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NBR 7288 (ABNT/EB 1275) de 11/1994 - Cabos de potência com isolação sólida extrudada para tensões de 1 kV a 6 kV

Quais as condições em regime de curto-circuito? Quais as garantias dos fabricantes? Como deve ser feita a reunião dos cabos multipolares ou multiplexados? Qual a designação dos cabos conforme a NBR 9311? Essas questões estão sendo solucionadas no texto sobre os cabos de potência com isolação sólida extrudada de cloreto de polivinila (PVC) ou polietileno (PE).

28/06/2017 - Equipe Target

Os cabos de potência para tensões de 1 kV a 6 kV

Confirmada em junho de 2017, a NBR 7288 (ABNT/EB 1275) de 11/1994 - Cabos de potência com isolação sólida extrudada de cloreto de polivinila (PVC) ou polietileno (PE) para tensões de 1 kV a 6 kV fixa as condições exigíveis para a qualificação e para a aceitação e/ou recebimento de cabos de potência unipolares, multipolares ou multiplexados, para instalações fixas, isoladas com cloreto de polivinila (PVC) ou polietileno (PE), com cobertura. Estes cabos são utilizados em circuitos de distribuição e utilização de energia elétrica em tensões de 1 kV a 6 kV, sendo previstos dois tipos de compostos termoplásticos: PVC/A - composto isolante, à base de cloreto de polivinila ou copolímero de cloreto de vinila e acetato de vinila, utilizado em cabos com tensão de isolamento até 3,6 kV/6 kV; PE - composto isolante, à base de polietileno termoplástico, utilizado em cabos com tensão de isolamento de 3,6 kV/6 kV. Os cabos isolados com composto de PVC podem ser projetados de modo a apresentarem especiais características, quanto a não propagação e autoextinção do fogo, constatadas através da realização do ensaio de queima vertical (fogueira), conforme a NBR 6812.

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Quais as condições em regime de curto-circuito?

Quais as garantias dos fabricantes?

Como deve ser feita a reunião dos cabos multipolares ou multiplexados?

Qual a designação dos cabos conforme a NBR 9311?

Os cabos podem ser designados pelas tensões de isolamento Vo/V, conforme a NBR 6251; pelas partes componentes por meio de uma sigla, formada por símbolos, conforme a NBR 9311. Exemplos destas designações aplicáveis aos cabos mais comuns abrangidos por esta norma, constam na Tabela 1 do Anexo A. A temperatura no condutor, em regime permanente, não deve ultrapassar 70°C. A temperatura no condutor, em regime de sobrecarga, não deve ultrapassar 90°C ou 100°C, para a isolação com PE ou composto de PVC, respectivamente.

A duração deste regime não deve superar 100 h, durante 12 meses consecutivos, nem 500 h, durante a vida do cabo. Deve ser entendido que o cabo, quando submetido a regime de sobrecarga, tem sua vida reduzida, em certo grau, em relação à vida prevista para este, quando em regime permanente. A temperatura no condutor, em regime de curto-circuito, não deve ultrapassar 150°C ou 160°C, para a isolação com PE ou composto de PVC, respectivamente. A duração deste regime não deve ser superior a 5 s.

Os cabos devem ser acondicionados de maneira a ficarem protegidos durante o manuseio, transporte e armazenagem. O acondicionamento deve ser em rolo carretel. O carretel deve ter resistência adequada e ser isento de defeitos que possam danificar o produto. O acondicionamento normal em carretéis deve ser limitado à massa bruta de 5.000 kg e o acondicionamento em rolos limitado a 40 kg, para movimentação manual; em rolos, cuja movimentação deve ser efetuada por meio mecânico, é permitida massa superior a 40 kg.

Os cabos devem ser fornecidos em lances normais de fabricação. Sobre estes lances é permitida uma tolerância de ± 3% no comprimento. Adicionalmente, pode-se admitir que até 5% dos lances de um lote de expedição tenham um comprimento diferente do lance normal de fabricação, com um mínimo de 50% do comprimento do referido lance. Os carretéis devem possuir dimensões conforme as NBR 9511 e NBR 11137 e os rolos conforme a NBR 7312.

As extremidades dos cabos acondicionados em carretéis devem ser convencionalmente seladas com capuzes de vedação ou com fita autoaglomerante, resistentes às intempéries, a fim de evitar a penetração de umidade durante o manuseio, transporte e armazenagem. Externamente, os carretéis devem ser marcados, nas duas faces laterais, com caracteres legíveis e indeléveis, com as seguintes indicações: nome do fabricante e CGC; indústria brasileira; número de condutores, seção nominal em mm² e material do condutor (cobre ou alumínio); designação dos tipos de isolação e cobertura conforme a NBR 6251; tensão de isolamento do cabo (Vo/V); número desta norma; comprimento em metros; massa bruta em quilogramas; número de série do carretel; seta no sentido de rotação para desenrolar.

