Maria Carolina Maia
Já a partir do próximo ano, começa a sair de cena (ou melhor, das lojas) um dos maiores empecilhos que os brasileiros enfrentam na hora de comprar roupas: a
incalculável variedade de tamanhos das peças - que, para um mesmo manequim, parecem mudar ao prazer dos fabricantes. Após 17 anos de intenso debate, as
entidades ligadas ao setor finalmente colocaram em marcha um processo de padronização das medidas do vestuário nacional, com benefícios para consumidores e,
é claro, para a própria indústria.
Estão disponíveis para consulta pública desde 1º de julho as primeiras medidas-padrão do guarda-roupa infantil brasileiro. Uma vez aprovadas, irão compor uma
nova norma nos arquivos da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Em setembro é vez da padronização das roupas masculinas, e, em novebro, das
femininas.
Para o presidente da Associação Brasileira do Vestuário (Abravest), Roberto Chadad, o setor estará dominado pelas novas medidas em até quatro anos. Em outras
palavras: o consumidor finalmente comprará, com conforto, peças com medidas padronizadas. O prazo é necessário para que se consumam as cerca de 6,5 bilhões
de peças já disponíveis no mercado. "Até 2013, teremos de 80% a 90% do mercado arrumadinho e, até 2015, 100%", avalia
Meias pioneiras - O primeiro passo nesse sentido foi dado em outubro ...