Text page

NBR 16458 de 05/2016: os requisitos para as bobinas de bloqueio

Quais as características da frequência de onda portadora das bobinas de bloqueio? Qual o dispositivo de proteção recomendado? Quais as condições para serviço em regime permanente? Qual o nível de isolação entre os terminais da bobina de bloqueio? Essas questões estão sendo respondidas no texto sobre as bobinas de bloqueio.

25/05/2016 - Equipe Target

Os conceitos das bobinas de bloqueio

A NBR 16458 de 05/2016 - Bobinas de bloqueio para sistemas de potência em corrente alternada (ca) especifica os requisitos, métodos de ensaios e classes para bobinas de bloqueio. Aplica-se às bobinas de bloqueio inseridas em linhas de transmissão de alta-tensão ca, para bloquear sinais tipicamente na faixa de ondas portadoras de 30 kHz a 500 kHz, sem perda significativa no sinal de potência, sob todas as condições do sistema de potência, e para minimizar interferências do sistema de ondas portadoras em linhas de transmissão adjacentes.

Não se aplica aos indutores conectados às linhas de transmissão de alta-tensão para outros propósitos. Não define as condições do sistema de potência exigidas para operação de bobinas de bloqueio associadas às estações conversoras ca/cc.

Acesse algumas perguntas relacionadas com essa norma GRATUITAMENTE no Target Genius Respostas Diretas:

Quais as características da frequência de onda portadora das bobinas de bloqueio?

Qual o dispositivo de proteção recomendado?

Quais as condições para serviço em regime permanente?

Qual o nível de isolação entre os terminais da bobina de bloqueio?

As condições normais são voltadas para o serviço ao ar livre. A bobina de bloqueio deve ter seu funcionamento assegurado, mesmo que exposta ao sol, chuva, neblina, neve, gelo, etc. Casos decorrentes de severas condições atmosféricas, como forte maresia, poluição industrial, agentes químicos corrosivos, etc., devem ser cobertos por acordo especial entre fabricante e cliente.

A bobina de bloqueio não pode ser usada em uma altitude superior a 1 000 m acima do nível do mar sem que haja um acordo especial com o fabricante e sem que medidas sejam tomadas para assegurar sua adequação. A bobina de bloqueio não pode ser usada fora da faixa de temperatura do ar de – 40 °C a + 40 °C, sem um acordo prévio entre fabricante e cliente.

Esta norma se aplica apenas aos sistemas de potência com frequência industrial entre 15 Hz a 60 Hz, inclusive. Para os efeitos desta norma, considera-se que correntes e tensões na frequência industrial tenham formas de onda aproximadamente senoidais. Nos eventos em que alguns requisitos não puderem ser atendidos, recomenda-se que sejam feitas referências à Seção 9 e a 11.3.

Vários dispositivos em sistemas de potência, como transformadores, barramentos, linhas, etc., representam uma impedância conectada depois da bobina de bloqueio entre a linha e a terra. Esta impedância em série com a impedância da bobina de bloqueio constitui uma derivação para o sinal de onda portadora.

A atenuação deste sinal provocada por esta derivação depende da soma vetorial destas duas impedâncias. No caso mais desfavorável, as componentes reativas das duas impedâncias podem ser compensadas, reduzindo assim a impedância da derivação a um valor muito baixo e, portanto, inaceitável.

Para evitar eventualidade e a possibilidade de variação da atenuação de bloqueio, em decorrência de manobras no sistema de potência, os dispositivos de sintonia das bobinas de bloqueio devem incluir uma componente resistiva, e assim a eficácia da bobina de bloqueio pode ser avaliada em termos de sua resistência efetiva.

A componente resistiva mínima ou a impedância mínima deve ser um valor sem tolerância negativa, incluindo todas as tolerâncias e capacitâncias parasitas do indutor principal e do dispositivo de sintonia. A especificação da impedância de bloqueio e perdas de inserção devem ser acordadas entre fabricante e comprador.

Esta norma não detalha variações permissíveis destas duas características dentro da largura de faixa da bobina de bloqueio. Porém chama-se atenção para a Seção A.3, onde a relação entre a indutância nominal, resistência de bloqueio e largura de faixa é discutida.

Ao fixar um valor para a largura de faixa, sugere-se adotar, para a perda de inserção e para a perda de inserção nominal, um valor que não ultrapasse 2,6 dB. Estes valores correspondem a uma resistência de bloqueio da bobina de bloqueio igual a 1,41 vez a impedância característica da linha de transmissão.

