Text page

A conformidade dos revestimentos com placas pétreas

Como deve ser executado o sistema placa pétrea com componentes metálicos? Como deve ser o sistema placa sobre placa? Como deve ser o sistema placa lado a lado? Como devem ser dimensionadas as juntas entre as placas pétreas? Esses questionamentos estão sendo apresentados na NBR 15846 de 01/2022 - Revestimento com placas pétreas — Projeto, execução e inspeção de revestimento com placas pétreas fixadas por componentes metálicos para fachadas e paredes interiores de edificações — Requisitos.

02/02/2022 - Equipe Target

NBR 15846 de 01/2022 - Revestimento com placas pétreas — Projeto, execução e inspeção de revestimento com placas pétreas fixadas por componentes metálicos para fachadas e paredes interiores de edificações — Requisitos

A NBR 15846 de 01/2022 - Revestimento com placas pétreas — Projeto, execução e inspeção de revestimento com placas pétreas fixadas por componentes metálicos para fachadas e paredes interiores de edificações — Requisitos estabelece requisitos mínimos para elaboração de projeto, execução e fiscalização de revestimento com placas pétreas fixadas por meio de componentes metálicos para fachadas e paredes interiores de edificações. A placa pétrea é um elemento de composição rochosa que possui a função de revestir.

Acesse algumas questões relacionadas a essa norma GRATUITAMENTE no Target Genius Respostas Diretas:

Como deve ser executado o sistema placa pétrea com componentes metálicos?

Como deve ser o sistema placa sobre placa?

Como deve ser o sistema placa lado a lado?

Como devem ser dimensionadas as juntas entre as placas pétreas?

Ao iniciar o projeto, o projetista deve selecionar a rocha em conformidade com as seguintes orientações: apresentar os valores das propriedades físico-mecânicas da rocha, conforme a NBR 15845 (todas as partes); conhecer as características mineralógicas e petrográficas da rocha que eventualmente podem alterar a aparência estética e/ou influenciar a durabilidade da rocha, como microfissuras, estado de alteração dos minerais, presença de minerais alteráveis etc., conforme a NBR 15845 (todas as partes); conhecer o padrão estético da rocha; estabelecer a faixa de tolerância para as variações estéticas da rocha quanto à estrutura, textura, cor, presença de veios e outras características relevantes; verificar se a rocha especificada pode sofrer tratamentos de superfície, como polido, flameado, apicoado, escovado, etc.; verificar se o tratamento de superfície da rocha especificado altera as propriedades físico-mecânicas da rocha; considerar a possibilidade de alterações na estrutura e na aparência do acabamento da superfície da rocha por agentes poluentes e intempéries, por meio dos resultados dos ensaios e de amostras representativas do padrão estético da rocha especificada; assegurar que haja reserva geológica da rocha especificada, a fim de que esta possa ser fornecida em quantidade suficiente para atender às necessidades da obra e ao cronograma estabelecido; selecionar a rocha em comum acordo entre o fornecedor e o comprador, com a devida validação do projetista, conforme a NBR 15844.

O projetista deve considerar que o projeto de revestimento com placas pétreas deve abranger as premissas estabelecidas nessa norma. Por exemplo, a análise do projeto de arquitetura, do projeto de estrutura, das condições climáticas de exposição ao vento, à umidade e à insolação, do projeto de caixilharia, da geometria da edificação e das características dos outros materiais componentes do revestimento da fachada como um todo. Deve-se fazer a avaliação das características da edificação quanto aos esforços atuantes, como pressões de vento e deformações, para melhor adequar as dimensões das placas pétreas à sua capacidade de resistência a esses esforços.

Para as paredes interiores, o projetista deve considerar a aplicação desta norma quando o pé-direito da área a ser revestida for superior a 3,00 m. Na elaboração de plantas, cortes, vistas, ampliações e detalhes das áreas da edificação a serem revestidas, deve-se ter a apresentação da paginação das placas pétreas e a indicação dos componentes metálicos e das fixações a serem empregados nas escalas de 1:5, 1:10, 1:20 e 1:50. A critério do projetista, indicar a escala mais adequada.

Deve-se executar a apresentação de detalhes construtivos dos encaixes, ranhuras ou furos nas placas pétreas, das juntas entre as placas pétreas, das juntas entre as placas pétreas e outros elementos que compõem a fachada e das juntas de dilatação, respeitando o projeto estrutural, bem como os componentes metálicos e tipos de fixação ao substrato, como perfis verticais, horizontais, etc. Deve-se fazer a elaboração dos cadernos de especificações com os valores e as tolerâncias dimensionais das placas pétreas, dos componentes metálicos e dos insumos, bem como dos serviços de preparação

e de tratamento dos materiais, do substrato, das diretrizes para a instalação das placas pétreas, da aplicação do selante, se houver, e da limpeza final do revestimento.

