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A determinação da resistência ao fogo de paredes e divisórias de compartimentação

Qual seria um exemplo de localização de termopares na superfície não exposta e medição da deflexão em parede de alvenaria? Qual seria um exemplo de localização de termopares na superfície não exposta e medição da deflexão em parede composta por painéis pré-fabricados? Qual seria um exemplo de localização de termopares na superfície não exposta e medição da deflexão em parede composta por painéis com cavidade em estrutura metálica ou de madeira? Qual seria um exemplo de localização de termopares na superfície não exposta de parede composta por painéis com cavidade em estrutura de madeira? Essas questões estão sendo apresentadas na NBR 10636-1 de 05/2022 - Componentes construtivos não estruturais - Ensaio de resistência ao fogo - Parte 1: Paredes e divisórias de compartimentação.

01/06/2022 - Equipe Target

NBR 10636-1 de 05/2022 - Componentes construtivos não estruturais - Ensaio de resistência ao fogo - Parte 1: Paredes e divisórias de compartimentação

A NBR 10636-1 de 05/2022 - Componentes construtivos não estruturais - Ensaio de resistência ao fogo - Parte 1: Paredes e divisórias de compartimentação especifica o método para determinação da resistência ao fogo de paredes sem função estrutural. Ela é aplicável às paredes internas ou externas não estruturais, com ou sem vidros, e às paredes não estruturais compostas majoritariamente por vidros. Não é aplicável ao ensaio de paredes-cortina, que são ensaiadas de acordo com a NBR 10636-3. Não é aplicável ao ensaio de paredes contendo conjuntamente portas ou vedadores, que são ensaiados conforme a NBR 6479.

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Qual seria um exemplo de localização de termopares na superfície não exposta e medição da deflexão em parede de alvenaria?

Qual seria um exemplo de localização de termopares na superfície não exposta e medição da deflexão em parede composta por painéis pré-fabricados?

Qual seria um exemplo de localização de termopares na superfície não exposta e medição da deflexão em parede composta por painéis com cavidade em estrutura metálica ou de madeira?

Qual seria um exemplo de localização de termopares na superfície não exposta de parede composta por painéis com cavidade em estrutura de madeira?

Esta parte da NBR 10636 contém diretrizes específicas para os ensaios de resistência ao fogo de paredes sem função estrutural, podendo conter partes envidraçadas. As diretrizes para ensaio desses elementos são aplicadas em conjunto com as diretrizes gerais contidas na NBR 16965 e com as classificações apresentadas na NBR 16945. Os equipamentos empregados na realização dos ensaios de resistência ao fogo consistem em forno, quadro de restrição e instrumentação, como especificados na NBR 16965.

O quadro de restrição deve ter rigidez suficiente para não introduzir esforços na construção de suporte ou do corpo de prova, durante a execução dos ensaios. A rigidez do quadro de restrição pode ser avaliada pela aplicação de uma força de expansão de 25 kN a meio comprimento de dois membros opostos do quadro. O deslocamento interno dos membros, resultante da aplicação da força, não pode ser superior a 5 mm.

Essa avaliação pode ser realizada somente na direção vertical, no caso de ensaio de elementos que não sejam vinculados às bordas verticais do quadro. As condições de aquecimento, pressão e ambiente do forno devem estar de acordo com o especificado na NBR 16965.

A resistência ao fogo de paredes externas sem função estrutural pode ser determinada sob condições de exposição interna ou externa. Nesse último caso, deve ser utilizada a curva de exposição pelo lado externo de fachadas fornecida na NBR 16965.

O corpo de prova deve ser: totalmente representativo da aplicação de uso final, incluindo quaisquer revestimentos de superfície e acessórios, como, por exemplo, caixas elétricas e componentes que possam influenciar seu comportamento no ensaio; ou projetado de forma que se obtenha o campo direto de aplicação dos resultados de ensaio mais amplo possível desejado pelo solicitante do ensaio; ou projetado de forma que se possa compor um campo ampliado de aplicação dos resultados de ensaio, conforme a orientações apresentadas na ISO 12470-2.

Quando o elemento construtivo possuir capas compostas por material incombustível que envolvam miolo combustível, o corpo de prova deve ser ensaiado com a cavidade interna totalmente encapsulada, incluindo as bordas livres e as bordas que compõem qualquer tipo de junta, simulando as condições de continuidade do sistema construtivo, de forma a reproduzir as condições de pressão interna possíveis de ocorrer na aplicação de uso final em situação de incêndio. Nas situações em que o corpo de prova é constituído por dois ou mais painéis, deve prevalecer a condição que mais fielmente represente a aplicação de uso final.

As características do corpo de prova que influenciam seu desempenho frente ao fogo e que devem ser consideradas para a composição de um campo direto de aplicação dos resultados são fornecidas no Anexo A. O corpo de prova não pode conter em uma mesma parede diferentes tipos de componentes ou construções variadas, como, por exemplo, tijolos cerâmicos e blocos de concreto, a menos que isso seja totalmente representativo da aplicação de uso final.

Orientações sobre o ensaio de elementos envidraçados ou que incorporem vidros são fornecidas no Anexo B. Orientações sobre o ensaio de paredes sem função estrutural destinadas a vedar vãos entre dois elementos estruturais verticais são apresentadas no Anexo C.

