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Curso técnico: Curtos-Circuitos e Seletividade em Instalações Elétricas Industriais

Esse treinamento é indicado para engenheiros e projetistas que têm a constante preocupação de saber especificar adequadamente os equipamentos elétricos que são submetidos à corrente de curto-circuito, pois um sistema elétrico está sujeito a eventuais falhas que podem envolver elevadas correntes de curtos-circuitos, e que fatalmente irão submeter os equipamentos a esforços térmicos e dinâmicos.

26/10/2016 - Equipe Target

Curtos-circuitos em instalações elétricas

O curso Curtos-Circuitos e Seletividade em Instalações Elétricas Industriais - Conheça as Técnicas e Corretas Especificações é indicado para engenheiros e projetistas que têm a constante preocupação de saber especificar adequadamente os equipamentos elétricos que são submetidos à corrente de curto-circuito, pois um sistema elétrico está sujeito a eventuais falhas que podem envolver elevadas correntes de curtos-circuitos, e que fatalmente irão submeter os equipamentos a esforços térmicos e dinâmicos.

Este curso é dividido em dois tópicos: curto-circuito e coordenação da proteção (seletividade). O tópico curto-circuito discute o cálculo de corrente de curto-circuito simétrica e assimétrica; a especificação dos equipamentos de proteção do ponto de vista de corrente de curto-circuito; e as recomendações práticas das normas nacionais e internacionais vigentes, como ANSI-VDE-IEC-NEC-ABNT. O tópico coordenação da proteção discute a importância e os conceitos de proteção exigidos em normas; a filosofia e as técnicas de proteção para dispositivos de proteção de baixa, média e alta tensão; e o ajuste de relés fase e neutro de sobrecorrentes.

Para a especificação dos equipamentos de proteção de um sistema elétrico, a determinação correta da corrente de curto circuito é tão importante quanto a determinação da corrente nominal. Para isto, o tamanho deste sistema, deve ser avaliado cuidadosamente, para a definição do valor da corrente de curto circuito. Os disjuntores e fusíveis devem ser dimensionados dentro de sua adequada capacidade de interrupção, permitindo a sua abertura segura para a máxima corrente de curto circuito que poderá fluir dentro do sistema. Esta corrente é diretamente proporcional ao tamanho do sistema, (sua capacidade de fornecer energia) e não tem relação com a carga do ramal a ser protegido.

A NBR NM 60898 de 07/2004 - Disjuntores para proteção de sobrecorrentes para instalações domésticas e similares (IEC 60898:1995, MOD) fixa as condições exigíveis a disjuntores com interrupção no ar de corrente alternada em 50 ou 60 Hz tendo uma tensão nominal até 440 V (entre fases), uma corrente nominal até 125 A e uma capacidade de curto-circuito nominal até 25.000 A. Estes disjuntores são destinados a proteção contra sobrecorrentes de instalações elétricas de edifícios e aplicações similares. Eles são projetados para uso por pessoas não qualificadas e para não sofrerem manutenção.

Esta norma também se aplica a disjuntores com mais de uma corrente nominal, desde que os meios para mudança de um valor para outro não sejam acessíveis em serviço normal e que não possa ser mudado sem o uso de uma ferramenta. Não se aplica a: disjuntores destinados à proteção de motores; disjuntores nos quais o valor de corrente é ajustável por meios acessíveis ao usuário.

Para disjuntores tendo um grau de proteção maior que IP 20 de acordo com a IEC 60529, para uso em locais onde predominam condições ambientais severas (ex.: umidade, calor e frio excessivos ou deposição de pó) e em locais perigosos (ex.: onde podem ocorrer explosões) podem ser necessárias construções especiais.

Os disjuntores são classificados de acordo com o número de polos: monopolares; bipolares com um polo protegido; bipolares com dois polos protegidos; tripolares com três polos protegidos; tetrapolares com três polos protegidos; tetrapolares com quatro polos protegidos. De acordo com o método de conexão: disjuntores cujas conexões elétricas não são associadas com a montagem mecânica; disjuntores cujas conexões elétricas são associadas com a montagem mecânica. E de acordo com a corrente de atuação instantânea: tipo B; tipo C; tipo D.

A tensão de operação nominal de um disjuntor é o valor de tensão, especificado pelo fabricante, para o qual o desempenho é referido (particularmente o desempenho em curto-circuito). A tensão de isolamento nominal de um disjuntor é o valor de tensão, especificado pelo fabricante, para o qual as tensões de ensaios dielétricos e as distâncias de escoamento são referidas.

