20/08/2009 - Daniela Chiaretti
Executivos que comandam empresas de ponta no Brasil vão se comprometer com cortes na emissão de gases-estufa. Os compromissos têm como base reduzir as emissões por tonelada de produção ou por unidade de faturamento. A atitude pioneira, que será apresentada ao ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, na terça-feira, indica não só a preocupação dos empresários com o aquecimento, mas com a encruzilhada entre as negociações de um tratado climático internacional e o comércio global.
Uma carta assinada pelos presidentes da Braskem e Vale, Suzano, VCP-Aracruz, Light e CPFL, Camargo Correa, Andrade Gutierrez e OAS, Natura, Cosan e outras, sinalizará as contribuições do empresariado para que o Brasil caminhe rumo à economia de baixo carbono. Um dos itens mais importantes é o compromisso de reduzir as emissões de gases-estufa e conseguir um "balanço líquido de emissões de CO2". Isto aconteceria através da redução na operação, na captura e sequestro de carbono ou no apoio à diminuição do desmatamento."Cada empresa pode dar a sua contribuição buscando reduzir a intensidade de suas emissões, ou seja, diminuindo o volume de emissões de gases-estufa por unidade de produto", diz Bernardo Gradin, presidente da Braskem. "Para um país em crescimento como o Brasil, isso significa que em valores absolutos as empresas poderão emitir mais", continua.
Soa como um...