As perdas de potência ocorrem no indutor principal devido à passagem da corrente nominal na frequência industrial e à presença de correntes parasitas. A magnitude dessas perdas é função do projeto da bobina de bloqueio e do material usado nos enrolamentos.

Se o comprador necessitar que as perdas sejam determinadas, isto deve ser feito através de acordo com o fabricante, que deve declará-las posteriormente. Salienta-se que um requisito para baixas perdas de potência pode influenciar no desempenho da bobina de bloqueio nas frequências de ondas portadoras.

Uma vez que o projeto e construção das bobinas de bloqueio variam largamente, é recomendado, para efeitos de comparação, que as perdas sejam corrigidas para a temperatura de 75 °C. Um método de correção de perdas de potência em relação à temperatura é dado na Seção A.4, apenas para orientação.

Os ensaios podem ser feitos pelo fabricante em qualquer temperatura ambiente entre 0 °C e + 40 °C, em ambiente abrigado ou ao ar livre. Para os ensaios, a bobina de bloqueio deve ser montada em posição similar à qual estaria em serviço, a menos que seja estipulada outra condição.

A temperatura ambiente durante o ensaio deve ser registrada. Todos os ensaios de tipo, ou parte deles, devem ser executados nos protótipos e podem ser repetidos por amostragem, se um acordo especial for feito entre o comprador e o fabricante.

Para alguns dos ensaios, métodos particulares são sugeridos com o intuito de simplificar o processo. Outros métodos, incluindo instrumentos de leitura direta que elimina ou reduz processamento computacional, podem ser usados, se sua exatidão e conformidade puderem ser demonstradas.

Ao serem realizadas medições na faixa de frequência de ondas portadoras nas interligações do circuito de medição, recomenda-se que estas sejam mantidas tão curtas quanto possível, a fim de excluir impedâncias estranhas. Todos os equipamentos usados nas medições (incluindo a bobina de bloqueio) devem ser afastados de superfícies e objetos metálicos, e a impedância dos cabos de ensaios deve ser levada em conta.

FONTE: Equipe Target

Anúncio fixo da norma NBRISO9001 Chegou o novo app Target GEDWeb!
Busque e visualize suas normas ABNT NBR NM
Recursos exclusivos de busca, leitura por voz,
acesso off-line, navegação por setor e muito mais!
Produto/Serviço relacionado à NBRISO9001

Baseado nos documentos visitados

Normas recomendadas para você

Transformadores de potência - Parte 2: Aquecimento
NBR5356-2 de 12/2007

Transformadores de potência - Parte 2: Aquecimento

Transformadores de potência - Parte 3: Níveis de isolamento, ensaios dielétricos e espaçamentos externos em ar
NBR5356-3 de 12/2007

Transformadores de potência - Parte 3: Níveis de isolamento, ensaios dielétricos e espaçamentos externos em ar

Acessórios elétricos - Extensões enroláveis sobre carretel para uso doméstico e análogo
NBRIEC61242 de 03/2013

Acessórios elétricos - Extensões enroláveis sobre carretel para uso doméstico e análogo

Cabos elétricos — Raios mínimos de curvatura para instalação e diâmetros mínimos de núcleos de carretéis para acondicionamento
NBR9511 de 10/2019

Cabos elétricos — Raios mínimos de curvatura para instalação e diâmetros mínimos de núcleos de carretéis para acondicionamento

Transformadores de Potência - Parte 1: Generalidades
NBR5356-1 de 12/2007

Transformadores de Potência - Parte 1: Generalidades

Transformadores de potência - Parte 5: Capacidade de resistir a curtos-circuitos
NBR5356-5 de 12/2015

Transformadores de potência - Parte 5: Capacidade de resistir a curtos-circuitos

Isolação elétrica - Avaliação e designação térmicas
NBRIEC60085 de 09/2017

Isolação elétrica - Avaliação e designação térmicas

Transformadores de potência - Parte 6: Reatores
NBR5356-6 de 11/2012

Transformadores de potência - Parte 6: Reatores

Bobinas de bloqueio para sistemas de potência em corrente alternada (c.a.)
NBR16458 de 05/2016

Bobinas de bloqueio para sistemas de potência em corrente alternada (c.a.)

Terminais da baixa tensão para bobina da ignição
NBR6018 de 03/1980

Terminais da baixa tensão para bobina da ignição

Transformadores de potência - Parte 4: Guia para ensaio de impulso atmosférico e de manobra para transformadores e reatores
NBR5356-4 de 12/2007

Transformadores de potência - Parte 4: Guia para ensaio de impulso atmosférico e de manobra para transformadores e reatores