Text page

Os aditivos para argamassas inorgânicas

Qual é o ensaio para o teor de umidade, moléculas orgânicas e carga mineral? Como determinar o teor de mufla (ensaio alternativo)? Qual é a aparelhagem para executar o ensaio de viscosidade Brookfield? Quais são os exemplos de resultados de análise termogravimétrica (TGA)? Essas dúvidas estão sendo apresentadas na NBR 16826 de 03/2020 - Aditivos para argamassas inorgânicas — Definição, classificação e métodos de ensaio.

08/04/2020 - Equipe Target

NBR 16826 de 03/2020 - Aditivos para argamassas inorgânicas — Definição, classificação e métodos de ensaio

A NBR 16826 de 03/2020 - Aditivos para argamassas inorgânicas — Definição, classificação e métodos de ensaio define e classifica os três principais aditivos utilizados em argamassas inorgânicas, identificados como retentores de água, incorporadores de ar e polímeros auxiliadores de aderência e flexibilidade, bem como estabelece os métodos de ensaio para seu controle. É aplicável aos aditivos usados em a argamassas inorgânicas destinadas à construção civil, independentemente de sua finalidade, forma de produção e aplicação.

Acesse algumas dúvidas relacionadas a essa norma GRATUITAMENTE no Target Genius Respostas Diretas:

Qual é o ensaio para o teor de umidade, moléculas orgânicas e carga mineral?

Como determinar o teor de mufla (ensaio alternativo)?

Qual é a aparelhagem para executar o ensaio de viscosidade Brookfield?

Quais são os exemplos de resultados de análise termogravimétrica (TGA)?

Pode-se definir o aditivo incorporador de ar aditivo em pó ou líquido como o responsável pela incorporação intencional de bolhas de ar nas argamassas, visando a melhora da trabalhabilidade, aumento da coesão e facilidade de espalhamento. O aditivo polimérico auxiliador de aderência e flexibilidade é um polímero (látex formador de filme), em pó redispersível ou na forma de emulsão ou dispersão, que melhora as propriedades de aderência e deformação das argamassas. Já o aditivo retentor de água é aquele que reduz a evaporação e exsudação de água da argamassa no estado fresco e lhe confere capacidade de retenção de água frente à sucção por bases absorventes e à ação do meio ambiente. seguida de sua viscosidade pelo método Brookfield, à temperatura de (23 ± 2) °C e concentração de 1% ou 2% em solução aquosa.

O fornecedor do aditivo deve informar a faixa de variação do resultado da viscosidade Brookfield. As moléculas constituintes são as seguintes: HPMC ou MHPC – hidroxipropilmetilcelulose; HEC – hidroxietilcelulose; HEMC ou MHEC – metil-hidroxietilcelulose; EHEC – etil-hidroxietilcelulose; MEHEC – metiletil-hidroxietilcelulose; HPG – hidroxipropilguar. Os polímeros auxiliadores de aderência e flexibilidade são classificados de acordo com seu tipo de cadeia da molécula. Nos copolímeros, as moléculas constituintes são as seguintes: A – acrílicos; SA – acrílico estirenado; VAE – acetato de vinilaetileno; VA versatato – acetato de vinila versatato; VCE – cloreto de vinilaetileno.

Nos terpolímeros, as moléculas constituintes são as seguintes: VA versatato acrílico – acetato de vinila versatato acrílico; VCE laurato – cloreto de vinilaetileno laurato; VA versatato etileno – acetato de vinila versatato etileno. Os incorporadores de ar são classificados de acordo com o seu componente ativo, considerando a quantidade deste componente presente no material e o seu teor de umidade.

Os componentes ativos constituintes dos incorporadores de ar são os seguintes: lauril sulfato de sódio; betaína; dodecil sulfato de sódio; lauril éter sulfato de sódio. O teor de componente ativo é a quantidade, expressa em porcentagem (%), de componente ativo presente no aditivo. O teor de umidade deve ser indicado em porcentagem (%). As moléculas orgânicas são determinadas pelo ensaio de espectrofotometria no infravermelho médio (4 000 cm–1 a 400 cm–1), após secagem em estufa a (105 ± 5) °C. No caso em que a matéria inorgânica presente interferir na análise, aplicar separação por meio de solvente orgânico apropriado, seguido de secagem do extrato orgânico em estufa a (105 ± 5) °C.

