Text page

NBR 16455 de 06/2016: a metodologia para inspeção não intrusiva de vasos de pressão

Como a metodologia inspeção não intrusiva (INI) deve se aplicada? O que é Inspeção baseada em risco (IBR)? Como deve ser realizada a avaliação da integridade estrutural? Qual o procedimento de seleção da INI? Essas questões estão sendo respondidas no texto sobre a metodologia para inspeção não intrusiva de vasos de pressão.

06/07/2016 - Equipe Target

A inspeção não intrusiva

A NBR 16455 de 06/2016 - Vasos de pressão - Metodologia para inspeção não intrusiva estabelece uma metodologia de inspeção não intrusiva (INI) para permitir postergar ou substituir a inspeção interna de vasos de pressão. Aplica-se aos vasos de pressão soldados, construídos a partir de metais, e aos componentes, acessórios e conexões a eles associados. Não se aplica às caldeiras e aquecedores.

Acesse algumas perguntas relacionadas com essa norma GRATUITAMENTE no Target Genius Respostas Diretas:

Como a metodologia inspeção não intrusiva (INI) deve se aplicada?

O que é inspeção baseada em risco (IBR)?

Como deve ser realizada a avaliação da integridade estrutural?

Qual o procedimento de seleção da INI?

Os vasos de pressão e sistemas pressurizados estão sujeitos a inspeções periódicas estabelecidas pela legislação vigente, como forma de permitir sua operação contínua de forma segura e confiável. Tradicionalmente este requisito vem sendo cumprido por meio de inspeção visual interna (IVI), que pode implicar em custos muito altos associados com a parada de vasos de pressão e sistemas pressurizados, acarretando perda de produção, e preparação para acesso seguro.

Esses custos adicionais podem ser muito maiores que os custos apenas da inspeção. Os trabalhos para preparar o vaso para inspeção interna, bem como para colocá-lo de volta em operação, podem prejudicar seu desempenho futuro.

Finalmente, e não menos importante, o acesso de trabalhadores ao interior do vaso pode ser perigoso. Por todas essas razões, existem vantagens significativas se a inspeção puder ser executada pela parte externa do vaso sem necessidade de abri-lo, isto é, de forma não invasiva.

Entretanto, deve-se ponderar entre os benefícios obtidos com a não abertura do vaso e a obtenção das informações necessárias para garantir a continuidade operacional de forma confiável e segura. Embora pareça a opção mais lógica, a inspeção não intrusiva (INI) representa uma forma nova de inspeção comparada com a inspeção visual interna, onde a maioria dos engenheiros responsáveis pelo seu planejamento ainda necessitam ganhar experiência no seu uso e aumentar a confiança na sua aplicação.

Adicionalmente, existe uma vasta gama de técnicas de inspeção disponíveis, cada qual com suas capacidades de detecção e limitações específicas. Essas dificuldades foram reconhecidas pela indústria e levaram ao desenvolvimento de documentos que orientam os inspetores a planejar e justificar o uso da INI.

Esta norma tem a intenção de juntar esses documentos em uma publicação única e fornecer uma base consistente e lógica para todas as etapas do processo de INI. Esta norma é principalmente dedicada aos responsáveis pelo planejamento, implantação e aprovação da inspeção de vasos de pressão.

Aplica-se à inspeção de vasos metálicos soldados, bem como de seus acessórios e conexões. Pode ser igualmente aplicável a vasos de pressão metálicos forjados ou conformados sem solda, bem como tanques de armazenamento e tubulações de grande diâmetro.

Abrange os seguintes aspectos: a metodologia não determina o tempo de campanha do vaso de pressão, nem fornece informações para a definição da data da sua próxima inspeção, a não ser quando o escopo da INI não for totalmente atingido ou quando ela for usada para fins de postergação de uma inspeção corriqueira; não são levados em consideração aspectos econômicos em relação a diferentes metodologias; não são considerados possíveis requisitos legais que possam limitar ou proibir o uso de técnicas não intrusivas; o usuário deve garantir o cumprimento dos respectivos requisitos legais; não é considerado o impacto de mecanismos de deterioração externa, uma vez que as inspeções externas são intrinsecamente não intrusivas e, portanto, seguem metodologias convencionais.

