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NBR 16333, NBR 16334 e NBR 16335: a construção e a operação de teleféricos

Essas normas especificam a construção e a operação de teleférico monocabo com funcionamento contínuo do tipo pinça fixa; de teleféricos com movimento contínuo do tipo pinça desengatável; e a construção, operação e manutenção de teleféricos multicabos tipo vaivém.

07/01/2015 - Equipe Target

A construção e a operação de teleféricos

A NBR 16333:2014 - Transporte de pessoas por cabo - Construção e operação de teleférico monocabo com funcionamento contínuo do tipo pinça fixa se aplica à construção e operação de instalações de teleférico monocabo, com veículos permanentemente fixados ao próprio cabo de aço, e que serve para o transporte público de passageiros. O sistema em consideração consiste em um cabo de tração sustentação de funcionamento contínuo, ao qual normalmente se prende uma cadeira. Os passageiros sobem e descem das cadeiras enquanto os veículos estão se deslocando. Esta norma não se aplica a instalações nas quais o movimento é intermitente.

Todas as peças do teleférico devem ser projetadas à prova de falhas e rigorosamente ensaiadas em termos da escolha e da qualidade dos materiais utilizados. No que se refere às peças que afetam a segurança da instalação, o fabricante do teleférico deve, quando for solicitado por autoridades competentes ou pelo responsável pela unidade, produzir resultados de ensaio em um laboratório de testes de materiais certificado. O eixo geométrico da instalação deve ser uma linha reta no plano.

A distância entre as linhas deve ser constante. Desvios laterais de no máximo 0,5 % podem ser tolerados sempre que a carga mínima nos rolos for de pelo menos 1,5 vez o valor indicado em 4.1. Se possível, o terreno deve ser escolhido para obter um perfil o mais regular possível. A inclinação máxima do teleférico (presumindo-se normalmente uma carga uniformemente distribuída) não pode exceder 100 %. A evacuação de passageiros, de acordo com 4.6, deve também ser considerado.

A altura máxima acima do solo da parte mais baixa do veículo deve ser 15 m, nas condições mais desfavoráveis, desde que esteja assegurada a evacuação dos passageiros conforme 4.6. Nas condições mais desfavoráveis, uma folga mínima de 3 m é necessária entre a parte mais baixa do veículo ou passageiro, incluindo seus equipamentos, no entanto é possível diminuir esta folga quando em obstáculos como superfície rochosa, árvores, construções.

Se não houver nenhum estudo sobre o comportamento dinâmico do teleférico, é possível estimar as possíveis oscilações durante a partida ou frenagem aumentando a flecha calculada em velocidade constante em pelo menos 20 %. Para assegurar a segurança dos passageiros, a distância horizontal livre nas estações entre o contorno da passagem dos veículos, verticalmente suspensos no teleférico e as peças fixas da instalação, deve ser de pelo menos 1 m.

Os veículos devem ser capazes de passar sobre as torres até mesmo na presença de oscilações para dentro ou para fora de 0,3 rad. A pinça deve ser livre para oscilar lateralmente com relação à borda da polia da torre em pelo menos 0,2 rad. Dentro dos vãos livres, o espaçamento entre as duas direções dos cabos de tração sustentação deve ser tal que uma folga mínima de 0,50 m exista entre duas cadeiras que passam uma pela outra.

A NBR 16334:2014 - Transporte de pessoas por cabo — Construção de teleférico monocabo de movimento contínuo do tipo pinça desengatável se refere à construção de teleférico monocabo com movimento contínuo, destinado ao transporte em serviço público de pessoas, no qual várias cabines são acopladas temporariamente a um cabo de tração sustentação mediante dispositivos de fechamento automático. O acoplamento é realizado na partida e desfeito na chegada, é realizado por pinças que se fecham automaticamente no cabo de tração sustentação em movimento. O eixo geométrico da instalação deve ser uma linha reta no plano.

A distância entre as linhas deve ser constante. Desvios laterais de no máximo 0,5 % podem ser tolerados sempre que a carga mínima nos rolos for de pelo menos 1,5 vez o valor, conforme 4.4.1. Se possível, o terreno deve ser escolhido para obter um perfil o mais regular possível. A inclinação máxima do teleférico (presumindo-se normalmente uma carga uniformemente distribuída) não pode exceder 100 %.

A evacuação de passageiros, de acordo com 4.6, deve também ser considerada. Nas estações, a fim de garantir a circulação do público e do pessoal de serviço, o espaço livre lateral entre o gabarito da cabine e os obstáculos fixos pertencentes à instalação não pode ser inferior a 0,50 m. Caso não existam guias para a cabine, o espaço livre deve ser também garantido na eventualidade em que a cabine esteja inclinada transversalmente em 0,21 rad.

Nas áreas de estação destinadas ao embarque e desembarque das cabines, o espaço reservado ao público deve ser suficientemente amplo, para garantir o livre movimento dos passageiros (pelo menos 1 m). Nas condições mais desfavoráveis, uma folga mínima de 3 m é necessária entre a parte mais baixa do veículo ou passageiro, incluindo seus equipamentos, e possíveis obstáculos, como superfície rochosa, árvores, etc.

A NBR 16335:2014 - Transporte de pessoas por cabo - Construção, operação, manutenção de teleféricos multicabos tipo vaivém estabelece os requisitos para a construção, operação e manutenção de teleféricos multicabos do sistema tipo vaivém, destinados ao transporte de pessoas. No sistema em questão, são atribuídos aos cabos tanto a tarefa de sustentar os veículos, como a de constituir para estes a via de curso.

Portanto, cada veículo do tipo fechado (cabine) corre sobre um cabo próprio e está sujeito a um movimento de alternação, que determina o curso de ida e de volta (teleférico vaivém). Os cabos destinados a sustentar os veículos devem ser diferentes daqueles que regulam o seu movimento (teleféricos multicabos).

Baseado nos documentos visitados

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