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NFPA 101: Código de proteção à vida

Essa edição de 2015, editada pela Nacional Fire Protection Association (NFPA), é um código de proteção à vida, sendo a fonte mais utilizada para determinar as estratégias para proteger as pessoas com base na construção de recursos de proteção e de ocupação que minimizem os efeitos do fogo e os riscos relacionados.

01/04/2015 - Equipe Target

As estratégias para proteger a vida no caso de incêndios

A NFPA 101:2015 - Life safety code Essa edição de 2015, editada pela Nacional Fire Protection Association (NFPA), é um código de proteção à vida, sendo a fonte mais utilizada para as estratégias para proteger as pessoas com base na construção de recursos de proteção e de ocupação que minimizem os efeitos do fogo e os riscos relacionados. É o único documento que abrange a segurança da vida tanto em estruturas novas como nas já existentes. Os requisitos são incluídos para todos os tipos de ocupações, com requisitos de egresso, características de proteção contra incêndio, sistemas de sprinklers, alarmes, iluminação de emergência, cortinas de fumaça e proteção especial para os riscos.

Descreve um procedimento para determinar os requisitos de um código para um edifício ou estrutura: determinar a classificação de ocupação, referindo-se as definições de ocupação no capítulo 6 e a ocupação nos capítulos 12 a 42; determinar se o edifício ou estrutura é nova ou existente. (definições constantes do capítulo 3); determinar a carga ocupante. (Veja 7.3.1.); determinar o risco de conteúdo; determinar a subclassificação de ocupação ou condição de uso especial, se for o caso, sendo referido nos capítulos 16 e 17.

O código aborda aquelas construção, em que a proteção e as características de ocupação é necessária para minimizar o perigo para a vida a partir dos efeitos do fogo, incluindo fumaça, calor e gases tóxicos criados durante um incêndio. Também estabelece os critérios mínimos para a concepção de instalações de acesso de modo a permitir rápida fuga dos ocupantes dos edifícios, ou, se desejável, ficar em áreas seguras dentro de edifícios.

Aborda outras considerações que são essenciais para a segurança da vida no reconhecimento do fato de que a segurança de vida é mais do que uma questão de acesso. Também aborda recursos de proteção e sistemas, serviços de construção, recursos operacionais, atividades de manutenção, e outras disposições em reconhecimento ao fato de que a obtenção de um grau aceitável de segurança de vida depende de salvaguardas adicionais para fornecer tempo de saída adequada ou proteção para as pessoas expostas ao fogo. Destina-se a ser adotado e usado como parte de um programa abrangente de normas de construção que incluam a construção, a parte mecânica, canalização, eletricidade, gás combustível, prevenção de incêndios, e os regulamentos de uso da terra.

Um sistema de proteção contra incêndio e pânico consiste em um conjunto de medidas ativas e passivas. Esses sistemas, atuando em conjunto, têm como principais objetivos dificultar o surgimento e a propagação do incêndio, facilitar a fuga das pessoas da edificação no caso de ocorrência de um sinistro, garantindo a integridade física das vítimas e, simultaneamente, facilitar as ações de salvamento e combate das corporações de bombeiros, tornando-as rápidas, eficientes e seguras.

Conhecer bem o incêndio conduzirá à proposição de medidas de proteção contra incêndio e pânico eficientes e adequadas aos propósitos de proteção à vida e ao patrimônio. A seleção dos sistemas de proteção adequados à edificação deve ser feita tendo por base os riscos de início de um incêndio, de sua propagação e de suas consequências. É necessário também identificar a extensão do dano que pode ser considerado tolerável.

Entender o comportamento do incêndio numa edificação é, certamente, o primeiro passo para a efetivação da segurança contra incêndio e pânico. A atividade de segurança contra incêndio e pânico relaciona: usuários, órgãos públicos de fiscalização, seguradoras, empresas fabricantes, empresas de instalação e de manutenção, profissionais de projeto e construtoras, além de entidades e laboratórios pesquisadores.

Cada um desses setores da sociedade tem interesses específicos que, por vezes, entram em conflito. Esses interesses conflitantes muitas vezes são totalmente legítimos, logo, é preciso que os interesses de cada setor sejam equilibrados e respeitados. O objetivo fundamental da segurança contra incêndio e pânico é minimizar o risco à vida e a perda patrimonial.

Entende-se como risco à vida a exposição severa dos usuários da edificação e das populações adjacentes ao incêndio e seus efeitos (fumaça, calor e pânico). Entende-se como perda patrimonial a destruição parcial ou total da edificação, dos estoques, dos documentos, dos equipamentos ou dos acabamentos do edifício sinistrado ou da vizinhança, além dos prejuízos ambientais e dos danos indiretos decorrentes da interrupção das atividades desenvolvidas na edificação sinistrada.

Uma forma de minimizar os riscos à vida e às perdas patrimoniais é evitar que um incêndio, caso iniciado, torne-se incontrolável, posto que, nessa situação, certamente ocorrerão perdas significativas. E, mais que isso, deve-se tentar impedir que o incêndio ocorra.

Esse objetivo pode ser alcançado por meio de alguns princípios: controle da natureza e da quantidade dos materiais combustíveis constituintes e contidos no edifício; compartimentação horizontal e vertical dos edifícios; dimensionamento da proteção e resistência estrutural ao fogo; isolamento dos riscos (limitar a propagação entre edificações); dimensionamento dos sistemas de detecção, alarme e extinção de incêndio; criação de rotas de fuga sinalizadas, iluminadas e livres da fumaça e do calor; criação de acesso às equipes de combate a incêndio; treino da população para combater princípios de incêndio e realização do abandono seguro do edifício; e a manutenção dos sistemas de proteção contra incêndio instalados.

Baseado nos documentos visitados

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