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NBR 16584 de 04/2017: os requisitos das galerias técnicas pré-moldadas em concreto

Quais as dimensões dos colares de aço inoxidável? Quais as dimensões das peças circulares para redes não estanques? Qual a classe de resistência de acordo com a carga de compressão diametral em peças de seção circular armadas e/ou reforçadas com fibras de aço? Quais as dimensões das peças em planta? Confira as respostas a essas perguntas no texto sobre os requisitos das galerias técnicas pré-moldadas em concreto.

26/04/2017 - Equipe Target

A construção de galerias técnicas pré-moldadas em concreto

A NBR 16584 de 04/2017 - Galeria técnica pré-moldada em concreto para compartilhamento de infraestrutura e ordenamento do subsolo - Requisitos e métodos de ensaios estabelece os requisitos mínimos para a fabricação, controle da qualidade e aceitação de peças pré-moldadas e pré-fabricadas em concreto para execução de galerias técnicas visando o ordenamento compartilhado ou não do subsolo, por meio da implantação de infraestrutura de serviços públicos ou privados relacionados, por exemplo, com telecomunicação, telefonia, fibra ótica, água potável, gás, eletricidade e demais serviços correlatos. Também estabelece as características dos materiais, parâmetros de dosagem do concreto, características de acabamento, métodos de cura, dimensões e tolerâncias e critérios para inspeção, ensaios e aceitação das peças pré-moldadas e pré-fabricadas para execução de galerias técnicas. Para efeitos desta norma, aplicam-se os mesmos requisitos às peças pré-moldadas e às peças pré-fabricadas de concreto, sendo ambas referenciadas apenas como peças pré-moldadas. Não se aplica ao processo de compartilhamento e ordenamento do espaço interno das galerias pelas redes ou instalações.

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Quais as dimensões dos colares de aço inoxidável?

Quais as dimensões das peças circulares para redes não estanques?

Qual a classe de resistência de acordo com a carga de compressão diametral em peças de seção circular armadas e/ou reforçadas com fibras de aço?

Quais as dimensões das peças em planta?

Uma galeria técnica pré-moldada em concreto pode ser definida como a composição de peças pré-moldadas em concreto, utilizada para o ordenamento compartilhado ou não do subsolo, por meio da implantação de infraestrutura de serviços públicos ou privados, relacionados com telecomunicação, telefonia, fibra ótica, água potável, gás, eletricidade e demais serviços correlatos. Os aços em barras, fios, fibras e em telas soldadas devem atender à NBR 7480 ou NBR 7481 ou NBR 8965, conforme processo de montagem da armadura. As fibras de aço, quando utilizadas para reforço estrutural, devem atender à NBR 15530. Os lotes devem ter homogeneidade quanto às suas características geométricas e devem se apresentar sem defeitos. São rejeitados os aços que apresentarem processo de corrosão e oxidação, com redução de seção transversal.

Ao ser armazenado, o aço deve ser protegido do contato direto com o solo, devendo ser apoiado sobre uma camada de pedra britada ou sobre vigas de madeira transversais aos feixes, por exemplo. Recomenda-se cobrir as barras e telas metálicas com plástico ou lona, protegendo-as da umidade e do ataque de agentes agressivos. Quanto ao cimento, na produção das peças pré-moldadas de concreto, para utilização na execução de galerias técnicas, pode ser utilizado qualquer tipo de cimento Portland, de acordo com as NBR 5732, NBR 5733, NBR 5735, NBR 5736, NBR 5737 e NBR 11578.

No caso de o projeto de compartilhamento da galeria técnica contemplar captação e condução de esgoto sanitário ou efluente industrial, deve ser utilizado cimento resistente a sulfato. Deve ser rejeitado, independentemente de ensaios de laboratório, todo e qualquer cimento que indicar sinais de hidratação, ou que esteja acondicionado em sacos que se apresentem manchados, úmidos ou avariados. Os aditivos utilizados no concreto devem atender ao disposto na NBR 11768 e o teor de íon-cloro no concreto não pode ser maior que 0,15 %, determinado conforme ASTM C 1218. Os aditivos não podem diminuir a durabilidade do concreto nem provocar a corrosão do aço e devem ser armazenados em local abrigado das intempéries, umidade e calor, por período não superior a seis meses.

Os agregados devem atender às exigências da NBR 7211, sendo sua dimensão máxima limitada ao menor valor entre o cobrimento mínimo da armadura e o menor espaçamento entre as barras ou fios. Os agregados devem ser estocados de forma a evitar a contaminação e mistura dos materiais diferentes, observando-se o seguinte: estocar agregados na parte mais alta do terreno, para evitar contato com água da chuva; estocar agregados sobre solo firme e limpo, ou sobre uma base de concreto; manter separados a areia e os agregados graúdos de dimensões diferentes, por qualquer sistema que impeça a mistura dos materiais; os agregados devem atender aos requisitos da NBR 15577-1 com relação ao seu potencial de reatividade com álcalis do cimento. Deve-se proceder às medidas preventivas específicas para cada caso.

A água utilizada no preparo do concreto e em sua cura deve atender aos requisitos da NBR 15900-1. Na produção do concreto a ser utilizado na fabricação das galerias técnicas, deve ser considerada a agressividade do meio onde serão instalados os componentes, e deve atender ao prescrito em 4.2.1, 4.2.2, 4.2.3, 4.2.4, 4.2.5, 4.2.6 e 4.2.7. O concreto utilizado na fabricação das galerias, quando no estado fresco, deve apresentar características compatíveis com o processo de fabricação, que deve ser conduzido sob o controle tecnológico, conforme a NBR 12655. Quanto às dosagens do concreto, para as peças de seção retangular ou outras configurações, a relação água/cimento em massa, expressa em litros por quilograma, deve ser de no máximo 0,50 e o consumo mínimo de cimento deve ser de 260 kg/m³, conforme NBR 15396. O fabricante deve disponibilizar os relatórios de produção, indicando a proporção dos materiais utilizados na dosagem do concreto.