O resultado do ensaio contempla um espectro no infravermelho, o modo de preparação do material para leitura, o solvente utilizado na extração (se houver) e o tempo de secagem em estufa. O espectro obtido deve ser comparado com os materiais de referência. Para os efeitos desta norma, entende-se como materiais de referência as substâncias puras ou os produtos comerciais ou os espectros de bancos de dados comerciais ou os espectros obtidos de materiais de mesma origem e/ou natureza. O Anexo A apresenta exemplos de interpretação de ensaios de termogravimetria aplicados aos aditivos retentores de água para argamassa.

Para os efeitos desta norma, calcular o teor de umidade (água livre e/ou combinada) a partir da decomposição térmica que ocorre até 150 °C. Alternativamente, a umidade pode ser determinada por secagem de acordo com a NBR 10908, adotando-se a temperatura de 150 °C, com tolerância de 5 °C. Para a realização deste ensaio, recomenda-se o uso de cadinho de alumina ou platina, massa de amostra de no mínimo 5 mg, com fluxo de gás inerte (nitrogênio ou argônio) ou ar sintético (80 % N2 + 20 % O2), taxa de aquecimento de 10 °C/min, com temperatura variando da condição ambiente até 1.000 °C.

Para efeito de correlação dos resultados da análise TGA com ensaio efetuado em mufla, utilizar o ar sintético. No segundo pico de decomposição (ver exemplos do Anexo A), estimar a quantidade de material orgânico (MO), incluindo o componente ativo. Geralmente, a faixa de temperatura varia de 150°C a 550°C, mas pode haver alteração de acordo com o tipo de aditivo.

Correlacionar os dados com a avaliação por espectrofotometria por infravermelho (FTIR) para confirmar se não foram adicionados outros materiais orgânicos ou inorgânicos na composição (materiais que se decompõem termicamente na mesma faixa das moléculas orgânicas ativas). Entre 550°C e 800°C, estimar a perda de CO2 referente à descarbonatação das moléculas de material carbonático, carga mineral (CM) comumente utilizada na formulação dos aditivos. Indicar o teor de sólidos voláteis pela soma de material orgânico e carga mineral (MO + CM).

A massa residual e a quantidade de material remanescente na amostra após queima a 1.000 °C indicam o teor de sólidos não voláteis. O teor de sólidos totais (volátil + não volátil (MR) é representado pela diferença entre 100 % e a umidade (U). Com base nos resultados de análise termogravimétrica, o fabricante deve informar, quando solicitado: umidade (U) (água livre e/ou combinada); teor de componente ativo (CA); teor de moléculas orgânicas (MO); teor de carga mineral (material inorgânico) (CM); teor de sólidos voláteis (MO + CM); massa residual (MR), material não volátil até 1 000 °C; teor de sólidos totais (ST = 100 % – U).

Na determinação do teor de molécula(s) orgânica(s) (MO), tanto no ensaio de TGA quanto no da mufla, podem estar incluídas, além do componente ativo (CA) do aditivo (éteres de celulose e guar), adições orgânicas inertes e moléculas inorgânicas que contenham água combinada. Para determinar a composição qualitativa desta(s) molécula(s) orgânica(s), executar o ensaio denominado moléculas orgânicas.

Os sólidos voláteis indicam a quantidade de material decomposto até 1.000 °C. A massa residual indica o material não volátil. O teor de sólidos total representa o material remanescente após a eliminação da umidade até 150°C. Para os aditivos, se o teor de sólidos total e a massa residual forem elevados, há um indicativo de que o produto avaliado não é composto somente de material orgânico, mesmo que o valor de MO, determinado a partir da decomposição térmica entre 150°C e 550°C, tenha sido alto. Sendo assim, recomenda-se a realização de ensaios complementares.

