Text page

NBR 16242 de 01/2016: os requisitos e os métodos de ensaio de paletes plásticos

Como devem ser classificados os paletes plásticos? Quais os métodos de ensaio a ser aplicados nos paletes plásticos? Qual o procedimento para o ensaio de carga dinâmica – flexão? Qual o procedimento para o ensaio de porta palete – flexão? Essas questões estão sendo respondidas no texto sobre os paletes plásticos.

03/02/2016 - Equipe Target

Os conceitos dos paletes plásticos

A NBR 16242 de 01/2016 - Paletes plásticos - Requisitos e métodos de ensaio especifica os requisitos mínimos e métodos de ensaio para fabricação de paletes plásticos.

Acesse algumas perguntas relacionadas com essa norma GRATUITAMENTE no Target Genius Respostas Diretas:

Como devem ser classificados os paletes plásticos

Quais os métodos de ensaio a ser aplicados nos paletes plásticos?

Qual o procedimento para o ensaio de carga dinâmica – flexão?

Qual o procedimento para o ensaio de porta-palete – flexão?

Um palete plástico é um estrado de plástico utilizado para a movimentação de carga, fabricado nas medidas nominais de 1000 mm × 1200 mm. Já o porta palete é uma estrutura metálica utilizada basicamente para armazenagem de unidades de carga do tipo palete.

Deve-se entender que as forças a que os paletes são expostos durante o uso podem variar significativamente. Assim, os procedimentos de ensaio descritos nesta norma são simulações aproximadas de utilização de paletes.

Estes ensaios ajudam o fabricante de palete a estabelecer um balanço inicial aceitável entre o custo e o desempenho de um projeto de paletes. Pretende-se que todos os resultados de ensaios realizados com esta norma sejam confirmados e verificados através de ensaios de campo antes da publicação do desempenho ou da implementação comercial de um novo projeto de palete.

É essencial ter cuidado ao comparar os resultados dos ensaios com a experiência histórica, usando projetos de paletes existentes. As expectativas dos usuários de paletes são variáveis. Alguns requerem maior desempenho e alguns aceitam níveis mais baixos de desempenho.

Os usuários estão aceitando diferentes níveis de risco ao utilizar paletes. Devido às expectativas dos usuários de palete serem variáveis, os resultados dos ensaios de desempenho podem não refletir sempre a percepção do usuário.

Como a utilização de paletes é diversificada, é complicado estabelecer capacidade de carga. Recomenda-se que o usuário faça ensaios práticos referentes ao seu uso específico.

Os paletes plásticos devem ser fabricados com resinas termoplásticas, com ou sem a incorporação de aditivos e/ou pigmentos, a critério do fabricante, que deve assegurar a obtenção de um produto que atenda aos requisitos desta norma. Os paletes devem estar isentos de falhas de fabricação, como rachaduras, deformações, bordas afiadas e rebarbas que sejam perceptíveis a olho nu.

Pode ser ressaltado que, mesmo com o baixo custo do palete de madeira em comparação com outros tipos de materiais, como o plástico e o papelão, ele vem sendo mal utilizado, pois apenas 10% dos paletes são reutilizados gerando custos para o descarte.

O aspecto ambiental é um ponto relevante na utilização do palete de madeira, pois impacta diretamente no desmatamento, causando necessidade imediata de reflorestamento. Levando-se em conta todas as adversidades que existem na utilização dos paletes de madeira, o palete de plástico para sua substituição enfrenta algumas barreiras: a necessidade de uma eficiente logística reversa e a ausência de parceiros no exterior para sua viabilização; o alto investimento inicial faz com que as empresas busquem outras alternativas de paletização, descartando sequer a análise sobre a viabilidade do uso de paletes de plástico; a dificuldade de customização do palete de plástico para um tipo específico de carga a ser unitizada é quase sempre um fator impeditivo para seu uso, uma vez que esta opção acarreta em altos custos.

Em suma, o uso de paletes é essencial em diversas operações de manuseio e transporte de cargas e a utilização do material plástico em substituição ao de madeira pode representar significativas vantagens não só em relação ao custo-benefício estimado, mas também em benefícios consideráveis ao meio ambiente principalmente devido ao tipo de material, não biodegradável e reciclável.

Dessa forma, como viabilizar o uso do palete de plástico, onde o principal foco está em buscar uma logística economicamente viável para a utilização deste tipo de material nas operações de comércio exterior, incluindo a criação de parcerias com operadores logísticos através de operações triangulares com o uso da logística reversa.

