15/07/2010 - Com informações Globo (Equipe Target)Número de casos este ano não pode ser considerado comum. Para pesquisador falta planejamento adequado para melhorar inspeções
Depois da explosão de pelo menos oito bueiros no Rio neste ano, uma delas atingindo um casal de americanos, uma questão que passou a atormentar a população é se o subsolo da cidade, formado por quilômetros de emaranhados de cabos elétricos e tubulações de água e gás, seria um campo minado. Um especialista em estudos de risco, entrevistado pelo G1, diz que a situação exige das concessionárias um mapa atualizado desse território, que passa por constantes intervenções subterrâneas, para que as ações sejam planejadas e evitem riscos para a população.
Diante das últimas ocorrências, o prefeito Eduardo Paes convocou os representantes das concessionárias para propor parceria e estabeleceu regras mais severas de controle das operações. Na quarta-feira (14), mais um bueiro explodiu no Rio. Desta vez, em Ipanema. “É preciso fazer um ajuste no plano de manutenção e avaliar se a frequência de inspeção deve ser reforçada em alguns pontos. Pelo número das ocorrências, parece que isso não tem sido feito”, afirma o pesquisador Moacyr Duarte, coordenador do grupo de análise de risco tecnológico e ambiental do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe/UFRJ).
'Número de explosões não pode ser comum'
“Pela escala de risco é possível identificar e classificar as câmaras subterrâneas de acordo com o grau de risco e planejar melhor as inspeções. Pelos últimos incidentes, o que está sendo feito deve ser melhorado. Esse número de explosões em curto período não pode ser considerado uma coisa comum”, acrescenta. Para Moacyr Duarte, algumas explosões, que levantam as tampas dos bueiros, podem ser causadas da seguinte forma: p...