Esta norma fornece requisitos para: determinar se a INI é, em princípio, apropriada como alternativa à IVI ou como método para sua postergação; obter dados necessários ao planejamento da INI; definir os requisitos de INI aplicáveis; selecionar os métodos que atendam aos requisitos; avaliar os resultados da inspeção; definir os documentos necessários. Os conceitos desta norma também podem ser adaptados para serem aplicados a vasos fabricados com outros materiais, além de outros itens da planta, como tanques de armazenamento e dutos de grandes diâmetros, ou seja, itens que retêm pressão.

Esta norma não objetiva cobrir todos os aspectos do planejamento da INI, mas sim oferecer um guia estruturado das etapas críticas do processo. Estabelece uma avaliação sistemática para cada item do equipamento submetido à INI.

Esse é um processo em etapas que deve considerar sequencialmente o seguinte: quando e onde a inspeção é necessária; se a INI é apropriada para fins de substituição da IVI; o plano de inspeção; quais métodos de inspeção são adequados; os recursos durante a inspeção; se a inspeção realizada é adequada; ações a serem tomadas quando a inspeção realizada não cumprir os requisitos; abordagem para utilização da INI para fins de postergação da IVI.

A avaliação de risco de corrosão (ARC) deve ser feita nos mais diferentes níveis de acordo com o histórico operacional do vaso de pressão. Devido a sua importância, devem-se definir quais os tipos de ARC que foram adotados.

A ARC tipo 1 consiste de uma avaliação básica que considera inicialmente os resultados existentes de inspeções anteriores e os mecanismos de deterioração esperados. Deve ser baseada na experiência e histórico prévios com outros equipamentos similares.

Esse tipo de avaliação busca o mínimo exigível para planejamento de uma IBR. Deve ser realizada e analisada por pessoal competente em diversas disciplinas, incluindo, por exemplo, inspetores de equipamentos, engenheiros e técnicos de metalurgia, materiais e de processamento.

A ARC tipo 2 deve ser uma avaliação mais detalhada que oferece considerações documentadas sobre pelo menos os seguintes tópicos: condições do vaso, baseadas em inspeções anteriores; histórico de alterações e reparos; composição do fluido de processo e condições operacionais; monitoramento da corrosão; mudanças em qualquer fator citado nas alíneas anteriores que possam afetar os requisitos de inspeção; mecanismos de deterioração; evolução dos mecanismos de deterioração considerados preocupantes (ou pelo menos estimativas relacionadas à severidade, como por exemplo, valor de probabilidade relacionado à criticidade); localização onde cada tipo de deterioração provavelmente possa ocorrer.

A avaliação deve considerar os resultados de inspeções anteriores e previsões teóricas. Essas previsões teóricas devem estar baseadas nas informações do processo e dos materiais.

A ARC tipo 3 consiste em uma avaliação ampla que inclui um estudo teórico aprofundado, baseado nas informações do processo e dos materiais. Os seguintes aspectos devem ser considerados: mecanismos de deterioração; evolução dos mecanismos de deterioração considerados preocupantes; localização onde cada tipo de deterioração possa acontecer; condições anormais que possam levar à aceleração da deterioração; possibilidade para uma identificação incorreta ou omissão dos mecanismos de deterioração. A avaliação do tipo 3 é realizada em detalhes em um vaso pelo conhecimento de suas variáveis específicas.

A ARC tipo 4 deve atender às exigências da avaliação do tipo 3 no que diz respeito ao estudo teórico, porém deve incluir considerações sobre os resultados de pelo menos uma inspeção em serviço do vaso de pressão considerado. As interpretações e as correlações entre a deterioração prevista e as condições encontradas pela inspeção também devem ser levadas em consideração.

