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O manejo de árvores urbanas em obras

O que é uma avaliação dos recursos arbóreos? O que é um plano de manejo das árvores? Quais os fatores a serem considerados ao avaliar a adequação para conservação? O que são árvores ruins? Essas questões estão sendo mostradas na NBR 16246-4 de 11/2020 - Florestas urbanas - Manejo de árvores, arbustos e outras plantas lenhosas - Parte 4: Manejando árvores em obras.

09/12/2020 - Equipe Target

NBR 16246-4 de 11/2020 - Florestas urbanas - Manejo de árvores, arbustos e outras plantas lenhosas - Parte 4: Manejando árvores em obras

A NBR 16246-4 de 11/2020 - Florestas urbanas - Manejo de árvores, arbustos e outras plantas lenhosas - Parte 4: Manejando árvores em obras estabelece os requisitos para o manejo de árvores durante o planejamento, parcelamento de terrenos e construção em um local, bem como para a sua conservação após a obra. Este documento pode ser utilizado como referência por profissionais da administração pública municipal, estadual e federal, assim como por prestadores de serviço particulares, proprietários de imóveis, concessionárias de serviços públicos e outros, na elaboração de suas especificações de conservação. Neste documento o termo árvore também inclui arbustos e outras plantas lenhosas e o termo parcelamento de terrenos inclui a implantação de loteamentos.

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O que é uma avaliação dos recursos arbóreos?

O que é um plano de manejo das árvores?

Quais os fatores a serem considerados ao avaliar a adequação para conservação?

O que são árvores ruins?

As árvores devem ser conservadas durante o planejamento, desenvolvimento e construção em um local por várias razões, incluindo fatores econômicos, sociais, ambientais e culturais. Por exemplo, as árvores podem ser conservadas para que indivíduos ou comunidades façam melhor uso de seus recursos. A importância deste processo está no estabelecimento dos requisitos e recomendações para a elaboração de um relatório de manejo das árvores, que pode ser utilizado por qualquer profissional ou organização envolvidos com as atividades de cuidado, manutenção ou conservação de árvores. (ver figura abaixo com um fluxograma de planejamento do manejo)

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Pode-se definir os impactos das obras como uma consequência das atividades relacionadas às obras, como parcelamento de terrenos e construção, que causem danos as árvores diretamente, como cortes de raízes e galhos, ou indiretamente, como a compactação do solo. Já o inventário das árvores é uma lista de todas as árvores existentes no terreno, que fornece informações descritivas sobre toda a área do projeto. O levantamento das árvores é uma relação e descrição das árvores em toda ou parte da área do projeto, com base em critérios estabelecidos.

Dessa forma, o objetivo do manejo é conservar as árvores durante as fases de planejamento, projeto, pré-construção, construção e pós-construção das atividades de parcelamento de terrenos e construção no local. O Anexo A apresenta o fluxograma do planejamento do manejo das árvores. Os arboristas devem seguir as práticas apropriadas de trabalho seguro, conforme legislação aplicável.

Este documento estabelece o que este plano deve conter. O conteúdo do plano pode ser alterado com base no escopo de projetos específicos. O plano de manejo das árvores deve ser elaborado por um arborista qualificado durante o planejamento das atividades de parcelamento de terrenos e construção no local, e deve incluir as especificações.

Os planos de manejo das árvores devem estar em conformidade com a legislação aplicável e com as NBR 16246-1 e NBR 16246-3. As especificações não são estabelecidas neste documento, pois elas variam dependendo das espécies das árvores, condições do solo, atividade de construção ou demolição, etc. Os órgãos competentes podem exigir que um plano de manejo das árvores seja apresentado, se forem desenvolvidos critérios específicos em nível nacional, estadual ou municipal, como, por exemplo, número de árvores afetadas, tamanho e espécies de árvores afetadas; tamanho do lote; tipo e zoneamento das obras de parcelamento de terrenos e construção civil.

