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NBR 16172: as descontinuidades em revestimentos anticorrosivos

Essa norma estabelece o método para determinação de descontinuidades em revestimentos anticorrosivos não condutores aplicados sobre substratos metálicos.

06/06/2013 - Equipe Target

Revestimento anticorrosivos

A NBR 16172 de 05/2013 - Revestimentos anticorrosivos - Determinação de descontinuidades em revestimentos anticorrosivos aplicados sobre substratos metálicos estabelece o método para determinação de descontinuidades em revestimentos anticorrosivos não condutores aplicados sobre substratos metálicos. Saiba quais os instrumentos para determinação de descontinuidades (holiday detector) de revestimentos anticorrosivos, com as seguintes características: via úmida – instrumentos com tensão na faixa de 9 V a 90 V, com os seguintes acessórios: haste para suporte da esponja, esponja e fio terra com garra tipo jacaré, todos os acessórios, incluindo a esponja, devem estar em conformidade com as especificações do fabricante; via seca – instrumentos com tensão variável na faixa de 500 V a 15 000 V, corrente contínua, com os seguintes acessórios: eletrodo de alta tensão com manopla de segurança para suporte de vassoura metálica, ou mola espiral metálica, vassoura metálica, mola metálica e fio terra com garra tipo jacaré.

A seleção do instrumento a ser usado deve obedecer aos seguintes critérios: aparelho detector via úmida, de tensão constante, 9 V a 90 V, para revestimentos anticorrosivos, com espessura inferior ou igual a 500 μm; aparelho detector via seca, de tensão variável com faixa de 500 V a 5 000 V para revestimentos anticorrosivos com espessura de 500 μm até 1 000 μm. Para espessuras acima de 1 000 μm, utilizar tensão na faixa de 3 000 V a 15 000 V. Deve-se aterrar devidamente o aparelho com a garra tipo jacaré.

Deve-se, também, verificar o funcionamento do aparelho, passando a esponja umedecida em uma área sem revestimento ou na garra tipo jacaré. O sinal sonoro resultante indica que o aparelho está pronto para uso. 4.1.3 Para sistemas de pintura até 250 μm, pode ser utilizada água potável para umedecer a esponja de celulose. Para sistemas de pintura ou revestimentos entre 250 μm e 500 μm, deve ser adicionado um agente tensoativo biodegradável (por exemplo, lauril sulfato de sódio – 15 gotas por litro de água potável).

No caso da necessidade de execução de reparos no revestimento, a área ensaiada com a utilização do agente tensoativo deve ser previamente descontaminada. Não umedecer a esponja em excesso para evitar o escorrimento ou alastramento do líquido que pode indicar descontinuidade fora da área de atuação da esponja. Isto ocorrendo, utilizar pano seco para secar o excesso de líquido no entorno, para localizar a descontinuidade. Passar a esponja do aparelho detector em toda a superfície revestida, com velocidade menor que 20 cm/s. O alarme sonoro do aparelho indica a existência de descontinuidade.

Com o aparelho com tensão de 500 V a 5 000 V (espessuras de 500 μm a 1 000 μm), selecionar na superfície a ser ensaiada uma região de 20 cm × 20 cm, isenta de falhas visuais e com espessura idêntica à mínima especificada. Aterrar devidamente o aparelho. Passar a escova metálica do aparelho na área de ensaio, inicialmente com tensão mínima de 1 000 V e elevando-se a tensão de 500 V em 500 V até o disparo do alarme ou até um máximo de 5 000 V.

O disparo do alarme significa que o revestimento não resistiu à tensão aplicada e o arco elétrico danificou o fi lme. Se ocorrer o disparo do alarme, reduzir a tensão em 500 V e executar o ensaio. Se não houver disparo do alarme, executar o ensaio com 5 000 V. O aparelho deve ser passado em toda a superfície revestida com velocidade menor que 20 cm/s. O alarme sonoro e a formação de uma faísca mais intensa indicam a existência de descontinuidade ou porosidade.

Para o aparelho com tensão de 3 000 V a 15 000 V (espessuras acima de 1 000 μm), utilizar uma tensão correspondente a 5 V por μm de espessura. Aterrar devidamente o aparelho. Efetuar o ensaio em toda a superfície, com velocidade menor que 20 cm/s. O alarme sonoro e a formação de uma faísca mais intensa indicam a existência de descontinuidade ou porosidade.

Devem ser seguidas as instruções operacionais dos equipamentos, em conformidade com as recomendações do fabricante. Para o uso do equipamento tipo via seca, devem ser seguidas as instruções de segurança dos equipamentos, em conformidade com a NR 10 e as recomendações do fabricante, de forma que sejam tomadas precauções para evitar choques elétricos, particularmente para os aparelhos que operam com alta tensão.

Devem ser previamente isoladas e demarcadas as áreas para realização dos ensaios. Em espaços confinados, devem ser seguidos os procedimentos estabelecidos nas NR 33 e NBR 14787. Os aparelhos devem ser devidamente aterrados durante a execução dos ensaios. Não é permitida a realização de ensaios quando houver perigo de ocorrência de descargas atmosféricas. Não efetuar o ensaio por via seca em superfícies molhadas.

FONTE: Equipe Target

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