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NBR 11869 (ABNT/EB 2169) de 04/2017: os requisitos para as madeiras serradas de coníferas

Qual o número mínimo de peças para inspeção? Essa questão está sendo apresentada no texto sobre a inspeção e recebimento de madeira serrada de coníferas.

03/05/2017 - Equipe Target

Madeira serrada de reflorestamento

A NBR 11869 (ABNT/EB 2169) de 04/2017 - Madeira serrada de coníferas provenientes de reflorestamento, para uso geral - Inspeção e recebimento estabelece os requisitos para o recebimento e inspeção de madeira serrada de coníferas provenientes de reflorestamento, para uso geral.

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Qual o número mínimo de peças para inspeção?

Cada lote ou cada grupo de lotes com as mesmas características deve ser identificado com os seguintes itens: número de peças por classe de qualidade; dimensões nominais; teor de umidade da madeira; identificação do produtor; número do lote; número do contrato; país de origem; identificação do classificador. Caso um lote contenha peças de largura e/ou comprimentos nominais diferentes, devem ser especificadas as dimensões médias. A aceitação de um lote ou de uma viagem não significa a aceitação da partida.

No caso de não se desejar inspecionar todas as peças de um lote, a inspeção deve ser feita como descrita. Retirar aleatoriamente do lote um número mínimo de peças, as quais devem ser inspecionadas. Este número mínimo varia com o número de peças existentes no lote, conforme a tabela abaixo.

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Inspecionar as peças retiradas, verificando se suas características atendem às especificações constantes na identificação do lote e/ou do contrato. Calcular a porcentagem de peças inspecionadas que não atendem às especificações da identificação do lote em relação ao total de peças inspecionadas. Para a aceitação e rejeição, em um lote, podem ocorrer no máximo 10% de peças acidentais, com classe de qualidade imediatamente inferior à especificada; caso contrário, o lote é rejeitado. Caso a inspeção tenha sido realizada por amostragem e o lote tenha sido rejeitado, pode ser realizada uma segunda inspeção, de acordo com os procedimentos descritos. Caso persista a rejeição, o lote deve ser considerado como não aceito.

Pode-se dizer que a madeira serrada é aquela obtida pelo desdobro direto de toras em serras, com espessura superior a 5 mm. Os produtos elaborados pela indústria de madeira serrada são produzidos com a utilização de madeiras provenientes de coníferas, as quais possuem madeira de cor clara, macia, que apresentam fibra longa e densidade uniforme e desenvolvem-se em regiões de clima temperado; e madeiras originadas de não coníferas ou folhosas, que possuem madeira de cor e densidade variada, dura, fibra curta e são encontradas em regiões de clima temperado e tropical.

Os formatos e dimensões das peças de madeira serrada implicam diferentes usos, entre os quais, a produção de dormentes, madeira aplainada, beneficiada, semielaborada, vigas, pranchas, pontaletes, sarrafos e perfis. A indústria moveleira é o principal destino dessa produção, seguida pela construção civil e indústrias de embalagem. Ainda há outros setores que utilizam os produtos provenientes da madeira serrada, como o de artefatos de madeira, decoração, artesanato e confecções de pallets, porém, suas participações são pequenas no consumo total.

Até bem pouco tempo, a madeira era considerada como de disponibilidade abundante e de preço bastante competitivo quando comparado com o de outros materiais de construção. Entretanto, a exploração das florestas nativas de forma simplesmente extrativista, acabou levando à escassez de determinadas espécies e à consequente elevação do valor comercial da madeira. Esta constatação, observada a nível mundial, desencadeou a produção de madeira em florestas plantadas que, por meio de um manejo adequado, possibilita a produção de um material de características físicas e mecânicas adequadas para aplicações estruturais.

O setor de madeira serrada oriunda de florestas plantadas apresenta, no Brasil, um considerável potencial para expansão, visto que as restrições sobre as florestas nativas são irreversíveis e o mercado se volta, em larga escala, para o uso das madeiras de reflorestamento. As madeiras de reflorestamento são obtidas de florestas plantadas, ou seja, de árvores que foram feitas já com a finalidade de serem extraídas, e novas árvores são plantadas no mesmo local de onde elas foram tiradas. A vantagem então do uso de madeiras de reflorestamento na construção civil ou na fabricação de móveis é que não existe desmatamento de mata nativa. O processo de extração de madeiras nativas, ao contrário do replantio, extrai árvores surgidas naturalmente e deixa o local vazio em seguida.

O Brasil é considerado um bom país para o cultivo e extração de madeira reflorestada, especialmente de eucalipto, pois as condições climáticas favorecem o rápido crescimento das árvores. Elas podem ser aproveitadas quando têm cerca de sete anos, enquanto na Europa, por exemplo, podem precisar de aproximadamente 30 anos. Outro apelo ecológico do uso de madeira de reflorestamento na construção é que o gasto de energia para adquirir o material é imensamente menor do que o de materiais como aço, concreto ou alumínio. E depois de pronta, a construção com madeira tende a ter um bom desempenho térmico e acústico.

FONTE: Equipe Target

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