Atualmente, o comércio mundial como um todo vem sofrendo grandes transformações, seja com o surgimento de novos blocos econômicos ou acordos bilaterais, grande e constante competitividade entre os países e busca de diferenciais competitivos cada vez mais intensos entre organizações globais. Neste cenário, a logística aparece como uma das grandes estratégias destas mudanças, surgindo como o ponto central a ser discutido e trabalhado. Nos dias de hoje, o lema fazer mais com menos é um dos principais desafios da logística moderna.

Neste sentido, no qual a movimentação de materiais tem papel imprescindível numa cadeia de suprimentos, destaca-se o uso dos paletes de plástico como alternativa viável à substituição ao palete de madeira. Seu uso tem sido cada vez mais crescente por diversos motivos, como praticidade, segurança, higiene, durabilidade e talvez o mais importante deles: grandes restrições ao palete de madeira impostas por muitos países.

Este tipo de palete vem ganhando espaço em diversos segmentos da indústria, porém ainda enfrenta algumas barreiras devido ao seu alto custo unitário em relação ao palete de madeira. Hoje, mais do que nunca, fica evidente como o fator custo torna-se muitas vezes um impeditivo quanto à sua utilização, já que o investimento inicial é bastante significativo, principalmente em indústrias de pequeno e médio porte, que não possuem o poder de barganha necessário às boas negociações com fornecedores deste tipo de material.

FONTE: Equipe Target

Anúncio fixo da norma NBRISO9001 Chegou o novo app Target GEDWeb!
Busque e visualize suas normas ABNT NBR NM
Recursos exclusivos de busca, leitura por voz,
acesso off-line, navegação por setor e muito mais!
Produto/Serviço relacionado à NBRISO9001

Baseado nos documentos visitados

Normas recomendadas para você

Paletes – Determinação da resistência à flexão da face superior e da face inferior
NBR8335 de 07/2011

Paletes – Determinação da resistência à flexão da face superior e da face inferior

Paletes - Terminologia
NBR8254 de 11/2008

Paletes - Terminologia

Paletes de madeira serrada – Requisitos para aceitação
NBR9193 de 08/2011

Paletes de madeira serrada – Requisitos para aceitação

Unidades modulares para máquinas - Ferramentas - Paletes porta-peças - Parte 2: Paletes porta-peças com dimensão nominal maior que 800 mm
NBRISO8526-2 de 05/1997

Unidades modulares para máquinas - Ferramentas - Paletes porta-peças - Parte 2: Paletes porta-peças com dimensão nominal maior que 800 mm

Unidades modulares para máquinas-ferramenta - Paletes porta-peças - Parte 1: Paletes porta-peças com dimensão nominal até 800 mm
NBRISO8526-1 de 05/1997

Unidades modulares para máquinas-ferramenta - Paletes porta-peças - Parte 1: Paletes porta-peças com dimensão nominal até 800 mm

Paletes – Classificação
NBR8334 de 12/2014

Paletes – Classificação

Paletes plásticos — Requisitos e métodos de ensaio
NBR16242 de 02/2020

Paletes plásticos — Requisitos e métodos de ensaio

Sistema de armazenagem - Parte 1: Terminologia
NBR15524-1 de 10/2007

Sistema de armazenagem - Parte 1: Terminologia

Equipamento de apoio no solo — Rack para palete e contêiner aeronáutico
NBR9086 de 07/2016

Equipamento de apoio no solo — Rack para palete e contêiner aeronáutico

Paletes – Determinação da resistência à flexão do palete apoiado na face inferior e na face superior
NBR8337 de 07/2011

Paletes – Determinação da resistência à flexão do palete apoiado na face inferior e na face superior

Sistema de armazenagem - Parte 2: Diretrizes para o uso de estruturas tipo porta-paletes seletivos
NBR15524-2 de 10/2007

Sistema de armazenagem - Parte 2: Diretrizes para o uso de estruturas tipo porta-paletes seletivos

Paletes de madeira – Resistência da fixação ao arrancamento
NBR8255 de 07/2011

Paletes de madeira – Resistência da fixação ao arrancamento

Paletes — Dimensões básicas
NBR8252 de 11/2011

Paletes — Dimensões básicas

Paletes – Deformação em diagonal
NBR8339 de 07/2011

Paletes – Deformação em diagonal

Paletes – Determinação da resistência à queda livre sobre quina
NBR8341 de 07/2011

Paletes – Determinação da resistência à queda livre sobre quina

Paletes de madeira – Peças de madeira e fixadores
NBR9192 de 11/2010

Paletes de madeira – Peças de madeira e fixadores

Embalagem e acondicionamento — Determinação da resistência à compressão por carga constante
NBR9475 de 08/2012

Embalagem e acondicionamento — Determinação da resistência à compressão por carga constante