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NBR 15701 de 09/2016: os conduletes metálicos roscados e não roscados para sistemas de eletrodutos

Quais os tipos de conexões para conduletes das categorias I, II, III, IV e V? Quais as dimensões do condulete de conexão fixa sem rosca? Quais as dimensões do condulete de conexão móvel? Como deve ser montado o dispositivo para ensaio de flexão? Essas perguntas estão sendo apresentadas no texto sobre os conduletes metálicos roscados e não roscados.

14/09/2016 - Equipe Target

Conduletes metálicos roscados e não roscados

A NBR 15701 de 09/2016 - Conduletes metálicos roscados e não roscados para sistemas de eletrodutos especifica as características construtivas e os requisitos de desempenho dos conduletes metálicos roscados e não roscados para sistemas de eletrodutos utilizados em instalações aparentes abrigadas ou ao tempo, acoplados aos eletrodutos especificados nas NBR 5597, NBR 5598, NBR 5624, NBR 13057 e NBR 15465. Não é objetivo de esta norma tratar da utilização dos conduletes em áreas classificadas, conforme a série NBR IEC 60079.

É permitida a aplicação de eletrodutos de outros materiais metálicos ou não metálicos, desde que apresentem as características técnicas estabelecidas nas normas citadas no escopo. É permitida, além de eletrodutos, a utilização de prensa-cabos e outros acessórios requeridos em uma instalação elétrica aparente.

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Quais os tipos de conexões para conduletes das categorias I, II, III, IV e V?

Quais as dimensões do condulete de conexão fixa sem rosca?

Quais as dimensões do condulete de conexão móvel?

Como deve ser montado o dispositivo para ensaio de flexão?

Pode-se dizer que o condulete é uma caixa de derivação para linhas aparentes, dotada de tampa própria. O condulete com rosca é uma caixa de derivação, com conexão fixa e rosca BSP (conforme a NBR NM ISO 7-1) ou NPT (conforme a ANSI/ASME B1.20.1) O condulete sem rosca é uma caixa de derivação, com conexão fixa e sem rosca e o condulete de conexão móvel é uma caixa de derivação com conectores para acoplamento de eletroduto com rosca ou sem rosca.

Os conduletes metálicos são classificados em categorias quanto aos requisitos de desempenho e dimensões mínimas: categoria I – condulete de conexão fixa sem rosca; categoria II – condulete de conexão fixa com rosca; categoria III – condulete de conexão modular; categoria IV – condulete de conexão fixa sem rosca; categoria V – condulete de conexão fixa com rosca; e categoria VI – condulete de conexão fixa com rosca: deve atender às dimensões e requisitos conforme a ANSI/UL 514 A e ANSI/UL 514 D.

O material utilizado para fabricação dos conduletes deve ser em liga de alumínio fundido. Outros materiais metálicos (aço-carbono, ferro fundido, aço inoxidável, etc.) podem ser utilizados desde que atendam no mínimo aos requisitos de desempenho desta norma.

As conexões dos conduletes devem ser dotadas de um limitador que impeça o avanço do eletroduto para o interior do condulete. O diâmetro interno das conexões dos conduletes no limitador deve ser maior que o diâmetro interno dos eletrodutos.

As superfícies e arestas internas e externas dos conduletes devem ser isentas de rebarbas, cantos vivos e irregularidades que possam danificar os condutores, assegurando ainda a integridade física dos usuários. A pintura de acabamento usual, não obrigatória, é na cor Munsell N 6.5.

Admitem-se outras cores conforme necessidade da instalação. Quando pintado, o condulete deve atender aos requisitos de desempenho especificados na NBR 14622.

A fixação da tampa ao condulete e do eletroduto ao acessório, quando este não for provido de rosca, pode ser feita com parafusos de aço inoxidável, aço-carbono com proteção galvânica ou outra proteção que garanta resultado no mínimo equivalente, cujo comprimento e extremidade não causem danos ao isolamento dos condutores. Outros dispositivos de fixação que garantam a mesma característica mecânica podem ser utilizados.

Para conduletes das categorias II, V e VI, exige-se grau mínimo de proteção IP 54, ensaiados de acordo com os requisitos indicados na NBR IEC 60529. Esta norma estabelece os seguintes tipos de conexões para os conduletes.

Categorias I, II, III, IV e V: E, C, LB, LL, LR, T, TB e X (ver Figura 1). Outros tipos podem ser fabricados, porém são considerados “especiais”.

Categoria VI: C, T, LB, LL, LR (ver Figura 2). Outros tipos podem ser fabricados, porém são considerados “especiais”. A utilização de conectores, interruptores e tomadas de corrente, montados no interior do condulete, é permitida, desde que atendidos os requisitos de instalação e a taxa de ocupação indicados nas NBR 5410 e NBR IEC 60670-1.

Não é permitida a utilização de conectores, interruptores e tomadas de corrente nos conduletes da categoria VI. Internamente aos conduletes deve existir um ponto de aterramento.

Para os conduletes da categoria VI, não é necessário ponto de aterramento, uma vez que esta categoria não prevê a instalação de acessórios internamente. Para o ensaio de flexão, deve-se utilizar equipamento destinado à realização de ensaios de resistência mecânica, também conhecido como “máquina universal de ensaios”.

Montar dispositivo com pontos de apoio fixos, distantes 760 mm entre os apoios do corpo de prova. Fixar, em cada conexão do corpo de prova, uma barra metálica rígida, com ou sem rosca, de maneira que ocupe toda a sua área.