FONTE: Equipe Target

Baseado nos documentos visitados

Normas recomendadas para você

Revestimento de paredes e tetos de argamassas inorgânicas — Terminologia
NBR13529 de 07/2013

Revestimento de paredes e tetos de argamassas inorgânicas — Terminologia

Argamassa colante industrializada para assentamento de placas cerâmicas - Parte 5: Determinação do deslizamento
NBR14081-5 de 04/2012

Argamassa colante industrializada para assentamento de placas cerâmicas - Parte 5: Determinação do deslizamento

Produtos químicos - Informações sobre segurança, saúde e meio ambiente - Parte 3: Rotulagem
NBR14725-3 de 08/2017

Produtos químicos - Informações sobre segurança, saúde e meio ambiente - Parte 3: Rotulagem

Argamassa para assentamento e revestimento de paredes e tetos - Determinação do índice de consistência
NBR13276 de 09/2016

Argamassa para assentamento e revestimento de paredes e tetos - Determinação do índice de consistência

Cimento Portland - Determinação da resistência à compressão de corpos de prova cilíndricos
NBR7215 de 02/2019

Cimento Portland - Determinação da resistência à compressão de corpos de prova cilíndricos

Argamassa para assentamento e revestimento de paredes e tetos - Determinação da densidade de massa aparente no estado endurecido
NBR13280 de 09/2005

Argamassa para assentamento e revestimento de paredes e tetos - Determinação da densidade de massa aparente no estado endurecido

Aditivos para argamassas inorgânicas — Definição, classificação e métodos de ensaio
NBR16826 de 03/2020

Aditivos para argamassas inorgânicas — Definição, classificação e métodos de ensaio

Produtos químicos - Informações sobre segurança, saúde e meio ambiente - Parte 4: Ficha de informações de segurança de produtos químicos (FISPQ)
NBR14725-4 de 11/2014

Produtos químicos - Informações sobre segurança, saúde e meio ambiente - Parte 4: Ficha de informações de segurança de produtos químicos (FISPQ)

Argamassa para assentamento e revestimento de paredes e tetos - Preparo da mistura para a realização de ensaios
NBR16541 de 09/2016

Argamassa para assentamento e revestimento de paredes e tetos - Preparo da mistura para a realização de ensaios

Argamassa colante industrializada para assentamento de placas cerâmicas - Parte 4: Determinação da resistência de aderência à tração
NBR14081-4 de 04/2012

Argamassa colante industrializada para assentamento de placas cerâmicas - Parte 4: Determinação da resistência de aderência à tração

Produtos químicos - Informações sobre segurança, saúde e meio ambiente - Parte 2: Sistema de classificação de perigo
NBR14725-2 de 06/2019

Produtos químicos - Informações sobre segurança, saúde e meio ambiente - Parte 2: Sistema de classificação de perigo

Argamassa colante industrializada para assentamento de placas cerâmicas - Parte 3: Determinação do tempo em aberto
NBR14081-3 de 04/2012

Argamassa colante industrializada para assentamento de placas cerâmicas - Parte 3: Determinação do tempo em aberto

Argamassa colante industrializada para assentamento de placas cerâmicas - Parte 1: Requisitos
NBR14081-1 de 04/2012

Argamassa colante industrializada para assentamento de placas cerâmicas - Parte 1: Requisitos

Produtos químicos - Informações sobre segurança, saúde e meio ambiente - Parte 1: Terminologia
NBR14725-1 de 08/2009

Produtos químicos - Informações sobre segurança, saúde e meio ambiente - Parte 1: Terminologia

Argamassa colante industrializada para assentamento de placas cerâmicas - Parte 2: Execução do substrato-padrão e aplicação da argamassa para ensaios
NBR14081-2 de 04/2015

Argamassa colante industrializada para assentamento de placas cerâmicas - Parte 2: Execução do substrato-padrão e aplicação da argamassa para ensaios