Para as peças de seção circular, a dosagem do concreto deve ser estipulada de modo a atender os ensaios de compressão diametral e de absorção de água pelo concreto, conforme 4.2.7 e 5.1.2. As adições utilizadas não podem conter elementos nocivos que influenciem negativamente na resistência, endurecimento, estanqueidade e durabilidade do concreto ou que provoquem corrosão da armadura, e devem ser identificados e armazenados separadamente. As fôrmas podem ser fabricadas em aço, chapas metálicas ou outro material, desde que não se deformem quando submetidas aos esforços de lançamento, adensamento e desforma do concreto, e sejam inertes ao contato com este e propiciem um acabamento liso, homogêneo e sem manchas nos componentes.

O projeto e a execução das fôrmas devem propiciar uma fácil desmoldagem, sem danificar as peças concretadas, prevendo-se, para tal, ângulos de saída e livre remoção das laterais e dos cantos. No caso em que as superfícies das fôrmas forem tratadas com produtos antiaderentes destinados a facilitar a desmoldagem, esse tratamento deve ser feito antes da colocação da armadura. Os produtos empregados não podem exercer qualquer ação química sobre o concreto fresco ou endurecido nem podem deixar resíduos prejudiciais na superfície. As fôrmas devem ser cuidadosamente limpas antes de cada utilização.

Após a moldagem, as peças de concreto devem ser curadas por método e tempo adequados, de modo que evite a ocorrência de fissuras e garanta sua capacidade resistente. Para o acabamento, as superfícies internas e externas das peças pré-moldadas devem ser regulares e homogêneas, compatíveis com o processo de fabricação, e não podem apresentar defeitos visíveis a olho nu ou detectáveis através de percussão, e que sejam prejudiciais à qualidade das peças quanto à resistência, permeabilidade e durabilidade. Para as galerias técnicas executadas com peças circulares para cravação, a superfície externa deve ter a menor rugosidade possível, diminuindo o atrito no momento da cravação.

Não são permitidos retoques com nata de cimento ou com outros materiais, visando esconder defeitos. Após o fim de pega do cimento e mediante a aprovação do comprador, podem ser executados reparos de defeitos com dimensões inferiores aos declarados nos requisitos específicos desta norma, bem como fissuras superficiais, com materiais e procedimentos adequados e fiscalizados pelo comprador. As peças de concreto devem ter sua absorção de água determinada conforme ensaio descrito no Anexo D, sendo a absorção máxima de água em relação à sua massa seca limitada a 6% para execução de redes estanques e 8 % para execução de redes não estanques.

As peças pré-moldadas devem ser estocadas na fábrica e/ou na obra, de acordo com as instruções do fabricante, e protegidas de contaminação. Todas as peças pré-moldadas de concreto devem trazer, em caracteres legíveis gravados no concreto ainda fresco, o nome ou marca do fabricante, o diâmetro nominal ou dimensão (altura × largura), a classe de resistência ou a resistência, a data de fabricação e um número para rastreamento de todas as suas características de fabricação. O manuseio deve ser feito por procedimentos que não alterem as características aprovadas na inspeção, em respeito ao projeto. As peças de seção retangular devem ter uma seta indicando a posição da laje superior.

As juntas destinadas à conexão entre peças pré-moldadas que compõe as galerias técnicas, que necessitem de estanqueidade do sistema, devem ser do tipo elástica com anel de borracha, avulsas ou incorporadas ou de elementos elásticos projetados especificamente para este fim ou, então, para receberem tratamento de impermeabilização com materiais elastoméricos devidamente projetados para cada situação de utilização específica. Para as galerias técnicas que não necessitem de estanqueidade, as juntas podem ser rígidas, elásticas ou conforme projetos especiais. Entende-se por junta rígida a aplicação de argamassa de areia e cimento na região de encaixe de duas peças pré-moldadas.

Para as galerias técnicas de seção retangular, quando executadas com junta rígida, recomenda-se especificar a utilização de uma manta geotêxtil, externamente às juntas para evitar o carreamento de solo para dentro da galeria. A superfície da peça que receberá a manta deve ser plana, livre de ondulações e/ou protuberâncias e materiais pontiagudos. As peças pré-moldadas em concreto, utilizadas para a construção das galerias técnicas de seção circular, visitáveis ou não, devem ser produzidas na forma de elementos de seção circular do tipo ponta/bolsa ou macho/fêmea, com ou sem junta elástica.

São utilizadas para execução das obras por processo construtivo a céu aberto (aberturas de valas ou execução em aterro) ou não destrutivo (utilização de peças para cravação) e devem ter sua fabricação conforme especificações, requisitos e métodos de ensaio previstos nesta norma. São enquadradas na categoria de condutos rígidos, ou seja, devem suportar as cargas por sua própria resistência e devem ser utilizadas na construção das galerias técnicas, com possibilidade ou não de sobrecargas acidentais móveis. Considera-se galeria técnica de seção circular visitável, toda galeria de seção circular cujo diâmetro nominal interno seja maior ou igual a 1,50 m. As figuras abaixo ilustram as galerias técnicas visitáveis e não visitáveis, respectivamente.

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FONTE: Equipe Target

Baseado nos documentos visitados

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