Deve-se fazer o estabelecimento das tolerâncias máximas admissíveis para as variações dimensionais de comprimento, largura, espessura, esquadro e planicidade das placas pétreas, assim como das tolerâncias máximas admissíveis para os desvios de prumo e de esquadro do revestimento final. O projetista deve alertar sobre os fatores que influenciam na segurança e na durabilidade do revestimento, como eventuais sobrecargas e alterações por agentes poluentes e intempéries, a partir dos resultados dos ensaios e das condições ambientais a que a rocha estará submetida.

Deve-se atentar para o estabelecimento das inspeções periódicas a serem implementadas logo após a conclusão da execução do revestimento com placas pétreas que busquem verificar: as placas pétreas, quanto ao seu aspecto geral, alterações estruturais e/ou estéticas, assim como eventuais deslocamentos de suas posições originais; os componentes metálicos, quanto a alterações estruturais e surgimento de processos corrosivos; os selantes, se houver, quanto à sua elasticidade, adesão às superfícies das placas pétreas, coesão e presença de fissuras e/ou de bolhas; outros aspectos relevantes para a integridade do revestimento.

As inspeções são de responsabilidade do proprietário da edificação, conforme a periodicidade estabelecida no projeto. Quanto às solicitações e deformações, as placas pétreas, as estruturas e os componentes metálicos devem estar sujeitos às solicitações e deformações estabelecidas nessa norma. Por exemplo, as cargas paralelas e perpendiculares ao plano das placas pétreas. Os esforços devido a ação de ventos devem ser calculados conforme a NBR 6123.

Para as solicitações devido ao movimento relativo da estrutura, notar as solicitações intrínsecas dos materiais que compõem o sistema placas pétreas, estruturas metálicas auxiliares e componentes metálicos. As deformações nas placas pétreas pela variação de temperatura, considerando o valor do coeficiente de dilatação térmica da rocha, devem ser determinadas conforme a NBR 15845 (todas as partes).

Deve-se analisar as solicitações mencionadas em nessa norma para determinar a largura da junta que deve ser considerada entre as placas pétreas e entre as placas pétreas e outros elementos construtivos da fachada. Considerar que as placas pétreas de revestimento instaladas até a altura de 1,5 m do nível do piso devem resistir a choques de corpo duro com energia de 3 J e choques de corpo mole com energia de 400 J, sem que ocorram danos de qualquer espécie.

A verificação de choques de corpo duro e choques de corpo mole fica a critério do projetista, conforme as NBR 15845-8 e NBR 11675, respectivamente. O projetista deve determinar materiais de isolamento entre metais incompatíveis. Para a calcular e estabelecer a espessura das placas pétreas em relação às suas dimensões, deve-se levar em consideração as características físicas e mecânicas da rocha selecionada e as cargas atuantes conforme estabelecido e com o sistema de fixação que o projetista pretende adotar.

Uma vez que as características físico-mecânicas das rochas influenciam a resistência mecânica e a durabilidade das placas pétreas, recomenda-se a utilização de diferentes coeficientes de segurança para as rochas ígneas, metamórficas e sedimentares. Para que os coeficientes considerem a dispersão e a variabilidade dos resultados dos ensaios mecânicos, bem como as características petrográficas, recomenda-se utilizar no mínimo dez corpos de prova para a determinação das propriedades mecânicas da rocha, conforme a NBR 15845, Partes 5 e 7. Convém que os coeficientes de segurança sejam aplicáveis às tensões de ruptura de rochas, considerando as resistências à compreensão uniaxial (ver NBR 15845-5) e flexão por carregamento em quatro pontos (ver NBR 15845-7), conforme a tabela abaixo.

Clique na imagem acima para uma melhor visualização

 

Caso haja dúvida sobre o comportamento estrutural do conjunto, o dimensionamento das placas pétreas pode ser verificado por ensaio, em escala real. Os componentes metálicos e as estruturas metálicas auxiliares devem ser dimensionados de maneira a resistirem aos esforços e às condições ambientais a que estão submetidos, de acordo com o sistema de fixação adotado e com o tipo de liga metálica a ser utilizada na fabricação das peças.

Os componentes metálicos devem ser dimensionados considerando-se as funções de sustentação e travamento que venham a desempenhar, individual ou conjuntamente, dependendo do sistema de fixação utilizado. No dimensionamento dos componentes metálicos e das estruturas metálicas auxiliares, deve ser adotado um coeficiente de segurança de no mínimo 3,0.

