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NBR 8865 de 12/2015 e NBR 8866 de 12/2015: os requisitos e a requalificação de recipientes para GLP

Como deve ser feita a seleção visual antes do envasamento ou abastecimento a granel dos recipientes transportáveis de aço para GLP? E a inspeção após o envasamento ou abastecimento a granel? Por que os recipientes transportáveis de GLP precisam ser requalificados e como é feita a sua inspeção visual? Como devem ser utilizados os componentes dos recipientes requalificados? Essas e outras questões estão sendo respondidas no texto sobre os recipientes transportáveis de aço para GLP.

23/12/2015 - Equipe Target

Os recipientes transportáveis para gás liquefeito de petróleo (GLP)

A NBR 8865 (NB884) de 12/2015 - Recipientes transportáveis de aço para gás liquefeito de petróleo (GLP) - Requalificação – Requisitos estabelece os requisitos mínimos exigíveis para a requalificação de recipientes transpor­táveis de aço para gás liquefeito de petróleo (GLP). Já a NBR 8866 (NB885) de 12/2015 - Recipientes transportáveis para gás liquefeito de petróleo (GLP) - Seleção visual das condições de uso nas bases de envasamento – Requisitos estabelece os requisitos mínimos para a seleção visual das condições de uso dos recipientes transportáveis de aço para gás liquefeito de petróleo (GLP), nas bases de envasamento. Todo recipiente rejeitado antes ou após o envasamento deve ser encaminhado para manutenção, conforme a NBR 14909 ou para requalificação, conforme NBR 8865, ou para inutilização.

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Como deve ser feita a seleção visual antes do envasamento ou abastecimento a granel dos recipientes transportáveis de aço para GLP?

E a inspeção após o envasamento ou abastecimento a granel?

Por que os recipientes transportáveis de GLP precisam ser requalificados e como é feita a sua inspeção visual?

Como devem ser utilizados os componentes dos recipientes requalificados?

Quais os reparos a ser feitos na requalificação?

O que deve ser feito com os recipientes com corrosão por crateramento?

Todos os recipientes transportáveis para GLP, incluindo aqueles aparentemente sem danos, devem ser submetidos individualmente à requalificação, nas condições estabelecidas nesta norma e com o processo sob responsabilidade de um profissional habilitado. A primeira requalificação de um recipiente transportável deve ser realizada no máximo até o ano em que o recipiente completa 15 anos de sua fabricação.

No caso dos recipientes fabricados conforme ASME e DOT, no máximo até o ano em que completam 12 anos de sua fabricação. A requalificação tem validade de 10 anos, devendo, após este período, o recipiente transportável ser requalificado novamente. Qualquer recipiente transportável deve ser submetido ao processo de requalificação ou manutenção, antes do intervalo estabelecido, se não for aprovado na seleção visual conforme a NBR 8866 ou na inspeção antes do abastecimento conforme a NBR 14024.

Todo recipiente transportável enviado para requalificação deve estar sem um dos componentes roscados para garantir que está despressurizado. Excetuando-se as requalificadoras que possuem estrutura técnica, para decantação e despressurização, e que estejam licenciadas em todos os requisitos legais específicos

Todo recipiente transportável enviado para requalificação deve estar sem um dos componentes roscados para garantir que está despressurizado. Excetuando-se as requalificadoras que possuem estrutura técnica, para decantação e despressurização, e que estejam licenciadas em todos os requisitos legais específicos e de acordo com a classificação de áreas descrita na NBR IEC 60079-10-1.

Os recipientes reprovados na inspeção visual por corrosão localizada podem permanecer em serviço somente se, após a medição da espessura residual do corpo do recipiente, forem atendidos os limites mínimos conforme especificado abaixo. Para análise da área afetada pela corrosão, o recipiente deve ter a região afetada limpa, com a pintura removida até a exposição da chapa: para os recipientes menores que 250 L: 2 mm; para os demais recipientes com capacidade acima de 250 L abastecidos no local: 4,3 mm, exceto para os recipientes fabricados sob o código ASME, que devem seguir 5.1.3. O recipiente deve ser inutilizado, caso haja corrosão, crateramento generalizado e/ou em linha, de acordo com os padrões fotográficos do Anexo A.

O recipiente com amassamento do tipo mossa deve ser inspecionado e reprovado de acordo com os padrões fotográficos do Anexo C. O recipiente reprovado na inspeção visual pode ainda ser ensaiado quanto a redução da capacidade volumétrica. Caso esta redução seja menor ou igual a 2 %, o recipiente deve ser aprovado. Caso esta redução seja superior a 2 %, o recipiente deve ser inutilizado.

Somente o recipiente inspecionado com amassamento do tipo vinco que apresentar ponto visível de redução de espessura deve ser reprovado de acordo com os padrões fotográficos do Anexo C. O recipiente reprovado nesta inspeção deve ser inutilizado, bem como os que apresentarem vinco na solda. A decapagem é obrigatória para todos os recipientes.

O GLP é basicamente uma mistura de propano e butano e sua composição é função de disponibilidade dos gases nas refinarias. Pequenas quantidades de propileno e butileno também podem ser encontradas na mistura.

Na temperatura ambiente todas essas substâncias se encontram na fase gasosa. Para a liquefação submete-se a mistura a pressões que variam entre 3 a 15 kgf/cm². O GLP é inodoro e por medida de segurança e para facilitar a detecção de vazamentos, são adicionadas ao GLP pequenas quantidades de substância odorizante (mercaptanas). Por serem mais pesados que o ar, os vapores de GLP em caso de vazamento ocuparão as partes mais baixas, podendo adentrar por ralos canalizações e bueiros.