Deve-se determinar se não existe nenhum impedimento óbvio para a submissão do equipamento à INI, avaliando fatores como: inexistência de acesso exterior ao vaso; temperaturas extremas da superfície; barreiras geométricas e restrições de acesso; necessidade da inspeção de acessórios internos. Os vasos são considerados similares quando apresentam essencialmente a mesma função, geometria, projeto, materiais e construção.

A operação para ser considerada similar deve possuir essencialmente produtos com a mesma formulação, frações e fases, tipos de processos, vazão e temperaturas. A classificação de vasos como similares deve ser justificada formalmente.

A resposta a esta pergunta deve ser afirmativa se as condições a seguir forem verdadeiras: os vasos são substancialmente os mesmos em termos de projeto, geometria, construção e condições de serviço (por exemplo, normalmente vazio ou cheio) e; não apresentem condições que possam acarretar alterações no tipo, distribuição e taxa de deterioração.

O processo decisório de alto nível deve ser utilizado para determinar se a INI é, em princípio, apropriada. Este processo, utilizado para decidir se existe informação suficiente para planejar a INI e qual o nível de eficiência requerida, deve avaliar quão confiáveis são: as previsões sobre os tipos de defeitos em potencial e suas localizações; a eficiência das inspeções anteriores; e a taxa de deterioração e sua severidade conhecida ou esperada.

FONTE: Equipe Target

Anúncio fixo da norma NBRISO9001 Chegou o novo app Target GEDWeb!
Busque e visualize suas normas ABNT NBR NM
Recursos exclusivos de busca, leitura por voz,
acesso off-line, navegação por setor e muito mais!
Produto/Serviço relacionado à NBRISO9001

Baseado nos documentos visitados

Normas recomendadas para você

Caldeiras e vasos de pressão — Requisitos para a construção - Parte 4: Conforme ASME Code, Section VIII, Division 2
NBR16035-4 de 03/2022

Caldeiras e vasos de pressão — Requisitos para a construção - Parte 4: Conforme ASME Code, Section VIII, Division 2

Caldeiras e vasos de pressão — Requisitos para a construção - Parte 3: Conforme ASME Code, Section VIII, Division 1
NBR16035-3 de 03/2022

Caldeiras e vasos de pressão — Requisitos para a construção - Parte 3: Conforme ASME Code, Section VIII, Division 1

Ensaios não destrutivos - Qualificação e certificação de pessoal em END(ISO 9712:2012, IDT)
NBRNM-ISO9712 de 02/2014

Ensaios não destrutivos - Qualificação e certificação de pessoal em END(ISO 9712:2012, IDT)

Caldeiras e vasos de pressão — Requisitos para a construção - Parte 1: Geral
NBR16035-1 de 03/2022

Caldeiras e vasos de pressão — Requisitos para a construção - Parte 1: Geral

Ensaios não destrutivos — Inspeção por ACFM — Procedimento
NBR15248 de 09/2020

Ensaios não destrutivos — Inspeção por ACFM — Procedimento

Vasos de pressão - Inspeção de segurança em serviço
NBR15417 de 01/2007

Vasos de pressão - Inspeção de segurança em serviço

Vasos de pressão - Metodologia para inspeção não intrusiva
NBR16455 de 06/2016

Vasos de pressão - Metodologia para inspeção não intrusiva

Caldeiras e vasos de pressão — Requisitos para a construção - Parte 5: Vasos de pressão não sujeitos a chama — Padrão europeu
NBR16035-5 de 03/2022

Caldeiras e vasos de pressão — Requisitos para a construção - Parte 5: Vasos de pressão não sujeitos a chama — Padrão europeu

Caldeiras e vasos de pressão – Requisitos para a construção - Parte 2: Conforme ASME Code, Section I
NBR16035-2 de 03/2022

Caldeiras e vasos de pressão – Requisitos para a construção - Parte 2: Conforme ASME Code, Section I