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NBR 16405: a avaliação de ignitabilidade de sofás, poltronas e assentos estofados

Essa norma objetiva avaliar a ignitabilidade de sofás, poltronas e assentos estofados, considerando peças completas e protótipos com montagem padronizada que incluam os componentes de estofamento e revestimento. Descreve os procedimentos e o método de avaliação da ignitabilidade do mobiliário estofado quando exposto, de maneira intencional ou acidental, à brasa de cigarro sem chama ou a fontes de ignição com chama.

29/07/2015 - Equipe Target

A ignitabilidade de sofás, poltronas e assentos estofados

A NBR 16405 de 07/2015 - Sofás, poltronas e assentos estofados - Avaliação das características de ignitabilidade - Classificação e métodos de ensaio objetiva avaliar a ignitabilidade de sofás, poltronas e assentos estofados, considerando peças completas e protótipos com montagem padronizada que incluam os componentes de estofamento e revestimento. Descreve os procedimentos e o método de avaliação da ignitabilidade do mobiliário estofado quando exposto, de maneira intencional ou acidental, à brasa de cigarro sem chama ou a fontes de ignição com chama, que representam desde um fósforo aceso até a chama, equivalente a quatro folhas dobradas de jornal.

Define-se ignitabilidade como a medida da facilidade com que o elemento ou componente pode queimar com ou sem chama. Esta norma propõe a avaliação de ignitabilidade dos diversos tipos de mobiliário estofado, isto é, sofás, poltronas e assentos estofados, e não pretende esgotar as possibilidades da forma como podem responder a uma situação de incêndio real, com início acidental, provocado por vandalismo ou de maneira intencional.

Esta avaliação visa estabelecer parâmetros normativos para o comportamento deste tipo de mobíliário, com base em fontes de ignição definidas e nos métodos de ensaios propostos nesta norma. O sistema de classificação incluído nesta norma propicia ao projetista ou ao usuário a possibilidade da escolha do mobiliário, de forma a controlar o risco de início de incêndio. Não existe método de ensaio que determine em escala real os níveis de ignitabilidade considerando aumento da energia da fonte de ignição de forma crescente contínua para os diversos compostos destas mobílias.

Consequentemente, os métodos utilizados nesta norma fornecem resultados de reação ao fogo com base em fontes de ignição padronizadas. A fonte de ignição sem chama (brasa) é seguida de uma série de fontes de ignição com chama, cujo crescimento das energias são medidas a cada etapa por um fator igual a dois, aproximadamente.

Assim, pretende-se representar o limite da ignição dos elementos do mobiliário estofado e seus revestimentos, associado com uma situação controlada. Embora os níveis de ignitabilidade não representem uma série contínua, fornecem dados característicos do mobiliário estofado em situação de incêndio, possibilitando avaliar a ignitabilidade do mobiliário de forma mais real do que um simples resultado aleatório e arbitrário.

A avaliação e a classificação estabelecida nesta norma não encerra o assunto associado à geração de incêndios e suas consequências aos ocupantes, especialmente frente aos perigos originados pela fumaça gerada e seus gases tóxicos. As fontes de ignição consideradas na avaliação são um protótipo composto pelos diversos componentes incluindo seus adereços, quando aplicados sobre uma armação metálica padronizada, bem como os elementos do mobiliário estofado completo, são submetidos à avaliação da ignitabilidade por meio da exposição a fontes de ignição padronizadas e de intensidade crescente.

As fontes de ignição são representativas de possíveis princípios de incêndio acidental, ou não, equivalente à presença da brasa de um cigarro (fonte de ignição 0) ou à queima de quatro folhas de papel jornal dobrado, tamanho padrão (fonte de ignição 7). Os tipos de fontes de ignição pode ser descritos.

A fonte de ignição sem chama mais provável é a brasa do cigarro aceso. Um cigarro tamanho padrão foi selecionado como representativo da maioria dos cigarros comercializados. Esta fonte é designada fonte de ignição 0.

As fontes de ignição com chama foram numeradas em ordem ascendente de severidade a partir da fonte de ignição 1 até a fonte de ignição 7. As fontes de ignição 0, 1, 2 e 3 definidas a seguir são utilizadas para avaliar os componentes do mobiliário estofado, aplicados em uma armação metálica padronizada, definida como protótipo, conforme 4.2.2.

A fonte de ignição sem chama, produzida pela brasa padrão de um cigarro, conforme especificado na BS EN 1021-1. A fonte de ignição com chama produzida por meio de gás butano (fonte 1, 2 e 3). As fontes de ignição com chama produzida por meio de um queimador de gás butano com vazão controlada.

O queimador deve ser composto por um tubo de aço inoxidável com as seguintes dimensões: (8,0 ± 0,1) mm de diâmetro externo; (6,5 ± 0,1) mm de diâmetro interno; e (200 ± 5) mm de comprimento. Este tubo deve estar conectado a uma mangueira flexível, a um fluxômetro, a uma válvula de controle fino, a uma válvula liga/desliga (opcional), a um regulador e cilindro de gás que forneça uma pressão de saída nominal de 2,8 kPa 1 contendo butano (variações possíveis no desempenho podem ocorrer quando o cilindro de gás estiver quase vazio).

A fonte de ignição com chama, produzida por meio de engradado (crib) de madeira seca (Pinus Silvestres). As varetas de madeira devem ser montadas em forma de engradado. As varetas devem estar paralelas umas às outras e devem formar ângulos retos com relação às varetas da camada superior. As varetas em cada camada devem ser colocadas nas bordas externas destas, mas sem provocar bordas sobressalentes excedentes, formando um engradado de forma quadrada.

A base do engradado recebe um tecido felpudo cirúrgico, com a face felpuda voltada para cima. Tanto as varetas quanto o tecido são fixados com pequena quantidade de adesivo a base de PVA. Os critérios de avaliação das características da ignitabilidade são definidos para a condição de ignição progressiva sem chama e ignição progressiva com chama.

Ambas são fundamentais, porém são condições diferentes de ignição e devem ser avaliadas isoladamente. Os fluxogramas de avaliação da ignitabilidade para cada fonte de ignição constantes em 4.3 ilustram, de forma sistemática, a avaliação do desempenho do corpo de prova quando submetido às fontes de ignição durante os ensaios.

Baseado nos documentos visitados

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