Um levantamento das árvores deve incluir uma avaliação dos recursos arbóreos e relatar todos os aspectos relevantes. Um arborista ou outra pessoa qualificada deve ser responsável pela avaliação dos recursos arbóreos. Uma arborista é um indivíduo que exerce a atividade da arboricultura e que, pela experiência, educação e treinamento complementar, possui competência e atribuição profissional para prestar ou supervisionar o manejo de árvores e outras plantas lenhosas.

O objetivo da avaliação dos recursos arbóreos deve ser estabelecido. Se for observada uma condição que exija atenção, além do escopo original do trabalho, ela deve ser relatada a um supervisor imediato, ao proprietário ou à pessoa responsável por autorizar o trabalho. Durante a avaliação dos recursos arbóreos, devem ser estabelecidas as classificações de adequação para conservação (ver Anexo B). Na fase de elaboração do projeto, deve ser realizada uma avaliação dos impactos da implantação do projeto nas árvores existentes no local e a avaliação quanto à adequação para conservação das árvores (ver Anexo B).

Um relatório de manejo das árvores deve ser elaborado, incluindo o seguinte: a localização em planta planialtimétrica, em escala adequada, das árvores encontradas no levantamento; a descrição da população arbórea existente (por exemplo, espécies, parâmetros dendrológicos e condições fitossanitárias); a classificação da adequação para conservação (boa, moderada, ruim); os limites da construção, incluindo demolição, alteração do nível do solo (aterros e escavações) e drenagem, obras de instalações e redes de distribuição de serviços públicos e projeto paisagístico; avaliação dos impactos da implantação do projeto nas árvores; as observações sobre a proximidade das árvores com as estruturas, estradas e redes de distribuição de serviços públicos existentes e propostos; as recomendações para conservação ou remoção (ver 4.4.2); recomendações para mudanças de projeto (ver 4.4.2); as recomendações e especificações para conservação de árvores (ver 4.4.2); e as recomendações e especificações pós-construção.

O plano de manejo das árvores deve recomendar ações para a conservação destas, as quais convém que sejam levadas em consideração nos planos de implantação e construção no local. Este plano deve estabelecer: as árvores a serem conservadas e removidas; as especificações de manutenção das árvores de médio e longo prazos; as zonas de proteção de árvores; as barreiras da zona de proteção das árvores; os controles de erosão do solo; as áreas de preparação e armazenamento; os serviços de utilidade pública, como distribuição de gás, energia, etc.; as rotas de trânsito no local durante a obra; outras atividades no local; e as consequências pelo não atendimento das recomendações para conservação das árvores.

As árvores a serem conservadas e removidas, descritas no plano, devem ser consideradas nos planos de demolição. As ações para conservação das árvores devem ser comunicadas àqueles que irão implementar o plano de manejo das árvores. As barreiras da zona de proteção das árvores devem ser instaladas antes do início dos trabalhos no local.

As operações de remoção de árvores não podem danificar as árvores que devem ser conservadas. A implementação das ações para conservação das árvores deve ser monitorada por um arborista. O não atendimento das recomendações para conversação das árvores deve ser documentado. No caso de danos a barreiras e/ou árvores, ações corretivas devem ser especificadas e implementadas.

A integridade e a saúde das árvores devem ser monitoradas, bem como as barreiras da zona de proteção das árvores. As ações de conservação de árvores devem ser revisadas, se a atividade de construção tiver alterado significativamente as necessidades de saúde e manutenção das árvores. A integridade e a saúde das árvores devem ser monitoradas.

A manutenção das árvores deve ser realizada apenas por arboristas ou arboristas em treinamento sob supervisão de um arborista. As especificações de manutenção das árvores a médio e longo prazos devem ser implementadas, dentro de um horizonte temporal estabelecido pelo arborista responsável. Esta implementação deve ser acompanhada por um arborista.

FONTE: Equipe Target

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