Quando o ano de fabricação é marcado em fita colocada no interior do cabo, esta indicação deve também constar como requisito de marcação no carretel. Os rolos devem conter uma etiqueta com as indicações mencionadas. O fabricante deve garantir, entre outras exigências, o seguinte: qualidade de todos os materiais usados, de acordo com os requisitos desta norma; reposição, livre de despesas, de qualquer cabo considerado defeituoso, devido a eventuais deficiências em seu projeto, matéria-prima ou fabricação, durante a vigência do período de garantia. Este período deve ser estabelecido mediante acordo entre comprador e fabricante.

As garantias são válidas para qualquer cabo instalado com técnica adequada e utilizado em condições próprias e normais ao tipo do cabo. O comprador deve indicar, necessariamente, em sua consulta e em posterior ordem de compra, para aquisição do cabo, os seguintes dados: tensão de isolamento (Vo/V), em kV; número de condutores, seção nominal em mm², classe de encordoamento, material do condutor (cobre ou alumínio); tipo de isolação (PVC/A ou PE); tipo de blindagem (se requerida); tipo de armação (se requerida); tipo de cobertura (ST1 ou ST3); número desta norma; comprimento total a ser adquirido, em m; comprimento das unidades de expedição; e respectivas tolerâncias; caso não sejam fixados, adotam-se o comprimento padrão do fabricante e tolerâncias.

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Para as condições específicas, o condutor deve estar de acordo com a NBR 6251. A superfície do condutor de seção maciça ou dos fios componentes do condutor encordoado não deve apresentar fissuras, escamas, rebarbas, asperezas, estrias ou inclusões. O condutor pronto não deve apresentar falhas de encordoamento. O condutor de seção maciça ou os fios componentes do condutor encordoado, antes de serem submetidos a fases posteriores de fabricação, devem atender aos requisitos da NBR 5111 ou NBR 5368, para condutores de cobre nu ou revestido, respectivamente, e da NBR 5118, para condutores de alumínio, exceto no que se refere à resistência mínima à tração dos fios, antes do encordoamento, que deve ser 105 MPa.

Quando previsto, o separador deve estar conforme a NBR 6251. A blindagem do condutor é opcional, devendo estar, quando empregada, de acordo com a NBR 6251. As espessuras média e mínima da blindagem devem ser medidas conforme a NBR 6342. Se inviável a medição direta, pode-se empregar um processo óptico (projeção de perfil ou equivalente). A blindagem constituída por camada extrudada deve estar justaposta sobre o condutor, porém facilmente removível e não aderente a este.

A isolação deve estar conforme a NBR 6251 e ser constituída por dielétrico sólido extrudado, termoplástico, de um dos tipos: composto de cloreto de polivinila - PVC/A; composto de polietileno - PE. A isolação deve ser contínua e uniforme ao longo de todo o seu comprimento. A isolação dos cabos sem blindagem do condutor ou separador deve estar justaposta ao condutor, porém facilmente removível e não aderente a este. A isolação dos cabos com blindagem do condutor deve ser aderente a esta, de modo a não permitir a existência de vazios entre ambas, ao longo de todo o comprimento do cabo.

As espessuras média e mínima da isolação devem ser medidas conforme a NBR 6242. A blindagem da isolação, quando empregada, deve estar de acordo com a NBR 6251. As espessuras média e mínima da blindagem semicondutora da isolação devem ser medidas conforme a NBR 6242. Nos cabos multipolares ou multiplexados, as veias devem ser reunidas conforme estabelecido na NBR 6251. O passo de reunião, para cabos multiplexados, deve ser no máximo 60 vezes o diâmetro nominal do maior cabo unipolar constituinte destes.

A verificação do passo de reunião deve ser conforme a NBR 6242. Não devem ser considerados os comprimentos iniciais da bobina ou rolo, que possam apresentar alterações no passo de reunião. As veias devem ser identificadas, convenientemente, conforme estabelecido na NBR 6251. A capa interna, enchimento, capa metálica e armação, quando previstos, devem estar conforme a NBR 6251.

Quando prevista, a capa de separação deve ser constituída de material termoplástico do tipo ST1 ou ST3 e estar de acordo com a NBR 6251. A espessura mínima da capa de separação deve ser medida conforme a NBR 6241. A cobertura deve ser constituída de material termoplástico do tipo ST1 ou ST3 e estar de acordo com a NBR 6251. Nos cabos unipolares, com isolação e cobertura de PVC, não blindados, a cobertura pode aderir à isolação, parcial ou integralmente.

Caso seja impossível a preparação de corpos-de-prova independentes para os ensaios físicos na isolação e cobertura, os ensaios podem ser realizados em conjunto, devendo ser atendidos os requisitos previstos tanto para isolação quanto para a cobertura. As espessuras média e/ou mínima da cobertura devem ser medidas conforme a NBR 6242. As marcações em alto relevo ou baixo relevo ou a tinta são as padronizadas e devem estar conforme a NBR 6251.

FONTE: Equipe Target

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