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NBR 10188 (MB486) de 01/2017: determinação da solidez de cor à ação do ferro de passar a quente em materiais têxteis

Quais as temperaturas utilizadas para ensaio? Como deve ser feita a avaliação? Essas perguntas estão sendo mostradas no texto sobre a determinação da solidez de cor à ação do ferro de passar a quente em materiais têxteis.

01/03/2017 - Equipe Target

A solidez dos materiais têxteis

A NBR 10188 (MB486) de 01/2017 - Materiais têxteis — Determinação da solidez de cor à ação do ferro de passar a quente estabelece o método de execução dos ensaios de solidez de cor à ação do ferro de passar a quente.

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Quais as temperaturas utilizadas para ensaio?

Como deve ser feita a avaliação?

A aparelhagem recomendada consta de uma superfície metálica aquecida (placas ou ferro de passar) de modo a aplicar uma pressão de (4,0 ±1,0) kPa [(40 ± 10) gf/cm²] sobre o corpo de prova, com aquecimento elétrico regulável de maneira a se obter diversas temperaturas de acordo com os tipos de fibras têxteis, uma placa de amianto lisa, com superfície plana, não tecida, compacta com espessura de 3,0 mm a 6,0 mm. Inclui ainda uma flanela ou feltro de lã, superfície lisa, pesando (260 ±10) g/m²; tecido de algodão não tinto, alvejado quimicamente, não mercerizado, com superfície lisa pesando (120 ± 10) g/m²; tecido-testemunha, conforme descrito na NBR ISO 105-A01; escalas cinza conforme as NBR ISO 105-A02 e NBR ISO 105-A03.

Para o procedimento de ensaio, preparar um corpo de prova nas dimensões de 10 cm x 4 cm conforme a ABNT NBR ISO 105-A01. A manta isolante serve como base isoladora para os ensaios. Para prepará-la, cobrir a placa de amianto (4.2) com a flanela ou feltro de lã (4.3) e cobrir novamente ambas com o tecido de algodão (4.4). Amostras de materiais que tenham sido submetidos previamente a algum tratamento térmico devem ser previamente condicionadas conforme a ABNT NBR ISO 139.

Para o procedimento a seco, colocar o corpo de prova e o tecido-testemunha (4.5) de 10 cm × 4 cm sobre a manta isolante (5.2). Apoiar a superfície metálica aquecida na temperatura indicada para o ensaio, sobre o corpo de prova durante 15 s sem pressão adicional. A úmido, colocar o corpo de prova seco sobre a manta isolante. Molhar o tecido-testemunha (4.5) de 10 cm × 4 cm em água destilada e extrair o excesso de água de tal forma que este contenha o seu próprio peso em água (100 % de absorção). Colocar o tecido-testemunha molhado sobre o corpo de prova seco, e em seguida apoiar a superfície metálica aquecida na temperatura indicada para o ensaio durante 15 s, sem pressão adicional.

Molhado, molhar o corpo de prova e o tecido-testemunha (4.5) de 10 cm × 4 cm em água destilada e extrair o excesso de água de tal forma que ambos contenham o seu próprio peso em água (100 % de absorção). Colocar o corpo de prova molhado sobre a manta isolante e sobre o corpo de prova colocar o tecido-testemunha, também molhado. Em seguida apoiar a superfície metálica aquecida na temperatura indicada para o ensaio, durante 15 s sem pressão adicional.

Avaliar a alteração e transferência de cor do corpo de prova e do tecido-testemunha imediatamente e após 4 h de condicionamento, conforme a NBR ISO 139. Relatar o procedimento escolhido e a temperatura do ensaio. Consignar os valores numéricos obtidos imediatamente e após o condicionamento.

Pode-se dizer que a cadeia produtiva têxtil integra a produção de fibras (sintéticas, artificiais e naturais), fiação, tecelagem e malharia, estamparia, acabamento/beneficiamento abastecendo as indústrias do setor de confecções. A  indústria têxtil é constituída dos segmentos de fiação, tecelagem e acabamento de fios e tecidos, sendo que o segmento de tecelagem subdivide-se, por sua vez, em tecelagem plana e malharia. Cada um destes segmentos pode oferecer ao mercado um produto acabado e pode na prática, estar desconectado dos demais.

