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Tacógrafos para oferecer segurança devem cumprir a norma técnica e ser calibrados

Os tacógrafos ou cronotacógrafos são obrigatórios nos veículos de condução escolar, de transporte de passageiros com mais de dez lugares e veículos com carga pesada e certificado de carga perigosa. Esses equipamentos, que devem cumprir as normas técnicas, registram, de forma simultânea, a velocidade e a distância percorrida pelo veículo, assim como o tempo de trabalho do condutor e os tempos de parada e de direção. A verificação do tacógrafo, também conhecido como a caixa-preta dos transportes urbanos, deve ser feita a cada dois anos.

02/03/2016 - Equipe Target

Esses equipamentos são de uso obrigatório

Muitos consumidores desconhecem, mas o cronotacógrafo, popularmente chamado de tacógrafo, é um equipamento de uso obrigatório para realizar esse tipo de condução, segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), e precisa ser vistoriado periodicamente pelo Inmetro e seus órgãos delegados que compõem a RBMLQ-I.

O tacógrafo registra informações sobre velocidade, distância percorrida e tempo de parada do veículo, que, no caso de acidentes, podem ser utilizadas em laudos periciais. Segundo o Inmetro, o consumidor pode verificar a situação do instrumento por meio de um aplicativo de celular, digitando apenas a placa do veículo. É importante que as pessoas saibam se a van escolar, a van de transporte de passageiros e o caminhão de carga estão em dia com a verificação metrológica.

O consumidor deve exigir desses prestadores de serviço a comprovação de regularidade nos veículos por meio do site www.inmetro.rs.gov.br/cronotacografo ou conferir a situação utilizando o aplicativo, disponível somente para smartphones que funcionam com a plataforma Android, com download gratuito no endereço: www.inmetro.rs.gov.br/rbmlqi

De uso obrigatório para veículos de transporte de passageiros com mais de dez lugares e de carga com peso bruto total superior a 4.536 toneladas, o tacógrafo também é conhecido como a “caixa preta” do veículo. No caso da condução escolar, é importante verificar se o veículo tem autorização para realizar o transporte de crianças e adolescentes e se o Certificado de Verificação do Tacógrafo está vigente.

Na maioria dos acidentes envolvendo caminhões e ônibus, por exemplo, as causas estão relacionadas ao comportamento humano. Assim, ter o registro da conduta do motorista que assume um comportamento de risco é uma das formas de se reduzir estes acidentes. E o tacógrafo, do ponto de vista metrológico, pode ser uma destas alternativas.

Esses equipamentos devem cumprir a NBR ISO 16844 que, sob o título geral "Veículos rodoviários automotores – Sistemas de tacógrafo", tem previsão de conter as seguintes partes: Parte 1: Conectores elétricos; Parte 2: Unidade de registro, interface elétrica (norma cancelada); Parte 3: Interface do sensor de movimento; Parte 4: Interface CAN (Controller Area Network); Parte 5: Interface CAN segura; Parte 6: Diagnósticos; e Parte 7: Parâmetros. A NBR ISO 16844 suporta e facilita a comunicação entre unidades eletrônicas e um tacógrafo, sendo o tacógrafo baseado nos Regulamentos do Conselho (EEC) Nº 3820/85[1] e (EEC) Nº 3821/85[2] e sua emenda do Regulamento do Conselho (EEC) Nº 2135/98[3].

Sua finalidade é assegurar a compatibilidade entre tacógrafos de vários fabricantes. A base do conceito de tacógrafo digital é uma unidade de registro (RU) que armazena dados relativos às atividades dos motoristas de um veículo no qual está instalado. Quando a unidade de registro (RU) está em condição normal de operação, os dados armazenados em sua memória são acessíveis a várias entidades, como motoristas, autoridades, oficinas e companhias de transporte em uma variedade de formas: estes dados podem ser exibidos em uma tela, impressos por um dispositivo de impressão ou descarregados para um dispositivo externo.

O acesso aos dados armazenados é controlado por um cartão inteligente (smart card) inserido no tacógrafo. A fim de evitar a manipulação do sistema de tacógrafo, o transmissor do sinal de velocidade (sensor de movimento) é provido com uma ligação de dados criptografados.

A NBR ISO 16844-1 de 08/2007 - Veículos rodoviários automotores - Sistemas de tacógrafo - Parte 1: Conectores elétricos especifica as dimensões, ensaios e requisitos para o desempenho de conectores elétricos necessários para assegurar intercambiabilidade de diferentes componentes dos sistemas de tacógrafo utilizados em veículos rodoviários automotores de acordo com o Regulamento do Conselho (EEC) Nº 3820/85 sobre equipamento de registro em transporte rodoviário. Em particular, esta parte da NBR ISO 16844 especifica o conector utilizado para conectar a unidade de registro do tacógrafo ao chicote de fiação elétrica do veículo.

A NBR ISO 16844-3 de 08/2007 - Veículos rodoviários automotores - Sistemas de tacógrafo - Parte 3: Interface do sensor de movimento especifica as camadas físicas e de ligação de dados da interface elétrica que conecta um sensor de movimento a uma unidade do veículo, utilizadas em sistemas de tacógrafo de veículos rodoviários automotores para realizar transmissão do sinal de velocidade e intercâmbio de dados.