O corpo de prova deve conter o número máximo possível de painéis com largura total. Quando o corpo de prova incorporar pelo menos dois painéis de largura total, ele deve ser ensaiado com uma borda livre adjacente a um dos painéis de largura total na face exposta ao fogo, conforme apresentado na figura abaixo. Quando não for possível incorporar dois painéis de largura total no corpo de prova, somente um pode ser usado.

Esse painel deve estar localizado no centro do corpo de prova e deve ser completado com painéis menores em cada lado. Esses painéis menores devem possuir no mínimo 500 mm de largura, conforme apresentado na figura abaixo.

Quando, devido ao tamanho do corpo de prova, essa configuração resultar em painéis com largura inferior a 500 mm, apenas um desses painéis menores deve ser usado, devendo estar localizado adjacentemente à borda livre, conforme apresentado na figura abaixo. Uma representação geral de junta vertical está apresentada na figura abaixo.

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Se a aplicação de uso final incorporar juntas horizontais, então o corpo de prova deve apresentar uma junta horizontal na camada mais externa da superfície não exposta ao fogo e deve estar localizado a (500 ± 150) mm da borda superior. Os corpos de prova podem incorporar simultaneamente juntas horizontais e verticais.

Caso o elemento real possua painéis com dimensões maiores que 2,7 m e o forno não possua dimensões suficientes para ensaiar o painel de tamanho real, então serão necessários no mínimo dois ensaios: um para avaliar o efeito das juntas e outro (s) para avaliar a altura total do painel. As bordas do corpo de prova devem ser limitadas, como ocorre na aplicação de uso final.

Quando a largura do elemento real for maior do que a largura do forno, uma borda vertical deve ser deixada livre, ou seja, sem vinculação, e deve haver uma folga de 25 mm a 50 mm entre essa borda livre e o quadro de restrição. Essa folga deve ser preenchida com um material não combustível, como, por exemplo, uma manta cerâmica, a fim de fornecer vedação adequada ao forno, mas sem restringir a liberdade de movimento do corpo de prova.

Em qualquer situação, na execução das restrições, deve-se sempre observar o seguinte: evitar, tanto quanto possível, o vazamento de gases quentes do interior do forno para o interior do corpo de prova; evitar, tanto quanto possível, o vazamento de gases oriundos do corpo de prova; interferir o mínimo possível nas deformações do corpo de prova; interferir o mínimo possível na classificação de isolação térmica do corpo de prova. O corpo de prova deve preferencialmente possuir o tamanho real do elemento que está sendo avaliado quando este for inferior a 2,5 m de altura ou 2,5 m de largura.

Para os elementos maiores do que aqueles que podem ser acomodados em um forno de 2,5 m × 2,5 m, o tamanho mínimo do corpo de prova não pode ser inferior a 2,5 m × 2,5 m. O número de corpos de prova deve corresponder ao estabelecido na NBR 16965. Quando forem necessárias informações sobre diferentes condições de exposição ou variações presentes no corpo de prova que não sejam abrangidas pelo campo direto de aplicação dos resultados (ver Anexo A ou Anexo B para elementos envidraçados), devem ser realizados ensaios adicionais para cada tipo de exposição e variação considerada.

O condicionamento do corpo de prova e de qualquer construção associada a este deve ser realizado conforme especificado na NBR 16965. O corpo de prova e a construção de suporte, se presente, devem ser instalados no quadro de restrição de forma fiel à situação real. Toda a área da superfície do corpo de prova deve ser exposta ao aquecimento.

Se o corpo de prova possuir dimensões menores que a abertura do forno, ele deve ser instalado no quadro de restrição, preferencialmente com uma das construções de suporte padronizadas previstas no Anexo D. Se o corpo de prova for ensaiado em uma construção de suporte não padronizada, o resultado do ensaio deve ser válido apenas para aplicações de uso final que utilizem a mesma construção no entorno do elemento.

Os termopares empregados para medir a temperatura do forno devem atender à NBR 16965. Deve haver no mínimo um termopar a cada 1,5 m² de área de superfície exposta do corpo de prova. Para paredes que não sejam destinadas a atenderem ao critério de isolação térmica, não é necessário fixar termopares à superfície não exposta.

Quando for necessário verificar o atendimento ao critério de isolação térmica, os termopares do tipo especificado na NBR 16965 devem ser fixados à superfície não exposta ao fogo do corpo de prova, a fim de medir-se as elevações máxima e média de temperatura nessa superfície. As paredes sem função estrutural devem ter a sua resistência ao fogo avaliada com base no critério da integridade e, adicionalmente, nos critérios da isolação térmica, redução de radiação térmica e impacto mecânico.

A falha de qualquer critério de resistência ao fogo deve ser desconsiderada a uma distância de até 150 mm da borda livre do corpo de prova, a menos que a mesma borda do elemento também seja livre na aplicação de uso final. Uma parede sem função estrutural pode conter vidros, ser majoritariamente composta por vidros ou conter áreas discretas com painéis de diferentes tipos. A parede pode conter poucos vidros ou painéis de grandes dimensões ou diversos vidros ou painéis menores distribuídos no elemento. Em qualquer situação, espera-se que, em condições de incêndio, o elemento de compartimentação se mantenha como uma barreira efetiva contra o fogo, inclusive nessas regiões específicas.

FONTE: Equipe Target

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