A tensão de isolamento nominal é o valor da tensão nominal máxima do disjuntor, a não ser se especificado em contrário. Em nenhum caso a tensão nominal máxima deve exceder a tensão de isolamento nominal. A corrente nominal (In) é a especificada pelo fabricante como sendo a corrente que o disjuntor é projetado para conduzir em serviço ininterrupto, a uma temperatura de referência do ar ambiente especificada.

A temperatura de referência do ar ambiente padronizada é 30 °C. Se for usada uma temperatura de referência do ar ambiente diferente para o disjuntor, o efeito na proteção de sobrecarga para condutores deve ser levado em consideração, uma vez que também é baseado na temperatura de referência do ar ambiente de 30 °C, de acordo com as regras de instalação.

A frequência nominal de um disjuntor é a industrial para a qual o disjuntor é projetado e na qual são referidas as outras características. O mesmo disjuntor pode ter mais de uma frequência nominal. A capacidade de curto-circuito nominal de um disjuntor é o valor da capacidade de interrupção máxima em curto-circuito especificada para aquele disjuntor pelo fabricante.

Cada disjuntor deve ser identificado, de uma maneira indelével, com o seguinte: marca registrada ou nome do fabricante; designação do tipo, número de catálogo ou número de série; tensão (ões) nominal (is); corrente nominal sem a unidade “A” precedida pelo símbolo de atuação instantânea (B, C ou D), por exemplo B 16; frequência nominal se o disjuntor está previsto para uma só frequência; capacidade de curto-circuito nominal, em ampères; diagrama de ligação, a não ser que seja evidente a maneira correta de conexão; temperatura de referência do ar ambiente, se diferente de 30 °C; grau de proteção (somente se diferente de IP 20).

A identificação deve ser prontamente visível quando o disjuntor estiver instalado. Se, para equipamentos pequenos, o espaço disponível não for suficiente, alguns dados podem ser colocados na lateral ou atrás do disjuntor.

Algum dado pode estar na parte interna de qualquer cobertura que tenha de ser removida para conectar os condutores de alimentação. Esse diagrama não deve estar em uma etiqueta afixada ao disjuntor.

Qualquer outra informação não identificada deve ser dada na documentação do fabricante. Para disjuntores diferentes daqueles operados por meio de botoeiras, a posição aberta deve ser indicada pelo símbolo de um círculo e a posição fechada pelo símbolo de um pequeno traço vertical. Os símbolos nacionais suplementares são admitidos para esta indicação. Provisoriamente o uso exclusivo deste símbolo nacional é permitido. Essas indicações devem ser prontamente visíveis quando o disjuntor estiver instalado.

Para disjuntores operados por meio de duas botoeiras, somente a botoeira projetada para operação de abertura deve ser vermelha e/ou identificada com um símbolo. Não deve ser usado vermelho em qualquer outra botoeira do disjuntor. Se for usada uma botoeira para fechamento dos contatos e for claramente identificada como tal, a sua posição comprimida é suficiente para indicar a posição fechada.

Se for usada somente uma botoeira para fechamento e abertura dos contatos e for identificada como tal, a permanência da botoeira na posição comprimida

é suficiente para indicar a posição fechada. Por outro lado, se a botoeira não permanecer comprimida, deve ser previsto um meio adicional que indique a posição dos contatos. Para disjuntores com diversas correntes nominais, o valor máximo deve ser identificado e, além disso, o valor para o qual o disjuntor está ajustado deve ser indicado sem ambiguidade.

Caso seja necessário distinguir entre os bornes de alimentação e de carga, os primeiros devem ser indicados por setas apontando na direção do disjuntor e os de carga por setas apontando para fora do disjuntor. A temperatura do ar ambiente não deve exceder + 40 °C e a média em um período de 24 h não deve exceder + 35 °C.

O limite inferior da temperatura do ar ambiente é -5 °C. Disjuntores projetados para uso em temperaturas do ar ambiente acima de +40 °C (particularmente em países tropicais) ou abaixo de -5 °C devem ser projetados especialmente ou usados de acordo com as informações dadas no catálogo do fabricante.

Em geral, a altitude do lugar da instalação não deve ultrapassar a 2.000 m (6 600 pés). Para instalações em altitudes maiores, é necessário levar-se em consideração a redução da rigidez dielétrica e do efeito refrigerante do ar. Disjuntores para uso nessas condições devem ser especialmente projetados ou usados segundo um acordo entre fabricante e usuário. As informações dadas no catálogo do fabricante podem tomar o lugar de tal acordo.

FONTE: Equipe Target

Baseado nos documentos visitados

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