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Aterramento e a Proteção de Instalações e Equipamentos Sensíveis contra Raios: Fatos e Mitos

Esse curso apresenta os novos conceitos e as técnicas de projeto que resultem em maior eficiência dos sistemas de proteção contra os efeitos de surtos gerados internamente ou devidos às descargas atmosféricas.

20/03/2014 - Equipe Target

A proteção contra raios

O curso Aterramento e a Proteção de Instalações e Equipamentos Sensíveis contra Raios: Fatos e Mitos apresenta os novos conceitos e as técnicas de projeto que resultem em maior eficiência dos sistemas de proteção contra os efeitos de surtos gerados internamente ou devidos às descargas atmosféricas. Para atender à demanda daqueles que não podem se locomover até as instalações da Target, tornamos disponível este curso ao vivo pela internet. Recursos de última geração permitem total aproveitamento à distância. Esse treinamento também está disponível na internet: Aterramento e a Proteção de Instalações e Equipamentos Sensíveis contra Raios: Fatos e Mitos - Disponível pela Internet - Ministrado em 15/10/2013 e no GEDWeb.

Na verdade, os raios tanto podem danificar equipamentos e as instalações elétricas como também matar pessoas sem sequer atingi-las diretamente. Matam mais pessoas do que furacões ou tornados e o Brasil tem sido recordista mundial em incidência por quilômetro quadrado, de acordo com pesquisa realizada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (Inpe) em parceria com a Nasa.

O Brasil sofre uma grande incidência de raios por ser o maior país tropical do mundo. É nos trópicos onde ocorrem as maiores tempestades do globo. De acordo com o Inpe, os raios matam cerca de 200 pessoas por ano no Brasil. O raio pode matar, atingindo diretamente as pessoas, iniciando incêndios e ceifando vidas.

Ao procurar um caminho para sua descarga, o raio atinge pontos altos e mais ponteagudo, onde existe maior concentração de cargas. Assim, ele pode cair próximo de um lugar várias vezes, contrariando o dito que diz “onde caiu um raio não cai outro”. Os estragos provocados pela ação do raio são enormes, causando danos a uma área muito grande.

Nem todo raio vem pela rede elétrica . Ás vezes ele desce pela antena de TV, ou por outros caminhos como torres, árvores, etc. O raio viaja por varais, rede telefônicas e cercas de arame, quando estas não são seccionadas e aterradas. Os raios podem atingir prédios e casas por serem pontos altos. O mesmo ocorre com igrejas, chaminés, as torres de TV, árvores ou até uma casa no descampado.Em tais situações a rede elétrica não tem nenhuma influência.

Para a proteção das edificações, é necessária a utilização de outros tipos de para-raios de acordo com a NBR 5419 - Proteção de estruturas contra descargas atmosféricas que fixa as condições exigíveis ao projeto, instalação e manutenção de sistemas de proteção contra descargas atmosféricas (SPDA) de estruturas, bem como de pessoas e instalações no seu aspecto físico dentro do volume protegido.

Um deles é o para-raios tipo haste (conhecido como Franklin) instalado no alto de edificações. Ele oferece proteção para a edificação (ou parte dela) contida sob o cone de proteção cujo vértice encontra-se no topo da haste captora. O que estiver dentro desse espaço estará protegido (método Franklin). O ângulo de proteção variará de acordo com o nível de proteção requerido, tipo de ocupação, valor do conteúdo, localização e altura da edificação.

O método Franklin não se aplica a todos os tipos de edificações, devendo ser utilizados outros métodos (eletrogeométrico, malha ou gaiola de Faraday). No caso de edificações maiores, acima de 60 metros, aplica-se somente o método da gaiola de Faraday. Em quaisquer dos métodos utilizados deve sempre haver um adequado aterramento.

Os para-raios radioativos não proporcionam proteção adequada e sua utilização é proibida no Brasil. Para antenas instaladas sobre as edificações, o suporte ou ponto de fixação da antena deve ser aterrado adequadamente. Quando a antena não estiver localizada sobre a edificação, são necessários cuidados especiais, tais como aterramentos adicionais e instalação de blindagem.

O bom funcionamento dos pára-raios e a adequada proteção contra sobretensão estão associadas a um sistema de aterramento eficaz. O tipo de aterramento e o número de eletrodos de terra (hastes de aterramento) a serem utilizados para assegurar a eficácia do aterramento dependem das características do solo. Existem vários equipamentos para a proteção da sua rede de baixa tensão. Os mais comuns são os para-raios de baixa tensão (varistores), supressores de surtos, que podem ser encontrados no comércio especializado.

Para o correto funcionamento desses equipamentos é necessário que sejam especificados adequadamente, que a sua rede elétrica seja bem aterrada e que o condutor neutro seja contínuo, bem dimensionado e com emendas bem feitas. O bom aterramento (hastes, malha de terra, condutores de descida, etc.) é de responsabilidade do proprietário do imóvel. Para equipamentos sensíveis como a televisão, existem outros tipos de proteção que são instalados nas tomadas. Esses dispositivos são conhecidos como protetores contra surtos de tensão.

FONTE: Equipe Target

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