A NBR ISO 16844-4 de 08/2007 - Veículos rodoviários automotores - Sistemas de tacógrafo - Parte 4: Interface CAN (Controller Area Network) especifica a interface CAN (Controller Area Network) para o intercâmbio de informações digitais entre um sistema de tacógrafo de veículos rodoviários automotores e as unidades do veículo, e dentro do próprio sistema de tacógrafo.

A NBR ISO 16844-5 de 08/2007 - Veículos rodoviários automotores - Sistemas de tacógrafo - Parte 5: Interface CAN segura especifica o intercâmbio seguro de informações digitais entre um sistema de tacógrafo de veículos rodoviários automotores e as unidades do veículo, e dentro do próprio sistema de tacógrafo.

A NBR ISO 16844-6 de 08/2007 - Veículos rodoviários automotores - Sistemas de tacógrafo - Parte 6: Diagnósticos especifica o serviço e a comunicação de diagnóstico em sistemas de tacógrafo utilizados em veículos rodoviários automotores para os modos de comunicação de rede de controladores de área (CAN) e linha-K. Também se aplica para fins de programação.

Por fim, a NBR ISO 16844-7 de 08/2007 - Veículos rodoviários automotores - Sistemas de tacógrafo - Parte 7: Parâmetros especifica os parâmetros utilizados no intercâmbio de informações digitais entre um sistema de tacógrafo de veículos rodoviários automotores e as unidades do veículo ou um verificador de diagnóstico, ou dentro do próprio sistema de tacógrafo.

Na verdade, esse é um importante instrumento para a população poder ajudar na fiscalização e no cumprimento da lei. Segundo o Código de Trânsito Brasileiro a verificação desse equipamento é obrigatória em todo o Brasil. É importante que as pessoas saibam se a van escolar que transporta crianças está em dia com a verificação, por exemplo.

Para as empresas, se o caminhão da transportadora que estão contratando para levar a sua mercadoria corre risco de ficar paralisado na estrada por estar com o certificado vencido. Ou até mesmo para que o passageiro que vai fazer uma viagem intermunicipal ou interestadual tenha ciência de que vai viajar numa empresa que cumpre a legislação, com motoristas cumprindo a velocidade prescrita para o trecho, além do tempo de direção e de parada de horas previstas em lei.

O tacógrafo é obrigatório para veículos de condução escolar, de transporte de passageiros com mais de dez lugares e os de carga com peso bruto total superior a 4.556 kg (Lei nº 9.503 de 1997, art. 105, II). Em 2008, teve início a implantação do Programa de Verificação Metrológica em tacógrafo pelo Inmetro, com o objetivo de assegurar a confiabilidade desse equipamento. De lá para cá, a Autarquia credenciou mais de 370 oficinas mecânicas, que hoje estão dotadas de um equipamento chamado “simulador de pista”, que analisa se o tacógrafo está medindo corretamente, conforme sua função.

Na maioria dos acidentes envolvendo caminhões e ônibus, por exemplo, as causas estão relacionadas ao comportamento humano. Assim, ter o registro da conduta do motorista que assume um comportamento de risco é uma das formas de se reduzir estes acidentes. Porém, para alcançar esse objetivo são necessárias fiscalizações constantes e instrumentos que garantam a confiabilidade dessas ações de controle. E o tacógrafo, do ponto de vista metrológico, pode ser uma destas alternativas.

Criado no século XIX, pelo alemão Max Maria Von Weber, o tacógrafo foi aplicado inicialmente para fiscalização dos condutores de trens. O equipamento é empregado em veículos para registrar o tempo de viagem, distância percorrida e a velocidade desenvolvida para fins de controle e monitoramento de seus condutores. Além disto o equipamento é útil para que as empresas ou órgãos de fiscalização possam colher informações tais como, cumprimento de roteiros de viagem, itinerários, horários de saída e chegada, respeito aos limites de velocidade, tempos de condução e descanso, paradas não programadas e muitas outras.

No Brasil, sua obrigatoriedade foi estabelecida com o advento do CTB, em 1997, para determinados veículos de carga e de transporte de passageiros, como veremos adiante. O equipamento utiliza um disco diagrama de papel carbonado para registrar as informações, sendo que cada disco pode registrar a informação de um dia, ou um período de tempo conforme a versão do aparelho.

Em alguns aparelhos é utilizado um conjunto de discos que registram as informações em uma semana. As versões digitais e mais modernas destes aparelhos utilizam smart cards, ajudando a evitar adulterações nos registros. Além de controlar a velocidade, o tacógrafo é um importante instrumento de monitoramento e de racionalização do uso do veículo, permitindo identificar a maneira mais segura e mais econômica para operar determinado veículo, seja utilizado para transporte de cargas ou passageiros.

No mercado existem dois tipos de tacógrafos: o mecânico e o eletrônico. A escolha de uma versão ou outra vai depender do modelo e do ano de fabricação do caminhão. O eletrônico tem algumas vantagens que compensam o gasto inicial de instalação; o mecânico tem peças que se desgastam e precisam ser trocadas depois de algum tempo. O equipamento digital armazena as informações em um cartão e imprime as informações em fitas diagramas, tíquetes semelhantes aos encontrados em caixas de supermercado.

FONTE: Equipe Target

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