A barra rígida utilizada no ensaio deve ter o diâmetro externo igual ao diâmetro externo do eletroduto, conforme a NBR 5597 ou NBR 5598. Posicionar o conjunto de barras e corpo de prova sobre os pontos de apoio, conforme Figura 6. Posicionar sobre o centro do corpo de prova uma placa metálica de dimensões 140 mm × 50 mm × 30 mm.

Aplicar a carga estabelecida na Tabela 7, conforme a categoria e a bitola do corpo de prova. A velocidade máxima aplicada durante o ensaio deve ser de 50 mm/min.

Os conduletes devem suportar a carga externa aplicada sobre o seu corpo durante 60 s, sem atingir o limite de escoamento do material (sem apresentar deformações, como amassamentos, trincas ou quebras). As propriedades mecânicas da liga de alumínio utilizada na confecção dos conduletes devem ser verificadas por meio de ensaios rotineiros.

O objetivo do ensaio é realizar uma análise qualitativa da liga. Para isto, ensaios de tração em corpos de prova são requeridos. A frequência deve ser determinada de acordo com o volume de material fundido, de forma a garantir a qualidade do produto final.

Para o ensaio proposto, deve-se utilizar equipamento destinado à realização de ensaios de resistência mecânica, também conhecido como “máquina universal de ensaios”. Os parâmetros acerca da realização deste ensaio devem estar de acordo com a NBR 7549.

Para a preparação do corpo de prova, a ser utilizado no ensaio, ele deve possuir seção circular e ser confeccionado de acordo com a NBR 7549. O processo de fabricação deste deve ser o coquilhamento, onde o alumínio líquido é vazado em molde metálico por gravidade.

O material a ser utilizado na confecção do corpo de prova deve ser o mesmo que o utilizado na fabricação dos conduletes. O resultado da resistência à tração obtido durante o ensaio deve ser calculado, dividindo-se a máxima tensão anterior à ruptura (em Newtons) pela área da seção transversal do corpo de prova (no caso, para o corpo de prova solicitado, 122,7 mm2).

Esta razão não pode ser inferior a 150 MPa para que o ensaio seja validado. O limite de escoamento obtido por meio de ensaio realizado no corpo de prova deve ser superior a 80 MPa a fim de se constatar a conformidade do material.

O alongamento encontrado durante o ensaio deve ser expresso em porcentual. A relação desta porcentagem dá-se entre o comprimento original do corpo de prova e seu comprimento após rompimento. O valor encontrado deve ser superior a 1 %.

Para que a matéria prima seja considerada aprovada, as propriedades mecânicas solicitadas no ensaio devem estar de acordo com os parâmetros preestabelecidos nesta norma. O ensaio de resistência ao esforço de tração com eletroduto conectado (conforme  NBR IEC 60670-1:2014, 12.14.2) é exigido para todas as categorias e diâmetros nominais de conduletes (com rosca e sem rosca).

Devem ser utilizados eletrodutos conforme as NBR 5597, NBR 5598, NBR 5624 e NBR 13057. O condulete deve ser ensaiado com o eletroduto inserido e fixado na conexão do mesmo, por meio da rosca (para conduletes categorias II, V e VI) ou de parafusos (conduletes categorias I, III e IV).

O conjunto deve ser submetido a uma força de tração, durante 1 min ± 5 s, de (20 ± 2) N. O eletroduto não pode destacar-se da conexão.

O ensaio de resistência da conexão à flexão (conforme a NBR IEC 60670-1:2014, 12.14.3) é exigido para todas as categorias e diâmetros nominais de conduletes (com rosca e sem rosca). Devem ser utilizados eletrodutos conforme as NBR 5597, NBR 5598, NBR 5624 e NBR 13057. A resistência à flexão da conexão do condulete deve ser verificada.

Assim, o eletroduto deve ser introduzido e fixado na conexão do condulete, por meio de rosca (categorias II, V e VI) ou de parafusos (categorias I, III e IV). Em seguida, deve ser aplicado torque de flexão, lentamente, a partir de zero e até atingir o valor máximo de 3 Nm.

O ensaio deve ser realizado em seis direções diferentes, por meio da linha de centro do orifício de entrada, com intervalo de (60 ± 2)º. A conexão deve ser forçada em cada posição angular durante 1 min. A conexão não pode se destacar ou ser danificada, e o eletroduto deve permanecer conectado ao conduletes.

O ensaio de resistência ao impacto mecânico externo (código IK) é o grau de proteção mínimo aplicável aos conduletes deve ser IK07 para todas as categorias e bitolas, conforme a NBR IEC 62262. Após o ensaio, as amostras não podem apresentar deformações ou danos que impeçam seu uso posterior.

Os meios de fixação dos parafusos às partes dos conduletes (tampas, borne de aterramento e conexões sem rosca) devem atender à NBR IEC 60670-1:2014. Os conduletes devem trazer marcados, de forma legível e indelével, no mínimo as seguintes informações: nome ou marca de identificação do fabricante na tampa e corpo; diâmetro nominal da conexão, no corpo; tipo de conexão, no corpo; tipo de rosca (BSP/NPT). Admite-se, neste caso, no corpo, outra forma de identificação, desde que legível.

FONTE: Equipe Target

Baseado nos documentos visitados

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