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A conformidade das mangueiras termoplásticas para produtos petroquímicos

O que é o ensaio de qualificação? Como deve ser a seção de um corpo de mangueira termoplástica? Quais devem ser os diâmetros internos e os raios mínimos de curvatura das mangueiras? Quais são os ensaios mínimos a serem realizados em cada etapa? Esses questionamentos estão sendo mostrados na NBR 15690-1 de 02/2021 - Mangueiras para transferência de líquidos - Parte 1: Termoplástica composta para petróleo e derivados - Requisitos.

03/03/2021 - Equipe Target

NBR 15690-1 de 02/2021 - Mangueiras para transferência de líquidos - Parte 1: Termoplástica composta para petróleo e derivados - Requisitos

A NBR 15690-1 de 02/2021 - Mangueiras para transferência de líquidos - Parte 1: Termoplástica composta para petróleo e derivados - Requisitos estabelece requisitos para aplicação, fabricação, ensaio e inspeção de mangueiras, não vulcanizadas, para transferência de petróleo e seus derivados, biocombustíveis álcoois, aditivos e produtos petroquímicos. Essa parte não se aplica a mangueiras de abastecimento de aeronave e bomba de abastecimento de combustível líquido para uso veicular.

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O que é o ensaio de qualificação?

Como deve ser a seção de um corpo de mangueira termoplástica?

Quais devem ser os diâmetros internos e os raios mínimos de curvatura das mangueiras?

Quais são os ensaios mínimos a serem realizados em cada etapa?

As mangueiras são classificadas para aplicação de acordo com as variações de pressão e temperatura de trabalho, conforme tabela abaixo.

Clique na imagem acima para uma melhor visualização

Cabe ao comprador informar a aplicação (fluido, concentração, temperatura e pressão de trabalho), e ao fabricante definir e assegurar que os materiais utilizados na fabricação e que tenham contato com o fluido sejam compatíveis com a aplicação, além de informar a gama dos principais fluidos puros compatíveis com a mangueira fornecida. As mangueiras devem consistir de pelo menos: uma espiral interna de fio de arame; barreira química constituída de camada termoplástica, sendo a primeira em contato com o fluido; múltiplas camadas de filmes e tecidos em material termoplástico que, em combinação, fornecem as propriedades necessárias e vedação completa; capa de revestimento externo não inflamável e resistente a abrasão e intempéries, , cuja aderência entre as camadas externa plástica e interna têxtil não seja ser menor que 1,5kN/m, quando ensaiado conforme a EN ISO 2411.

Além disso, as mangueiras devem possuir uma espiral externa de fio de arame. Os materiais dos fios das espirais internas e externas devem ser definidos conforme as seguintes opções: aço inoxidável, conforme AISI 304L ou AISI 316L; fio de aço-carbono galvanizado ou revestido em material polimérico de uma espessura mínima da parede de 0,5 mm, compatíveis à aplicação. Não podem haver emendas de fios por quaisquer processos, mesmo que por soldagens especiais.

As espessuras e os passos dos espirais são definidos pelo fabricante de modo a atender aos requisitos/propriedades físicas estabelecidos nesta norma. Os terminais nas extremidades devem atender à classe de pressão e devem ser fabricados em aço inoxidável, conforme AISI da série 300 L (baixo carbono), ou alumínio ou aço-carbono compatível com a aplicação contendo tratamento superficial para prevenção da corrosão.

Os terminais são compostos por: terminal tipo espigão introduzido no diâmetro interno do corpo da mangueira; capa metálica externa montada no diâmetro externo do corpo da mangueira; elemento de interligação tais como flanges, roscas, engates, etc., que devem ser definidos entre comprador e fabricante, de acordo com normas específicas. Para elementos de interligação que não sofram processo de soldagem não é requerido o “L” na classe do aço inoxidável.

Para a montagem, o processo de fixação do terminal ao corpo da mangueira deve ser feito por prensagem da capa metálica externa ou por de expansão do diâmetro do espigão de modo a garantir a inexistência de deslocamentos. O fabricante deve disponibilizar mecanismos de sinalização visual para identificação de deslocamentos axiais e radiais. A vedação do ou terminal deve ser realizada por meio de elastômeros ou resinas epóxi, compatíveis com os fluidos a serem conduzidos pela mangueira.

A característica de montagem da mangueira termoplástica resulta em continuidade elétrica entre as espiras interna e externa e entre os terminais. Caso a aplicação e requisitos do comprador solicitem mangueiras com descontinuidade elétrica, o fabricante deve prever procedimento isolante entre terminal e espiral e atender aos requisitos de ensaios constantes na ISO 8031.

As condições de ensaio devem ser realizadas em temperatura ambiente e com no mínimo 24 h após a montagem. Os ensaios de qualificação devem ser realizados pelo fabricante uma única vez no processo inicial de qualificação, ou quando houver alterações no projeto, processo de fabricação e/ou matéria prima.

Os ensaios de qualificação devem ser realizados em pelo menos três diâmetros de cada tipo de mangueira, considerando o menor e o maior diâmetro e um diâmetro intermediário, este último deve ser diferente para cada tipo de mangueira. O ensaio de envelhecimento térmico pode ser realizado com no mínimo o tipo 3, considerando que a mangueira enquadrada nesse tipo possui a maior temperatura e pressão na classificação.

O ensaio de inflamabilidade pode ser realizado com no mínimo os tipos 1 e 4 e somente no menor diâmetro disponível, considerando que a mangueira enquadrada nessa condição possua a menor espessura do corpo da mangueira. Os registros devem ser mantidos permanentemente e disponibilizados ao comprador caso seja solicitado.

Os ensaios de manutenção da qualificação devem ser realizados pelo fabricante a cada 24 meses após a qualificação e/ou imediatamente quando houver mudança de instalação da máquina de fabricação do corpo da mangueira. Os registros devem ser mantidos por no mínimo cinco anos e disponibilizados ao comprador caso seja solicitado.

O fabricante da mangueira deve disponibilizar ao comprador documentação que permita a rastreabilidade da mangueira contendo no mínimo as seguintes informações: os certificados de origem de qualidade da matéria-prima empregada no corpo da mangueira e dos terminais, incluindo os consumíveis de solda; os registros dos ensaios de produção; e o Atestado de Responsabilidade Técnica (ART) do projeto da mangueira, conforme legislação aplicável.

FONTE: Equipe Target

Baseado nos documentos visitados

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