27/05/09 - Rodolfo Blancato / USP Online
Os estudos científicos sobre raios começaram com Benjamin Franklin, o primeiro a propor um experimento para comprovar que o fenômeno era causado por uma descarga elétrica. Mais de 250 anos se passaram desde então, e o desenvolvimento da tecnologia permitiu a criação de projetos como a Starnet, uma rede internacional de detecção de descargas elétricas atmosféricas que consegue cobrir uma área de dezenas de milhares de quilômetros quadrados com menos de uma dezena de sensores.
A Starnet, composta por diversas instituições de ensino e pesquisa do Brasil e do exterior, é coordenada pelo Laboratório de Sensoriamento Remoto Meteorológico de Tempestades (Storm-T) do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP, e pela Universidade de Connecticut, dos Estados Unidos. Hoje a rede possui oito antenas, que captam os ruídos de rádio emitidos pelas descargas elétricas que ocorrem na atmosfera, chamados de sferics. Carlos Augusto Morales, coordenador do Storm-T, explica que essas ondas eletromagnéticas, de freqüência muito baixa, podem se propagar por milhares de quilômetros. “Conseqüentemente, em vez de ter muitos sensores para monitorar onde estão os raios, eu preciso de 4 ou 5 para fazer isso em uma área de 10 mil por 10 mil quilômetros.”
Os dados obtidos pela Starnet podem ser utilizados para auxiliar na previsão do tempo, já que o padrão de distribuição ...