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NBR 17505-7: proteção contra incêndio em parques de armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis

Essa parte 7 estabelece os requisitos mínimos para os projetos de sistemas de combate a incêndios com água e com espuma, destinados a instalações de armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis, contidos em tanques estacionários com capacidade superior a 230 L, à pressão igual ou inferior a 103,9 kPa, medida no topo dos tanques.

15/04/2015 - Equipe Target

Os riscos de incêndio em parques de armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis

A NBR 17505-7 de 03/2015 - Armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis - Parte 7: Proteção contra incêndio para parques de armazenamento com tanques estacionários estabelece os requisitos mínimos para os projetos de sistemas de combate a incêndios com água e com espuma, destinados a instalações de armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis, contidos em tanques estacionários com capacidade superior a 230 L, à pressão igual ou inferior a 103,9 kPa, medida no topo dos tanques. Aplica-se a todas as demais partes da NBR 17505, com exceção da NBR17505-4.

Para as restrições ao emprego desta parte, ver NBR 17505-1:2013, 1.2, as disposições desta parte não se aplicam às edificações, equipamentos, estruturas ou instalações já existentes ou aprovadas para a construção ou instalação antes da datada publicação desta parte. Contudo, as reformas que alterem as características do projeto e/ou equipamentos, e as ampliações de instalações, iniciadas a partir da data da publicação desta parte devem atender às suas disposições.

Nestes casos, devem ser evidenciadas as normas vigentes na época do fato, para as edificações, equipamentos, estruturas ou instalações já existentes ou aprovadas. Para proteções típicas contra incêndio em cais e terminais marítimos, ver NBR 17505-5:2013, Tabela A.3.

Não é requerido um “sistema fixo de água e espuma” para instalações cujo somatório dos volumes dos tanques envolvidos no cálculo do maior risco predominante (ver Seção 5 e NBR 17505-1:2013, 3.69) seja igual ou inferior a 60 m³ de produtos armazenados, quando armazenando líquidos de classe I, ou para instalações cujo somatório dos volumes dos tanques envolvidos no cálculo do maior risco predominante seja igual ou inferior a 120 m³ de produtos armazenados, quando armazenando líquidos de classe II. Entretanto, na adoção de tanques que possuam diâmetro superior a 9 m ou altura superior a 6 m (incluindo a altura da base), é requerida a adoção de um “sistema fixo com câmara de espuma”, para as classes I e II, independentemente do volume da instalação.

Para o projeto dos sistemas de proteção contra incêndio por água e espuma, devem ser considerados dois conceitos fundamentais: dimensionamento pelo maior risco predominante quanto à demanda de água e à condição de maior demanda de espuma; não simultaneidade de eventos, isto é, o dimensionamento deve ser feito com base na ocorrência de apenas um evento.

A água utilizada no sistema de combate a incêndio pode ser doce ou salgada, sem tratamento, desde que isenta de óleo ou outras substâncias incompatíveis com a produção de espuma. Preferencialmente, a rede de hidrantes deve ficar pressurizada com água doce, a fim de evitar a rápida formação de incrustações e corrosão.

Quando não houver alternativa e a rede necessitar ficar permanentemente com água salgada, toda a tubulação deve ser especificada para esta condição. Quando a água contiver considerável quantidade de material sólido em suspensão que possa obstruir os aspersores ou outros equipamentos, devem ser previstos dispositivos para retenção de impurezas e limpeza das linhas, sem interrupção do sistema de combate a incêndio.

O suprimento de água deve ser baseado em uma fonte inesgotável (mar, rio, etc.), a qual deve ser capaz de atender à demanda de 100 % da vazão de projeto, em qualquer época do ano ou condição climática. Na inviabilidade desta solução, deve ser previsto um reservatório com capacidade para atender à demanda de 100 % da vazão de projeto, durante o período de tempo descrito na Tabela A.2. Para o cálculo do volume do reservatório de água, deve ser considerada a capacidade útil de armazenagem de produto(s) do maior risco predominante.

O volume mínimo do reservatório de água deve atender ao tempo especificado na Tabela A.2. Caso haja reposição simultânea do reservatório, o volume deste pode ser calculado pela vazão de projeto menos a vazão de reposição. No caso de reabastecimento simultâneo por bombeamento, os acionadores devem ser supridos por fonte de energia elétrica confiável ou fonte alternativa.

O suprimento de água pode ser compartilhado por instalações vizinhas, desde que atenda à demanda necessária a cada instalação. Para os sistemas individuais serem interligados, eles devem ser recalculados como um único sistema.

O cálculo da vazão de água para combate a incêndio do maior risco predominante (conforme definido na NBR 17505-1) deve ser realizado considerando as seguintes situações: resfriamento do tanque atmosférico vertical em chamas, dos seus tanques vizinhos (horizontais ou verticais), aplicação de espuma no tanque vertical em chamas e aplicação de espuma em sua bacia de contenção, conforme 8.6; aplicação de espuma na bacia de contenção do tanque horizontal em chamas, conforme 8.7.2, e resfriamento dos tanques (horizontais ou verticais) considerados vizinhos (ver 6.3.2).

Para efeito de cálculo, são considerados vizinhos os tanques que atendam a um dos seguintes requisitos: quando o tanque em chamas for vertical e a distância entre o seu costado e o costado (ou parede externa) do tanque vizinho for menor que 1,5 vez o diâmetro do tanque em chamas ou 15 m, o que for maior; quando o tanque considerado em chamas for horizontal e a distância entre o costado (ou parede externa) do tanque vizinho for menor que 15 m.

A dosagem do líquido gerador de espuma (LGE) para hidrocarbonetos ou solventes polares deve ser a recomendada pelo fabricante do LGE. Havendo mais de um fornecedor de LGE, deve-se observar a compatibilidade entre os LGE no seu armazenamento.

O reservatório de LGE deve ser protegido contra a irradiação direta do sol. Devido às características físico-químicas de alguns LGE, os tanques, tubos, válvulas e conexões devem ter as partes em contato com este produto fabricadas em material compatível com o LGE. Para efeito de cálculo, a referência “vazão de solução de espuma” não considera o ar na mistura, isto é, deve ser apenas a da água mais o LGE.

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