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Os polêmicos extintores de incêndio tipo ABC são obrigados a cumprir as normas técnicas

Um incêndio se caracteriza pelo tipo de material em combustão e pelo estágio em que se encontra. Existem três classes de incêndio mais comuns, identificadas pelas letras A, B e C. O novo tipo de extintor, com pó ABC, apaga os três tipos de incêndio, sendo que as pessoas não precisam identificar a classe do fogo antes de utilizar o equipamento.

21/01/2015 - Equipe Target

Extintores de incêndios tipo ABC

A polêmica gerada nesse final de ano dos extintores em veículos advém de que, a partir de 1º de janeiro de 2015, os veículos automotores só poderiam circular equipados com extintores de incêndio com carga de pó ABC. Esta foi uma determinação do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), contida na Resolução nº 333/2009 em seu § 2º do Art. 2º.

Isso foi alterado por uma deliberação que prorrogou até 1º de abril o prazo para a substituição de extintores de incêndio automotivos com carga de pó BC pelo modelo ABC. O extintor ABC apaga incêndio em materiais sólidos como pneus, estofamentos, tapetes e revestimentos. O equipamento substitui o extintor BC, que apaga incêndio em materiais elétricos energizados, como bateria de carro e fiação elétrica e em combustíveis líquidos – óleo, gasolina e álcool –, materiais também recomendados para o extintor do tipo ABC.

O equipamento deve ser usado em automóveis de passeio, utilitários, caminhonetes, caminhão, trator, micro-ônibus, ônibus e triciclo automotor de cabine fechada. Circular sem o equipamento constitui infração grave, com multa de R$ 127,69 e 5 pontos na carteira de habilitação. Desde 2005, os carros novos produzidos no Brasil saem de fábrica com o extintor recomendado.

A NBR 15808 de 12/2013 - Extintores de incêndio portáteis especifica os requisitos que garantem a segurança, confiabilidade e desempenho dos extintores de incêndio portáteis do tipo recarregável e descartável. Para extintores descartáveis, o prazo de validade deve ser de cinco anos e sua carga nominal deve ser de até 1 kg. Deve-se informar que o extintor de incêndio de pó químico tipo BC equipou os carros fabricados até 2004, já os carros fabricados a partir de 2005 passaram a ser equipados com extintores de incêndio de pó químico do tipo ABC.

O novo extintor tem adicionado em sua composição a substância necessária para combater incêndios do tipo A, como por exemplo, no estofado do carro. Este extintor tem validade de cinco anos e é descartável, o que equivale dizer que não pode ser recarregado. Ao condutor fica a responsabilidade de verificar periodicamente se o extintor continua pressurizado, condição esta que possibilita que seja expelida a carga quando houver necessidade.

Quando o ponteiro do indicador de pressão estando na área “verde” indica que o extintor está pressurizado, estando na área “vermelha” o extintor está despressurizado e deve ser trocado por um novo. Se o veículo já está equipado com o extintor de pó químico ABC, ele terá que trocado quando terminar a validade de cinco anos dada pelo fabricante; caso ocorra uma despressurização; ou se ele já foi usado.

A NBR 12962 de 02/1998 - Inspeção, manutenção e recarga em extintores de incêndio fixa as condições mínimas exigíveis para inspeção, manutenção e recarga em extintores de incêndio. A norma define alguns termos importantes. A inspeção é o exame periódico, efetuado por pessoal habilitado, que se realiza no extintor de incêndio, com a finalidade de verificar se este permanece em condições originais de operação. A manutenção é o serviço efetuado no extintor de incêndio, com a finalidade de manter suas condições originais de operação, após sua utilização ou quando requerido por uma inspeção.

A manutenção de primeiro nível é geralmente efetuada no ato da inspeção por pessoal habilitado, que pode ser executada no local onde o extintor está instalado, não havendo necessidade de removê-lo para oficina especializada. A manutenção de segundo nível requer execução de serviços com equipamento e local apropriados e por pessoal habilitado. A manutenção de terceiro nível ou vistoria é o processo de revisão total do extintor, incluindo a execução de ensaios hidrostáticos.

A recarga é a reposição ou substituição da carga nominal de agente extintor e/ou expelente. Os componentes originais são aqueles que formam o extintor como originalmente fabricado ou que são reconhecidamente fabricados pelo fabricante do extintor. Exceção para o quadro de instruções, desde que contenha as informações originais do fabricante e a identificação da empresa de manutenção.

O ensaio hidrostático é aquele executado em alguns componentes do extintor de incêndio sujeitos à pressão permanente ou momentânea, utilizando-se normalmente a água como fluido, que tem como principal objetivo avaliar a resistência do componente a pressões superiores à pressão normal de carregamento ou de funcionamento do extintor, definidas em suas respectivas normas de fabricação.

Enfim, conforme o artigo 230, incisos IX e X, do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), conduzir o veículo sem equipamento obrigatório ou com equipamento obrigatório em desacordo com o estabelecido pelo Contran é infração grave e o proprietário do veículo está sujeito à multa de R$ 127,69, mais cinco pontos na Carteira de Habilitação.

Não existe uma obrigatoriedade por parte do Contran de que o proprietário do veículo retire o plástico que protege o extintor de incêndio. O que se recomenda é que o condutor retire o plástico para que em caso de um eventual incêndio ele poupe o tempo de desembrulhar o equipamento e aja de forma mais rápida.

Para os especialistas, o pó ABC apaga todos os tipos de incêndio em carros com mais eficiência, sendo capaz de apagar chamas de até 2 metros (1-A) em sólidos, e 4 metros (5-B) em líquidos inflamáveis. O pó ABC, largamente utilizado na Europa e nos EUA, não é nocivo à saúde. Seu principal componente, o fosfato monoamônico, é um produto muito utilizado na produção de fertilizante agrícola. Após a utilização de um extintor ABC, recomenda-se apenas ventilar o local e as áreas atingidas.

FONTE: Equipe Target

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