As atividades produtivas do segmento têxtil são atividades interdependentes, porém com relativa independência dentro do processo produtivo, o que permite a coexistência de empresas especializadas e com diferentes graus de atualização tecnológica. O resultado de cada etapa de produção pode alimentar a etapa seguinte, independentemente de fatores como escala e tecnologia de produção. Desta forma, existem indústrias têxteis que possuem somente o subsetor de fiação, atuando como fornecedor para as indústrias que atuam nos subsetores de malharia e tecelagem plana, assim como existem indústrias totalmente verticalizadas, onde atuam em todos os subsetores produtivos têxteis como fornecedores para as indústrias de confecção e vestuário.

O que confere a cada fibra têxtil uma qualidade diferenciada e única é a sua composição química. Portanto, as fibras têxteis são classificadas de acordo com sua composição química e de sua estrutura molecular. Quase sempre, sejam fibras naturais ou não naturais, o elemento carbono está presente, ligado na maioria das vezes com outros elementos como o hidrogênio, oxigênio, nitrogênio, enxofre e elementos alógenos, como flúor, cloro e iodo. A forma com que estes elementos se ligam, formando as cadeias de polímeros, afetam as características e propriedades de alongamento, elasticidade, resistência, absorção entre outras.

A maioria das fibras possui estruturas cristalinas, mas elas também possuem áreas amorfas. Estas áreas amorfas se comparadas com as estruturas cristalinas das fibras possuem baixa resistência à tração. Se as redes cristalinas forem orientadas, a resistência da fibra é aumentada ainda mais. Contudo as áreas amorfas contribuem para a absorção de corantes e da umidade, por terem maiores espaços entre as moléculas. Além disso, fibras amorfas possuem uma maior elasticidade e alongamento se comparadas com fibras cristalinas de cadeias orientadas.

O entendimento dos processos têxteis, não requer tão somente o conhecimento da química, mas também a compreensão dos fenômenos físicos. No processamento em toda a cadeia têxtil, ou seja, desde a fibra até o artigo confeccionado, existe uma composição de forças e tensões agindo diretamente sobre as fibras, fios, tecidos, etc. O comportamento do artigo têxtil em reação a este conjunto de forças é que irá determinar quando, como e que tipo de fibra e fio será utilizado no processamento do tecido até o artigo final. As principais características físicas das fibras têxteis são: massa específica, gramatura, finura, resistência à tração, tenacidade, hidrofilidade e ponto de fusão.

As moléculas de uma fibra absorvem a energia térmica e podem mudar a sua estrutura química ou a sua configuração física, sendo esta propriedade muito explorada na indústria têxtil, a fim de se obter algumas características e propriedades desejáveis em alguns materiais. Os polímeros termoplásticos, por exemplo, sob uma temperatura alta sofrem um rearranjo em sua estrutura molecular criando mais áreas cristalinas ou amorfas. Assim tanto a fibra quanto o tecido assumem propriedades físicas e químicas diferentes das originais.

O termo têxtil engloba uma vasta gama de materiais susceptíveis de serem transformados em fios que, posteriormente, são transformados em tecidos. Esses materiais são, essencialmente, todos os tipos de fibras, sejam de origem natural (fibras de origem vegetal, animal ou mineral), sejam de origem química (fibras artificiais e  sintéticas). Os fios e os tecidos obtidos são utilizados no fabrico de diversos artigos industriais, nas indústrias da borracha, automóvel, construção civil, vestuário e calçado, entre outras.

As propriedades dos tecidos são determinadas por vários fatores: tipo de fibra(s) (naturais e químicas (artificiais ou sintéticas); dimensões e formato das fibras; tipo de fio; titulo do fio (finura); e método de construção do tecido. Os materiais têxteis devem ser funcionais e satisfazer os requisitos da sua utilização final. Para isso deve existir um equilíbrio correto das suas características técnicas e funcionais.

FONTE: Equipe Target

Baseado nos documentos visitados

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