FONTE: Equipe Target

Baseado nos documentos visitados

Normas recomendadas para você

Chumbadores instalados em elementos de concreto ou alvenaria - Determinação de resistência à tração e ao cisalhamento
NBR14827 de 03/2002

Chumbadores instalados em elementos de concreto ou alvenaria - Determinação de resistência à tração e ao cisalhamento

Rochas para revestimento - Parte 3: Determinação do coeficiente de dilatação térmica linear
NBR15845-3 de 07/2015

Rochas para revestimento - Parte 3: Determinação do coeficiente de dilatação térmica linear

Argamassa colante industrializada para assentamento de placas cerâmicas - Parte 4: Determinação da resistência de aderência à tração
NBR14081-4 de 04/2012

Argamassa colante industrializada para assentamento de placas cerâmicas - Parte 4: Determinação da resistência de aderência à tração

Revestimento com placas pétreas — Projeto, execução e inspeção de revestimento com placas pétreas fixadas por componentes metálicos para fachadas e paredes interiores de edificações — Requisitos
NBR15846 de 01/2022

Revestimento com placas pétreas — Projeto, execução e inspeção de revestimento com placas pétreas fixadas por componentes metálicos para fachadas e paredes interiores de edificações — Requisitos

Rochas para revestimento - Parte 7: Determinação da resistência à flexão por carregamento em quatro pontos
NBR15845-7 de 07/2015

Rochas para revestimento - Parte 7: Determinação da resistência à flexão por carregamento em quatro pontos

Rochas para revestimento - Parte 8: Determinação da resistência ao impacto de corpo duro
NBR15845-8 de 07/2015

Rochas para revestimento - Parte 8: Determinação da resistência ao impacto de corpo duro

Rochas para revestimento - Parte 5: Determinação da resistência à compressão uniaxial
NBR15845-5 de 07/2015

Rochas para revestimento - Parte 5: Determinação da resistência à compressão uniaxial

Argamassa colante industrializada para assentamento de placas cerâmicas - Parte 2: Execução do substrato-padrão e aplicação da argamassa para ensaios
NBR14081-2 de 04/2015

Argamassa colante industrializada para assentamento de placas cerâmicas - Parte 2: Execução do substrato-padrão e aplicação da argamassa para ensaios

Divisórias leves internas moduladas - Verificação da resistência aos impactos
NBR11675 de 08/2016

Divisórias leves internas moduladas - Verificação da resistência aos impactos

Argamassa colante industrializada para assentamento de placas cerâmicas - Parte 5: Determinação do deslizamento
NBR14081-5 de 04/2012

Argamassa colante industrializada para assentamento de placas cerâmicas - Parte 5: Determinação do deslizamento

Rochas para revestimento - Parte 2: Determinação da densidade aparente, da porosidade aparente e da absorção de água
NBR15845-2 de 07/2015

Rochas para revestimento - Parte 2: Determinação da densidade aparente, da porosidade aparente e da absorção de água

Argamassa colante industrializada para assentamento de placas cerâmicas - Parte 3: Determinação do tempo em aberto
NBR14081-3 de 04/2012

Argamassa colante industrializada para assentamento de placas cerâmicas - Parte 3: Determinação do tempo em aberto

Rochas para revestimento - Parte 6: Determinação do módulo de ruptura (flexão por carregamento em três pontos)
NBR15845-6 de 07/2015

Rochas para revestimento - Parte 6: Determinação do módulo de ruptura (flexão por carregamento em três pontos)

Rochas para revestimento - Parte 1: Análise petrográfica
NBR15845-1 de 07/2015

Rochas para revestimento - Parte 1: Análise petrográfica

Argamassa colante industrializada para assentamento de placas cerâmicas - Parte 1: Requisitos
NBR14081-1 de 04/2012

Argamassa colante industrializada para assentamento de placas cerâmicas - Parte 1: Requisitos

Rochas para revestimento - Parte 4: Determinação da resistência ao congelamento e degelo
NBR15845-4 de 07/2015

Rochas para revestimento - Parte 4: Determinação da resistência ao congelamento e degelo

Rochas para revestimento - Requisitos para granitos
NBR15844 de 07/2015

Rochas para revestimento - Requisitos para granitos

Forças devidas ao vento em edificações
NBR6123 de 06/1988

Forças devidas ao vento em edificações

Rochas para revestimentos de edificações — Terminologia
NBR15012 de 09/2013

Rochas para revestimentos de edificações — Terminologia