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NBR IEC 60529 de 04/2017: os graus de proteção providos por invólucros

Qual a disposição do código IP? Quais os graus de proteção contra o acesso às partes perigosas, indicados pelo primeiro numeral característico? Quais os graus de proteção contra o ingresso d’água indicados pelo segundo numeral característico? Quais as condições de ensaio para graus de proteção indicados pelo primeiro numeral característico? Essas perguntas estão mostradas no texto sobre os graus de proteção providos por invólucros.

17/05/2017 - Equipe Target

Os graus de proteção providos por invólucros

A NBR IEC 60529 de 04/2017 - Graus de proteção providos por invólucros (Códigos IP) é aplicada para a classificação dos graus de proteção providos aos invólucros dos equipamentos elétricos com tensão nominal não superior a 72,5 kV. Seu objetivo é estabelecer: as definições para os graus de proteção providos para os invólucros dos equipamentos elétricos, considerando: a proteção de pessoas contra o acesso às partes perigosas no interior do invólucro; a proteção dos equipamentos no interior do invólucro contra o ingresso de objetos sólidos estranhos; a proteção dos equipamentos no interior do invólucro contra os efeitos prejudiciais devido ao ingresso de água; as designações destes graus de proteção; os requisitos para cada designação; e os ensaios a serem realizados para verificar se o invólucro atende aos requisitos desta norma.

É de responsabilidade das comissões técnicas pertinentes decidir sobre a extensão e de qual maneira a classificação será utilizada em suas normas e definir o “invólucro” na aplicação de seus equipamentos. Entretanto, é recomendado que, para uma dada classificação, os ensaios não sejam diferentes daqueles especificados nesta norma. Se necessário, requisitos complementares podem ser incluídos na norma específica do produto. Um guia para os detalhes a serem especificados nas normas específicas do produto é apresentado no Anexo B. Para um tipo particular de equipamento, a comissão técnica pode especificar diferentes requisitos, prevendo que no mínimo o mesmo nível de segurança seja garantido.

Esta norma trata somente de invólucros que, sob todos os aspectos apropriados para sua utilização destinada como especificado na norma específica do produto e sob o ponto de vista dos materiais e da fabricação, assegurem que o grau de proteção declarado se mantenha nas condições normais de utilização. Também é aplicada aos invólucros vazios, desde que estejam em conformidade com os requisitos e ensaios, e que o grau de proteção definido seja apropriado para o tipo de equipamento a ser protegido. Medidas para proteger tanto o invólucro quanto o equipamento interno contra influências externas ou condições, como: impactos mecânicos e corrosão.

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Qual a disposição do código IP?

Quais os graus de proteção contra o acesso às partes perigosas, indicados pelo primeiro numeral característico?

Quais os graus de proteção contra o ingresso d’água indicados pelo segundo numeral característico?

Quais as condições de ensaio para graus de proteção indicados pelo primeiro numeral característico?

Esta norma define um sistema para a classificação dos graus de proteção providos para os invólucros dos equipamentos elétricos. Durante o tempo que este sistema é apropriado para a utilização da maioria dos tipos de equipamentos elétricos, não é conveniente considerar que todos os graus de proteção listados são aplicáveis a um particular tipo de equipamento. O fabricante do equipamento deve ser consultado para determinar o grau de proteção disponível e as partes do equipamento nas quais a condição do grau de proteção é aplicável.

A adoção deste sistema de classificação, onde possível, promove uniformidade nos métodos de descrição da proteção provida ao invólucro e nos ensaios destinados a verificar os diversos níveis de graus de proteção. Reduz também o número de tipos de dispositivos de ensaios para ensaiar uma ampla variedade de produtos. Esta edição da NBR IEC 60529 consolida as experiências com a primeira edição da NBR IEC 60529 e detalha os requisitos e procedimentos de ensaios. Ela fornece uma extensão adicional ao grau de proteção por meio de letras adicionais A, B, C ou D quando a real proteção das pessoas contra o acesso às partes perigosas for maior que aquela indicada pelo primeiro numeral característico.

Em geral, os invólucros com um grau de proteção de acordo com a primeira edição da NBR IEC 60529 são aceitáveis para a mesma classificação, de acordo com esta edição. Esta edição, de acordo com o Amendment 2 da IEC 60529 (2013), introduz um novo grau de proteção IP X9, sem que modificações aos graus de proteção existentes tenham sido feitas. Desta forma, nenhum ensaio adicional ou modificações dos certificados existentes necessitam ser feitas, nos casos de invólucros que proporcionem um grau de proteção diferente do IPX9.

Pode-se definir o invólucro como a parte provendo a proteção do equipamento contra certas influências externas e, em qualquer direção, contra o contato direto [IEV 826-03-12]. Esta definição existente no Vocabulário Eletrotécnico Internacional (IEV) necessita das seguintes explicações sobre o campo de aplicação desta norma: invólucros providos de proteção para pessoas ou animais domésticos, contra o acesso às partes perigosas; barreiras, formas de aberturas ou quaisquer outros meios - se agregados ao invólucro ou formados pelo invólucro do equipamento - apropriados para prevenir ou limitar o ingresso dos calibradores de ensaios especificados, são considerados partes do invólucro, exceto quando estes puderem ser removidos sem o uso de chave ou ferramenta. Uma descrição simplificada dos elementos do código IP é apresentada no fluxograma a seguir. Os detalhes completos são especificados nas seções indicadas na última coluna.

