cromado, previamente jateado com areia fina e untado com talco no momento do ensaio, a fim de evitar a ruptura do corpo de prova na garra.

A velocidade de afastamento das garras deve ser de (500 ± 50) mm /min para modelos F e I e de (200 ± 20) mm/min para modelo R. O curso das garras deve permitir um afastamento total mínimo de 750 mm. O dispositivo de medida do alongamento, manual ou automático, deve permitir leitura com aproximação de ± 1 mm. Os dispositivos de corte para obtenção dos corpos de prova devem ser feitos de aço, construídos segundo os modelos funcional (F), internacional (I) e reduzido (R).

Os dispositivos devem ter as faces internas perpendiculares ao plano do gume e polidas até uma profundidade mínima de 5 mm, devendo ser afiados e isentos de irregularidades. A largura média do dispositivo de corte na sua porção central é determinada a partir de três medidas de largura compreendidas entre as arestas cortantes dos gumes, e efetuadas no centro e nas extremidades da porção paralela central, por meio de instrumento adequado, com aproximação de 0,01 mm, sendo de ± 1 % o afastamento máximo de qualquer valor em relação à medida.

Como preparação dos corpos de prova, ensaiar cinco corpos de prova obtidos da placa por meio de dispositivo de corte do modelo F, I ou R, com eixo longitudinal paralelo ao sentido de laminação assinalado na placa. Os cortes dos corpos de prova devem ser obtidos por um único golpe aplicado sobre o dispositivo de corte, ou um método alternativo ao golpe único (por exemplo), aplicando pressão com o movimento de um cilindro sobre o dispositivo), devendo a placa de borracha ser lubrificada com água e estar apoiada sobre uma superfície plana com camada intermediária de papelão que não danifique o gume do dispositivo de corte.

Os corpos de prova devem ser marcados na sua porção paralela central, por meio do respectivo marcador metálico, com dois traços paralelos e normais ao seu eixo longitudinal. A marcação utilizada não pode afetar o corpo de prova. Considera-se a largura média do dispositivo de corte, como a largura do corpo de prova. Considera-se a média de três medições efetuadas, uma na seção central e as outras nas extremidades da porção central, como a espessura do corpo de prova. As medições individuais devem ser efetuadas com aproximação de 0,01 mm e não podem ser afastadas mais que ± 1 % da média.

Para a execução de ensaio, o corpo de prova deve ser preso pelas extremidades às garras da máquina, tomando-se cuidado de regulá-lo simetricamente, de modo que a tensão se distribua uniformemente em qualquer seção transversal. A máquina deve ser acionada, observando-se continuamente a distância entre os centros dos traços de referência do alongamento. Para a determinação do modulo, deve-se registrar as forças correspondentes aos alongamentos procurados.

Para a determinação da força de tração na ruptura, deve-se registrar a força correspondente no instante da ruptura. Para a determinação do alongamento de ruptura, deve-se registrar as distâncias dos outros traços de referência no instante da ruptura. Para a determinação da deformação após a ruptura, deve-se juntar as duas porções rompidas do corpo de prova, após decorridos 10 min da ruptura e medir a distância entre os centros dos traços de referência. As forças devem ser medidas com aproximação de 1 N e as distâncias entre os centros dos traços de referência, no decorrer do tracionamento e 10 min após a ruptura, devem ser medidas respectivamente com aproximação de 1 mm e 0,1 mm.

Pode-se afirmar que a impermeabilização é um sistema responsável por selar, colmatar ou vedar os materiais porosos e suas falhas, sejam elas motivadas por momentos estruturais ou por deficiências técnicas de preparo e de execução. Ele propicia conforto aos usuários finais de qualquer construção, seja ela comercial, industrial ou residencial. É uma etapa da construção civil muito importante, mas que, muitas vezes, é deixada de lado por motivos de contenção de gastos e desinformação, resultando na umidade e no aparecimento de patologias de impermeabilização resultando em ambientes insalubres e com aspecto desagradável, apresentando manchas, bolores, oxidação das armaduras, entre outros.

A impermeabilização muitas vezes não é tratada com a devida importância nas construções ou, até mesmo, não é utilizada pelo fato de, na maioria das vezes estar fora do alcance visual após a conclusão da obra. Grande parte dos problemas associados às impermeabilizações podem ser identificados e eliminados já nos primeiros estágios do desenvolvimento da construção. Na maioria dos casos, as construtoras dedicam atenção aos problemas de impermeabilização somente no final da obra, quando pode ser muito tarde.

Um sistema de impermeabilização na construção é de fundamental importância para a segurança da edificação e para a integridade física do usuário, além de tornar os ambientes salubres e mais adequados à prevenção de doenças respiratórias. Os agentes trazidos pela água e os poluentes existentes no ar, causam danos irreversíveis a estrutura além de prejuízos financeiros, principalmente quando envolve a recuperação estrutural.

Os custos que envolvem o reparo das patologias de impermeabilização podem ser até quinze vezes maiores do que se fosse previsto no projeto e executado durante a obra como medida de prevenção. A vida útil de uma edificação depende diretamente de um eficiente sistema de impermeabilização.

O custo da implantação de um sistema de impermeabilização na edificação representa em média de 1 a 3 % do custo total da obra, considerando projeto, consultoria, fiscalização, execução e materiais. A execução da impermeabilização durante a obra é mais fácil e econômica se comparada com a execução depois da obra concluída.

Pode-se definir um sistema rígido para impermeabilizar aquele que transforma o local aplicado em impermeável. O impermeabilizante rígido não atua em conjunto com a estrutura, o que não protege locais expostos às temperaturas variadas, baixas e altas. Por isso, esse tipo de sistema para impermeabilizar é preferível apenas para áreas que estão isentas de fissuras ou trincas. Dessa forma, a impermeabilização rígida deve ser utilizada, apenas em estrutura pequena isostática, áreas com estrutura estável como reservatórios de água enterrados, poço de elevador, piscina enterrada, piso externo e baldrames de fundação.

Já a impermeabilização flexível é aquela formada por materiais como polímeros e asfalto. Ele pode ser utilizado nas construções que estão vulneráveis a trincas e fissuras, como os locais expostos à chuva, umidade e a mudanças de temperatura, por exemplo. Para aplicar esse tipo de impermeabilização são utilizadas as membranas, que podem ser moldadas na hora, e as mantas, que são pré-fabricadas.

Materiais como manta asfáltica, que é pré-fabricada, possui espessura definida, e necessitam apenas de uma camada para aplicação. Já o sistema para impermeabilizar moldada, como bloco de asfalto, pode ser aplicada quente e as soluções e emulsões aplicadas a frio. A impermeabilização flexível pode ser empregada em piso frio como de área de serviço, cozinha, e banheiros, galeria de trem, grandes calhas, espelhos d’ água e piscina suspensa, laje pré-moldada, mista ou maciça, cobertura, terraço, varanda e reservatório de água elevado.

A especificação do impermeabilizante correto, portanto, depende de vários fatores. Movimentação estrutural, exposição aos fenômenos climáticos, existência ou não de trânsito de veículos e pessoas e exposição a agentes químicos são algumas variáveis levadas em consideração.

FONTE: Equipe Target

Baseado nos documentos visitados

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