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NBR 15561 de 03/2016: os requisitos para a tubulação de polietileno para água e esgoto

Qual a caracterização do composto na forma de grânulos? Qual deve ser a tensão de dimensionamento dos tubos? Qual deve ser a resistência à pressão hidrostática interna de curta duração a 20 °C dos tubos? Como deve ser feita a inspeção de recebimento dos tubos? Essas perguntas estão sendo respondidas no texto sobre tubulação de polietileno para água e esgoto.

06/04/2016 - Equipe Target

Tubulação de polietileno

A NBR 15561 de 03/2016 - Tubulação de polietileno PE 80 e PE 100 para transporte de água e esgoto sob pressão — Requisitos especifica os requisitos e métodos de ensaio para fabricação e recebimento de tubos de polietileno para transporte de fluidos em temperaturas de até 40 °C, com máxima pressão de operação de até 2,5 MPa, projetados para vida útil de 50 anos, destinados a serem utilizados em: ramais prediais de água; redes de distribuição de água e adutoras; e linhas de esgoto sanitário sob pressão. Esta Norma aplica-se aos tubos de diâmetro externo nominal (DE) de 20 mm a 2 000 mm nas classes de pressão nominal de PN 3,2 (0,32 MPa), PN 4 (0,4 MPa), 5 (0,5 MPa), 6 (0,6 MPa), 8 (0,8 MPa), 10 (1 MPa), 12,5 (1,25 MPa), 16 (1,6 MPa), 20 (2 MPa) e 25 (2,5 MPa).

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Qual a caracterização do composto na forma de grânulos?

Qual deve ser a tensão de dimensionamento dos tubos?

Qual deve ser a resistência à pressão hidrostática interna de curta duração a 20 °C dos tubos?

Como deve ser feita a inspeção de recebimento dos tubos?

Recomenda-se que o fabricante mantenha um controle do processo de fabricação conforme o Anexo A, que envolva os fornecedores do composto e do tubo e que seja capaz de assegurar que os produtos fabricados estão de acordo com esta norma. A matéria-prima para fabricação dos tubos conforme os requisitos desta norma deve ser o composto de polietileno contendo somente aditivos e pigmentos necessários à fabricação do tubo, incluindo processabilidade, homogeneidade e uniformidade dos lotes.

O composto de polietileno, em sua formulação final, deve ser fornecido apenas pelo fabricante do polímero, de tal forma que o fabricante do tubo nada acrescente à matéria-prima adquirida. O composto não pode interferir nos padrões de potabilidade da água conforme estabelecido pela legislação em vigor.

Os compostos de polietileno empregados em sistemas de abastecimento de água não podem constituir efeitos tóxicos, propiciar desenvolvimento de micro-organismos, e/ou transmitir gosto, odor ou opacidade à água. Não pode ser utilizado material reprocessado e/ou reciclado. A classificação do composto deve ser comprovada pelo seu fabricante com a apresentação da curva de regressão, para cada código de composto.

Os tubos são designados pelo diâmetro externo nominal (DE) e pela pressão nominal (PN). O número relativo à pressão nominal (PN) corresponde à máxima pressão de operação (MPO), expressa em bar, a 20 °C, para uma vida útil projetada para 50 anos.

Para temperaturas superiores a 20 °C deve-se considerar os fatores de redução de pressão conforme o Anexo B. Os tubos devem ser fabricados nas cores determinadas em função da sua aplicação, conforme a seguir: para ramais prediais: cor azul; para redes de distribuição e/ou adutoras de água: cor azul ou cor preta com listras azuis; para transporte de esgoto sanitário sob pressão: cor preta com listras ocre.

Os tubos de cor preta com listras azuis ou listras ocres devem conter quatro ou mais listras contínuas, equidistantes entre si, ao longo da circunferência. A profundidade das listras admitida deve ser ≤ 10 % da espessura da parede do tubo.

As listras devem ser inseridas por processo de co-extrusão. O índice de fluidez do tubo deve apresentar um desvio máximo de ± 20 %, quando comparado com o índice de fluidez medido no lote do composto utilizado para fabricação do tubo.

O corpo de prova deve ser extraído do centro da parede do tubo e o índice de fluidez deve ser determinado conforme as NBR 9023 e ISO 1133-1. O tubo na cor preta ou preta com listras deve ser submetido ao ensaio de determinação do teor de negro de fumo para comprovar a quantidade deste em sua massa, conforme a NBR 9058 ou ISO 6964, sendo: conteúdo na massa do composto: 2,0 % a 2,5 %; e tamanho médio das partículas: 10 ηm a 25 ηm. O tamanho médio das partículas é somente para fins de referência e não é determinado no ensaio de negro de fumo.

A fim de manter a integridade dos tubos durante a estocagem, manuseio e transporte, devem ser observados os cuidados a seguir: evitar que os tubos fiquem expostos à fonte de calor, como escapamentos de veículos e agentes químicos agressivos, como solventes; amarrar e acondicionar adequadamente as cargas para que não se soltem durante o transporte e nunca prender ou carregar os tubos com cintas ou cabos metálicos; preparar uma base de apoio adequada, isenta de agentes agressivos, pontiagudos ou cortantes; tubos de diâmetro externo (DE) ≥ 500 mm e SDR 32,25 devem ter suas extremidades ancoradas com cruzetas de madeira ou dispositivos similares que evitem a ovalização; os tubos produzidos com composto na cor azul não podem ser estocados em locais sujeitos a intempéries por período superior a seis meses de ensaios contendo no mínimo o seguinte: diâmetro externo nominal (DE); pressão nominal (PN); SDR do tubo; identificação comercial do composto utilizado na fabricação; classificação do composto (PE 80 ou PE 100); código de rastreabilidade; tamanho do lote inspecionado, em metros, e números de barra ou de bobinas; resultado dos ensaios de recebimento; informação de que o lote atende ou não às especificações desta norma; cópia do certificado de análise do composto utilizado para fabricação do lote inspecionado; para tubos destinados aos sistemas de abastecimento de água, atestado de que o composto utilizado não interfere nos padrões de potabilidade conforme legislação em vigor.

FONTE: Equipe Target

Baseado nos documentos visitados

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