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São apresentados os exemplos a seguir para explicar a utilização e as disposições das letras no código IP. Para melhor compreensão dos exemplos, ver Seção 9.

IP44 − sem letras, sem opções;

IPX5 − omissão do primeiro numeral característico;

IP2X − omissão do 2° numeral característico;

IP2OC − utilização da letra adicional;

IPXXC − omissão de ambos os numerais característicos e utilização da letra adicional;

IPX1C − omissão do primeiro numeral característico e utilização da letra adicional;

IP3XD − omissão do segundo numeral característico, utilizando a letra adicional;

IP23S − utilização da letra suplementar;

IP21CM − utilização da letra adicional e letra suplementar;

IPX5/IPX7/IPX9 − indicação de três graus de proteção a um invólucro, contra jatos d’água, imersão temporária e jatos d’água com alta pressão e alta temperatura, para uma aplicação “versátil”.

A designação com o primeiro numeral característico implica que as condições estabelecidas em 5.1 e 5.2 sejam atendidas. O primeiro numeral característico indica que: o invólucro provê a proteção das pessoas contra o acesso às partes perigosas por meio de prevenção ou limitando o ingresso de parte do corpo humano, ou de um objeto seguro por uma pessoa; e simultaneamente o invólucro provê proteção do equipamento contra ingresso de objetos sólidos estranhos. Um invólucro deve somente ser designado com um grau de proteção indicado pelo primeiro numeral característico, se ele também atender a todos os outros graus de proteção menores.

Todavia, os ensaios de certificação da conformidade, com qualquer um dos graus de proteção menores, necessariamente não necessitam ser realizados, uma vez que obviamente seriam aprovados, se aplicados. Os graus de proteção contra ingresso de água, indicados pelo segundo numeral característico indica o grau de proteção provido pelo invólucro com relação aos efeitos prejudiciais ao equipamento devidos ao ingresso de água. Os ensaios para o segundo numeral característico são realizados com água fresca.

As operações de limpeza com alta pressão e jatos de água com temperatura acima dos requisitos para o segundo numeral característico 9 ou solventes podem interferir no resultado final da análise do grau de proteção real do equipamento. A Tabela 3 (disponível na norma) fornece breves descrições e as definições das proteções para os graus de proteção representados pelo segundo numeral característico. Os graus de proteção listados nesta tabela devem ser especificados somente pelo segundo numeral característico e não por referência a uma breve descrição ou definição. Os ensaios estão especificados na Seção 14.

Até e inclusive o segundo numeral característico 6, a designação implica a conformidade também com os requisitos, para todos numerais característicos menores. Entretanto, os ensaios de certificação da conformidade, com qualquer um dos graus de proteção menores, não necessitam ser realizados, uma vez que estes ensaios obviamente seriam aprovados, se aplicados. Um invólucro designado com segundo numeral característico 9 somente é considerado inadequado para exposição a jatos d’água (designado pelo segundo numeral característico 5 ou 6) e imersão em água (designado pelo segundo numeral característico 7 ou 8), e não necessita atender aos requisitos dos numerais 5, 6, 7 ou 8, a menos que seja multiplamente codificado.

Os requisitos para marcação devem ser especificados na norma pertinente ao produto. Onde apropriado, é recomendado que cada norma também especifique o método de marcação mais adequado quando: uma parte do invólucro tem um grau de proteção diferente de uma outra parte do mesmo invólucro; a posição de montagem exerce influência no grau de proteção; a máxima profundidade de imersão e o tempo são indicados. Salvo especificação contrária em norma pertinente ao produto, os ensaios devem ser realizados sob as condições atmosféricas normalizadas descritas na IEC 60068-1.

As condições atmosféricas recomendadas durante os ensaios são: faixa de temperatura: 15 °C a 35 °C; umidade relativa: 25 % a 75 %; e pressão atmosférica: 86 kPa a 106 kPa (860 mbar a 1 060 mbar). Os ensaios especificados nesta norma são os ensaios de tipo. Salvo especificação contrária em uma norma pertinente ao produto, as amostras para cada ensaio devem estar em uma condição limpa e nova, com todas as suas partes montadas e instaladas de acordo com a determinação do fabricante. Se não for possível ensaiar o equipamento completo, devem ser ensaiadas as partes representativas ou equipamentos menores que possuam os mesmos detalhes de projeto.

A norma pertinente ao produto deve especificar detalhes, como: o número de amostras a serem ensaiadas; as condições de instalação, montagem e posicionamento das amostras; por exemplo, pela utilização de uma superfície artificial (teto, piso ou parede). Isto também se aplica aos equipamentos que se pretende utilizar junto a outros equipamentos, por exemplo, componentes que podem ser utilizados sozinhos ou em uma montagem. O precondicionamento, se existir, no qual será utilizado; se deve ser ensaiado energizado ou não; se deve ser ensaiado com suas partes em movimento ou não. Na ausência de tais especificações, devem ser aplicadas as instruções do fabricante.

A aplicação dos requisitos gerais para os ensaios e as condições de aceitação para equipamento contendo furos de drenagem ou aberturas de ventilação é de responsabilidade da comissão técnica pertinente. Na ausência de tais especificações, devem ser aplicados os requisitos desta norma. A interpretação dos resultados dos ensaios é de responsabilidade da comissão técnica pertinente. Na ausência de uma especificação de condições de aceitação, deve-se aplicar pelo menos esta norma.

FONTE: Equipe Target

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