O GLP não polui o meio ambiente, mas a queima deve ser feita em local com ventilação adequada para evitar o acumulo dos gases resultantes da combustão (CO2 ). O contato com a pele na fase líquida pode causar queimaduras por enregelamento (frio). Se inalado em grande quantidade pode causar efeito anestésico e também asfixia.

Os tipos de recipientes de GLP: o P-2 com 5,5 Le 2,0 kg, para fogareiros, lampiões e maçaricos; o P-5 ou P-8 com 5,0 L e 8,0 kg, para cozimento e maçaricos; o P-13 com 31,5 L, 13,0 kg, para cozimento; o P-20 com 48,0 L e 20,0 kg, sendo exclusivo para empilhadeiras (opera na posição horizontal); e o P-45 com 108,0 L e 45,0 kg, para uso doméstico e industrial – cozimento, aquecimento, soldas, etc. Os botijões são construídos de acordo com normas técnicas nacionais e devem conter em seu interior não mais que 85% do volume em líquido, portanto com 15% do volume na fase gasosa.

A válvula do P-2 é automática. Ao encaixar o engate ele empurra o pino que libera o gás. O P-2 não possui regulador de pressão nem parafuso de segurança para sobrepressão ou aquecimento. As válvulas do P-5, P-8 e P-13 são automáticas, com reguladores de pressão e eles possuem no bojo um parafuso fusível que se funde a aproximadamete 70 ºC, permitindo o alívio de pressão no recipiente, se necessário.

As válvulas do P-45 são manuais e próprias para interligação a uma tubulação coletora. Possui também uma válvula de segurança para sobrepressão e aquecimento. Existem dois tipos de P-20, que são destinados a empilhadeiras. Um deles é retornável à distribuidora e o outro possui uma válvula como um tanque de combustível para que o próprio usuário recarregue, injetando a partir de uma central de gás.

Como o enchimento deve ser no máximo de 85%, existe uma outra válvula de excesso que indica o final do abastecimento. O P-20 opera deitado, pois o GLP é injetado na forma líquida no carburador das empilhadeiras. Possui uma válvula de segurança e alívio que libera gás se a pressão interna ultrapassar 17.5 kgf/cm². O componentes do botijão: registro - bloqueia e libera o fluxo de gás do botijão para o fogão; cone borboleta - permite a passagem do gás para o regulador; regulador de pressão – equipamento que tem como finalidade reduzir a pressão do GLP para pressão de operação.

No Brasil, o universo estimado dos botijões de 13 kg de GLP, embalagem de maior penetração no mercado, é de 108,6 milhões de recipientes. Os recipientes são fabricados, em sua grande maioria, utilizando-se de aço carbono, com espessura de 3 mm, em conformidade com a NBR 8460, que especifica os requisitos mínimos exigíveis para a fabricação dos recipientes transportáveis de GLP.

Em média, um botijão vazio pesa 13 kg de puro aço. Levantamentos realizados pelas distribuidoras apontam que, em média, um botijão de 13 kg retorna às suas bases engarrafadoras a cada 90 dias para um novo enchimento e, quando isto ocorre, por questões de segurança, as empresas distribuidoras buscam cumprir com o estabelecido na NBR 8866, que estabelece e recomenda os requisitos considerados como mínimos exigíveis para a seleção visual das condições de uso dos recipientes transportáveis para GLP, nas bases de envasamento.

Os funcionários qualificados são responsáveis pela segregação dos recipientes considerados impróprios que são encaminhados para uma oficina de requalificação, onde serão testados quanto a sua real capacidade para prosseguir em operação, sem oferecer risco a segurança do consumidor. Toda requalificação de recipientes deve ser realizada conforme a NBR 8865.

Os botijões podem ser reprovados na seleção visual, por exemplo, quando apresentam corrosão acentuada, furos no corpo, ou amassamento tipo vinco, ou quando não aprovados na requalificação. Neste caso, estes devem ser inutilizados. Atualmente, em média, são requalificados 1,2 milhão de botijões/mês e aproximadamente 60 mil são inutilizados, próximo de 6% do total requalificado.

A inutilização do botijão é de responsabilidade do distribuidor de GLP ou da oficina de requalificação que identificar o não atendimento à NBR 8865 ou NBR 8866, devendo ser realizada em suas respectivas instalações. As distribuidoras, proprietárias dos recipientes inutilizados, decidem, cada qual a sua maneira, a melhor forma de seu descarte, no entanto, a maioria segue para indústria siderúrgica, renovando o ciclo de reciclagem dos botijões.

O ritmo da requalificação de todos os recipientes permanece bastante elevado, confirmando o comprometimento das distribuidoras com a segurança do consumidor. Nos recipientes de 13 kg, seja no comparativo dos últimos 12 meses ou no histórico do 1º semestre de 2014, a requalificação vem apresentando um significativo aumento de volume.

Em 2014, o valor acumulado é recorde, superando a marca de 7,2 milhões de botijões requalificados até junho. Para os recipientes de capacidade de 20 kg, na análise do valor acumulado no 1º semestre, observa-se uma relativa estabilidade no volume requalificado nos últimos quatro anos. Em 2010, o número requalificado foi de aproximadamente 21 mil e nos anos seguintes a média supera os 30 mil.

Na análise dos números da requalificação dos recipientes de 45kg, a quantidade acumulada no 1º semestre de 2014, se comparados ao mesmo período dos anos anteriores, é visível o aumento do volume apresentado. Nos últimos 6 anos, a quantidade de recipientes de 45kg requalificados saltou de 38 mil em 2009 para 83 mil em 2014.

FONTE: Equipe Target

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